31.12.11

E no novo ano?

Devia ser "Crónicas Azul Cuequinha"?

Nunca fui muito dessas superstições. Na verdade pouca paciência tenho para elas.
Normalmente faço apenas um esforço de conjugação de roupa interior, porque detesto andar com uma parte de cima de uma coisa e a parte de baixo de outra. De resto, se é suposto ir para cima de cadeiras (não recomendo muitas avarias em cima das minhas, já que a sua montagem foi algo duvidosa e sinto um pequeno abanar nelas), usar roupa interior azul (não é das minhas maiores preferências, diga-se), comer 12 passas (mnheck), beber champanhe (ou espumante, vamos ser realistas, já é bom não ser vinho verde frisante) ou pedir 12 desejos (normalmente ao 6ª já começo a divagar, a minha mente pouco pedinchona não me permite esticar muito nestas coisas), façam-no.Sonhem, disparatem, divirtam-se, joguem Buzz, cantem no karaoke, saltem nus para o mar, vão dormir mais cedo, vejam a Casa dos Degredos, abracem-se, ou o que quer que seja. Mas aproveitem.
2012 vai ser bom, palavra de Cueca.

O Masterchef lá de casa.

Estava alegremente numa superfície comercial com o Mister Dexter, discutindo o repasto de Ano Novo, quando afirmo: se calhar vou fazer também bolo de bolacha.
Ele, já a fazer o riso pré-gozo do costume, com ar ultra triunfante, decide relembrar que o nosso forno não está a funcionar.
Isto tem muito mais piada se soubessem o quão "especial" é conviver com alguém que vive para os momentos em que assumirá toda a sua superioridade em corrigir ou censurar com o seu vasto conhecimento, os demais, com aquele ar de felicidade de miúdo na noite de Natal.
Como devem perceber eu parti-me a rir.
Ele, não satisfeito, ainda insiste: hahahah és tão messy.
Ao que eu só consegui proferir entre risos:
amor...o bolo de bolacha não vai ao forno.
...

Male culinary FAIL.

27.12.11

É oficial.

Estou sem paciência para escrever no blog.
Levantem as mãos aos céus e agradeçam esta prenda do Senhor. Não vai durar muito.

22.12.11

Um bocadinho mais de respeito pelos meninos e meninas epilépticos deste Portugal.

Já me doem os olhos de levar com luzes psicadélicas a cada e-mail pelos olhos adentro.

A confiança

Uns dizem que a confiança começa a 100% e vai descendo a percentagem ou subindo conforme as acções dos outros e a forma como somos (des)iludidos.
Diria que são os optimistas desta vida. Os que dão sempre o benefício da dúvida e acham que os outros têm sempre as melhores intenções.
Eu acho que faz mais sentido olhar para a confiança como uma coisa que se vai ganhando, ao invés de se ir perdendo aos poucos. Começar a zeros e fazer por merecê-la.
Não é que não gostasse de conseguir ser como os que vêm sempre o copo meio cheio, ao invés de meio vazio, mas foi algo que desaprendi com as desilusões.
Tenho imensas saudades da ingenuidade que se vai perdendo ao longo do tempo e custa-me que seja daquelas coisas que quando se perde, não se volta a ter.

É sempre bom.

Estar a traduzir uma ficha de segurança de um produto químico aparentemente normal e inofensivo e depois ler coisas como "em contacto com o ar, devido à humidade no ambiente, forma uma nuvem espessa, esbranquiçada de fumos ácidos".

Fico muito mais descansada quando passo ali no armazém, realmente.

21.12.11

PQP a TPM.

Acho que agora todos os meses vou ter de falar nisto.
Eu era aquela moça que se ria quando me falavam em TPM, orgulhosamente dizendo que não sabia o que era isso, fazendo pouco das menos afortunadas que eu.
Desde que tive o crianço, é castigo, só pode.
Estou aqui com uma vontade de partir coisas, que não digo nada. Misturado com a auto-estima de uma lesma e a sensação que nenhuma pobre alma deverá ser tão insignificante quanto eu.
Lá vou eu ter de ir ver imagens do Daniel Oliveira e imaginar que lhe estou a dizer coisas más.
Enquanto isso aterrou-me aqui um pacote de chocolatinhos que estão a segredar-me impropérios luxuriosos como: come-me à fartazana de todas as maneiras e feitios.
Por enquanto estou a resistir, mas não dou garantias.

Silicone, sim, não, oh meu deus.

O José Piçarra lançou o repto e eu como sou boa menina, respondo.
Vou ser muito sincera, não acho que um exagero descomunal na área mamária seja algo por aí além divertido/apropriado/interessante.
Mamas grandes dão nas vistas, certo? Mamas a apontar para o céu dão ainda mais.
E por isso acho um pouco hipócrita vir para aqui dizer "ahhh as naturais é que são boas, as outras parecem borracha, não são nada naturais " e por aí em diante.
Isso é outro argumento baseado puramente na inveja secreta que uma gaja pode ter de uma qualquer actriz porno/modelo de roupa interior/slut com dinheiro lá do burgo que suscita o melhor interesse e atenção do nosso respectivo.
Nunca mexi numas siliconadas, portanto não posso atestar se serão melhores ou piores.
Visualmente faz alguma confusão que aquilo não saia muito do sítio. Por outro lado faz-nos pensar na sorte que seria podermos usar aquele top super giro sem costas, sem estarmos preocupadas que uma marguerette venha dizer olá ao mundo.
Uma coisa que acho relevante quando se pondera ou não colocar silicone é a nossa auto-estima.
Achamos que vai melhorar? Temos dinheiro para isso? Queremos? Estamos a pensar racionalmente e com bom senso?
Então: força.
O corpo é de cada um, a conta bancária também. E acho que está para nascer o gajo que se gostar da rapariga torça o nariz porque "ohhh tem silicone, Deus do céu, já não quero". Por outro lado, provavelmente aumentarão o interesse de machame indesejável, mas para isso também basta ser uma miúda minimamente normal, arranjadinha e com pele à vista. Não é por aí.
Claro que como em tudo, estamos constantemente a ser julgados e no campo profissional pode ser prejudicial, é algo que temos de ter em conta quando estamos num local de trabalho em que queremos que nos levem a sério pelo nosso potencial e não por características de horizontalidade laboral.
Outra questão são os riscos associados, obviamente que não deixam de ser cirurgias e há sempre riscos.
Bem como a escolha do profissional que realiza a operação conta muito. Ninguém quer ficar com as amigas com mais altos e baixos que a Serra da Estrela, ou uma mama de cada tamanho, ou os mamilos quase nos ombros.

Zica, esta é com carinho, para recordares com saudade, sim?

20.12.11

Da capa da Men's Health

Sou só eu que acho que deviam deixar o Ricardinho ir à casinha fazer poopoo?
O menino está a sofrer. Não se faz.

19.12.11

Natal - memory lane ou como a malta devia saber para o que tem aptidão.

A época natalícia era sempre jeitosa. Digamos que a minha mãe achava que tinha jeito para as malhas. Não sei se se lembram mas há coisa de 20 anos as revistas do crochet pululavam e a malta andava envolta em novelos de lã. A minha mãe não era excepção.
Chega a altura do Natal e não havia ano em que não me calhasse uma camisola no sapatinho.
Até podia ser porreiro se as mesmas não reunissem as seguintes características:

- Uma manga maior que a outra.
Era certinho. Ou uma me ficava a roçar pelo polegar e a outra bem, ou, pior, uma bem e a outra a 3/4.
- Lã que pica.
Já vi camisolas da loja chinesa mais macias. Só lá ia com uma camisola de gola alta por baixo e mesmo assim...
- Uma abertura na cabeça que não passava um esquilo.
Não sou cabeçuda, longe disso. Mas qualquer coisa que não ficasse sistematicamente presa na cabeça era bom.
- Padrões disfuncionais.
Esta com o tempo mudou apenas para o modelo "cores sólidas em que uma ou mais pessoas terão efectuado um pequeno refluxo gástrico". Mas normalmente eram renas com a cara torta ou um presente de Natal com um laço de esguelha.

E tudo isto seria ok, se passasse com um "obrigada mãe, é muita gira".
Passado uns tempos sem nunca usar a camisola vinham as perguntas: mas porque não usas a camisola que te fiz e nhenhenhe.
A mentira nunca foi o meu forte e quando eu finalmente admitia que não as usava porque não gostava dela obtia um dos seguintes feedbacks parentais:

A vida está cara, não te compro mais roupa de Inverno.
Andei eu a tricotar e é esta a paga!
Escusas de meter isso no meio da roupa para os pobrezinhos, que ela volta para o armário.
Hoje usas isto e pias fino.
Nem penses usar qualquer tipo de tesoura para desgraçar isso que eu sei que não caiste magicamente e rasgaste a camisola.
e a pior de sempre?


Para o ano há mais.

Eles acreditam, piamente, que sabem.

O tamanho do soutien de uma tipa só de olhar para ela.
O que, confesso, muito espanto me traz.
É que se a maioria das mulheres, conforme estudos indicam, usam o tamanho de soutien errado, espanta-me que os gajos, que no fundo só pensam em quando é que aquilo vai saltar, saibam.
Abaixo os "aposto que ela usa um 36DD".

19/12/2009

...e nunca mais me passou.
Nem sequer mais pôde haver um momento sem ti ao meu lado.
E quando algo assim tão especial, tão único, tão importante, acontece, nunca mais poderemos virar costas.
Mais do que palavras, do que gestos, do que sentimentos, é um magnetismo irreversível, sem capacidade de inversão de polaridade que o altere.
O tempo pode passar por nós as vezes que quiser, nunca chegará para nos ultrapassar.
Continuará a perseguir-nos, umas vezes devagar, outras depressa, mas só nos verá de mãos dadas com os dois pés no futuro que é só nosso.

Amo-te.

16.12.11

"X está super feliz com o seu novo namorado."

...aparecem sorridentes nas revistas a fazer capa, nem que tenham desencantado o Zé na sopa dos pobres e lhes tenham posto umas roupinhas da Guess para cima e ala que se faz tarde, vamos à estreia de uma loja ou ver um filme. O importante é aparecer com um tipo e esfregar na cara da malta "oh para mim, super bem resolvida, super feliz, nunca senti tal coisa, ai meu Deus, acho que vai durar mais que duas semanas".

Para quando uma capa "O meu novo namorado é um saco, mas não arranjei melhor?" ou "Sei que é feio, mas conquistou-me quando me ensinou a tabuada. Mudou a minha vida" ou "Abimbamos juntos forte e feio" ou "Ao menos este não me bate!".

Essas capas eu comprava.

O Photoshop e as gajas, as gajas e o Photoshop.

Acho que qualquer uma está a mentir se dissesse que nem que fosse por um dia que não gostava de ser fotografada por um profissional, ter a maquilhagem e cabelo devidamente feita, bem como o melhor designer do pedaço que eliminasse tudo o que que está "a mais" em nós e nos desse um ar enxuto e sedoso.
Obviamente que quando olhamos para uma mulher, mais ou menos descascada, o primeiro instinto é a inveja. E não me venham com tretas. A conversa "aahhh isso é tudo photoshop", "ahhh ela passa fome", "ahhh ela está cheia de plásticas", "ahhh ela ao vivo tem uma corcunda que mete inveja ao da Nôtre Dame", "aahhh ela não tem as mamas assim" e reubeubéu, renhenhe, lariloló.
Não quer dizer que essas coisas não sejam verdade: são.
Mas o cerne da questao, coladinho à nossa carga genética, é aquele sentimento que não somos tão boas quanto elas. Que nunca poderemos ter aquele aspecto. E que sim, provavelmente a pessoa de quem gostamos vai apreciar o que está a ver e nunca a pensar se tem mais ou menos photoshop, porque isso não lhe interessa, o que interessa é que agrada à vista.
E isso causa aquele frissonzinho.
Tenham paciência, da mesma forma que vocês dizem que é genético olhar para a fêmea mais apetecível, é compreensível que para nós elas constituam um "alvo a abater".

15.12.11

A sensibilidade masculina.

Tenho alguns amigos que são pessoas sensíveis.
Ou seja, têm sentimentos normais, sabem expressar-se e não têm vergonha de o fazer.
Não são uma pedra granítica.
E do que vejo são sempre esses os primeiros a ser pisados pelos saltinhos altos do mulherio.
Uma e outra vez.
Obviamente que as pessoas são todas diferentes e cada um procura (ou atura) o que quer.
Mas faz-me confusão ver que quanto mais se esforçam e mais queridinhos e românticos são, menos valorizados acabam por ser.
Costumo dizer que a pessoa que os possa valorizar vai aparecer e que não são eles que têm de mudar, não estão errados, pelo contrário, para mim, são esses que um dia saberão manter uma mulher, fazê-la feliz.
Mas isto sou eu que sou uma mulher que gosta de ser bem tratada, acarinhada, respeitada e não aceito menos que o mínimo dos mínimos.
O que é que se responde quando nos dizem "sim, mas isso és tu, a maior parte só quer saber dos cabrões. Já nem acreditam que existem bons tipos por aí".
E é verdade. Eles têm uma certa razão.
Mesmo que afirmem que não, a realidade é que andam sempre ali de volta de uns convencidotes frígidos, com um ar de macho autoritário e dominante. E a troco do quê?
Depois choram baba e ranho, anulam-se, mudam a personalidade, deixam de viver em troca de um parvalhão qualquer que entretanto já partiu para a próxima, de preferência 5 anos mais nova e com um QI semelhante ao da lagartixa.

Hoje é dia.

De Natal nos hospitais.
Esse marco natalício inconfundível onde cada um de nós deveria fazer a sua parte, tirar um dia de férias do trabalho, envergar o seu melhor pijama de flanela e robe e alapar no sofá com um chocolatinho quente a contar cadeirinhas de rodas e a bater palminhas ao Toy.
Não vou ser hipócrita, mais do que o Natal nos hospitais, não vivo sem o Natal nas prisões.
Gosto que normalmente sejam sempre numa prisão feminina, onde podemos assistir às melhores butch, com ar de quem nos fazia em picadinho 1-2-3 em menos de nada.
Gosto da outra facção, que não vê macho vai para mais de 4 anos, gritando histérica com o pai, o filho e o espírito santo da música popular, que é como quem diz o Tony, o Mickael e o David Carreira.
Nota-se que não estão verdadeiramente a apreciar o espectáculo, mas sim a olhar para as saídas de emergência e a lembrarem-se do origami do Prison Break.
Apraz-me pensar que a qualquer momento um grupo de mulherio irá encetar uma fuga da prisão em directo, levando a Ágata ou a Mónica Sintra como reféns. Claro que ainda ponderam causar sevícias à Adelaide Ferreira, mas ela já sofre o suficiente cada vez que interpreta as suas músicas e se lembra do parvalhão que dormiu com a secretária e lhe deu material de inspiração para escrever músicas para uma vida.
Não levem a mal, acho que as pessoas merecem estas festas, esquecer as preocupações, ter um dia diferente. A verdade é que já passam por provações o ano todo.
E ainda têm de levar com os guinchos da Cristina Ferreira?
É dose.

14.12.11

Dexter e os RA.

E o que são os RA perguntam vocês ao melhor estilo do coro de Santo Amaro?
Redbúlicos Anónimos.
Estou a um passinho de começar a fazer um círculo de cadeiras lá na sala e pô-lo a falar.
Sim, porque já existem certas frases pronunciadas por ele que me fazem temer pelas minhas fracas tentativas de auxílio e ajuda em ultrapassar o vício. Lembro que já tentei substituir o Red Bull pelo seu primo pobre, o Guaraná - sem resultado. Bem como lhe estipulei um número máximo por mês de Red Bull - 2 - sem resultado!
Tentei a censura, o olhar matador, as falinhas mansas, mas nada parece resultar.
Ainda ontem ele dizia: deviam existir uns shots de taurina. A menos que fosse para me ver vestida de enfermeira a administrar injecções, não me parece viável e só demonstra o quão longe já vai o vício.
Ou a outra frase célebre: o Redbull a mim não me anima, só me conforta. Frase de addicted total.
O meu medo é qualquer dia chegar a casa e ter isto no estacionamento:

13.12.11

Querem ver o Aleixo, querem?

Cá está:

É fofinho, não é?
Pois.
Mas também é um ser que corre a casa toda, acorda às 6h00 com vontade de brincar, vulgo destruir, que paira ao pé da mesa à espera que existam restos para ele (fui dar uma vez com ele a comer um resto de caril...nem comento o que deve ter feito pelo seu trato intestinal), ataca pernas em andamento (principalmente se estivermos a usar meias novas), consegue abrir portas, pressente tudo o que é novo na casa e não descansa enquanto não for inaugurar, vulgo destruir, tem o síndrome de Deus, qualquer ponto em que possa olhar para nós cá "em baixo", tão insignificantes face à sua superioridade, escolhe a nossa roupa como local preferido para dormir e largar pêlo, entre outras coisas.
E sim, faz aquela carinha querida, vem fazer ron-ron's, deita-se a pedir mimos, faz pruuupruuu e enfim, derrete o pobre coração da sua dona.

É Natal, Cuequinha quer.

Porque nos primórdios da infância fazíamos Lista para o Pai Natal, mas agora fazemos wishlist porque é bem, aqui ficam os desejos deste Natal. Nada superficiais.
 .
Perfuminho para a menina

Vestidinho da ASOS

Relógio da Casio

Dvd box set do Studio Ghibli
Sapatame da Prof

O conjuntinho natalício da Intimissimi

Um voucher desses de massagens

E se forem uma cambada de gente pouco endinheirada como eu, ofereçam uns chocolatinhos que eu também gosto, ok?

12.12.11

A Bimby

Confesso que é coisa que dispenso.
Pessoalmente gosto de andar ali de volta dos tachos, sentir o fumegar, tratar de cada processo, dedicar-me ao que estou a fazer, prestando-lhe atenção.
Uma coisa é um robot de cozinha: dá sempre jeito ter algo que corte por nós como se não houvesse amanhã em 4s. Ou uma máquina que amasse o pão caseiro. Ou que me faça uns suminhos naturais xuxu.
Mas de resto confesso sentir alguma implicação psicossomática com a Bimby. É que a comida parece-me menos "de casa". Não me sabe ao mesmo.
Chamem-me antiquada, mas eu cá sou mulher de colher de pau.

11.12.11

Considerações de final de ano.

O Natal dos Hospitais está para o mundo como a Alexandra Lencastre está para os seus novos amores: presente todos os anos.

7.12.11

Ahhh, a bela da blogoesfera.

Como eu adoro alimentar os devaneios da malta.
Epá, se for para implicarem comigo, numa tentativa de terem o minuto de graça diário, ao menos inventem coisas giras como insinuar que sou boa na cama.
Ficava chateada é se me viessem dizer que tenho o rabo gordo.
Agora se é só isto que têm a dizer, menos mal.

Cueca recomenda - post prá menina.

É só para dizer que este vestidinho da Zara é a coisa mais confortável e gira que aterrou para os lados do meu roupeiro.
Afiambrem-se a ele.
Há em vermelho (lindo, mas não havia S), bordeaux, verde e preto.

Por cá é dia de entrar no espírito de Natal:


Ahhh que filminho tão giro, tão pitupitu, coisa mai linda e divertida, aposto que vou adorar ver e ainda por cima é Natal?

O Gato das Botas.
Pelo menos é o que tenho ouvido da conversa de senhoritas espalhadas por aí, a maior parte, e percebendo pelo resto da conversa, encalhadas (porque será?).
Ele lá fofinho é. Eu também adoro gatinhos. Mas ficamos por aqui.

Deixem-me dizer-vos, a vocês, pessoas adultas, com educação superior, idade para ter alguma maturidade, de QI -pelo menos- medianinho, sem filhos/sobrinhos/primos/enteados de idade menor para acompanhar, que estar-se ansioso para ir ver o filme do Gato das Botas é...bem...eu vou empregar a palavra "estranho".
E deixar-vos liberdade criativa de substituir estranho por outra palavra menos simpática.

Eu vou acreditar que são recalcamentos da infância a assomarem nesta época natalícia.

Vá, tudo a cair-me em cima agora, que, mázona, difamei as pessoas que querem ir ver o Puss in boots.

6.12.11

Nosso Senhor não dá tudo a todas mas bem que me podia ter dado um bocadinho mais disto 3#

Luisana Lopilato. Ou a mulher do Bublé.
Já que o Pai Natal não me vai fazer o obséquio de me mandar ao Tallon, ao menos que me traga um conjuntinho destes pelo Natal, sim Pai Natal?
Fui uma menina muito boa este ano...

Coisas sérias que me fazem rir.

Ver a malta da Casa dos Segredos a ter um debate acerca da adopção por casais homosexuais.
Really?!

5.12.11

Estado da Nação - quem disse que ir ver vestidos de noiva com orçamento limitado era giro devia tomar xanax a mais.

Essa coisa de ver vestidos de noiva não é para mim, tenho a dizer.
Primeiro, não gosto da costela voyeurista das senhoras.
Existem salas de prova exactamente para isso, para uma moça ter o seu momento à vontade enquanto tira a roupa, não ter uma senhora do tamanho de um elfo a espreitar pela cortina ou, pior, a achar que é porreiro partilhar o provador de 1mx2m connosco.
Depois, o raio dos vestidos estão sempre um número ou dois acima, o que se reflecte, em alguns sítios, em ter as senhoras a pôr alfinetes para ajustar e a invariavelmente me picarem. Eu já sofro o suficiente quando olho para o talão do preço, as alfinetadas eu dispenso.
Outra coisa que me mexe com o sistema é a obsessão com as marcações.
Pois que o ritual é entrar numa loja, ser atendida, ver os catálogos, os modelos expostos, olhar em volta e ver a loja vazia e com mais 3 senhoras sem fazer um cu, e perguntar "posso experimentar?" e a senhora, que ou se chama Judite ou Almerinda, responder, "ahhh isso é só com marcação" e eu retorquir "mas não está cá ninguém..." e ela dizer "pois, mas é assim, se quiser venha à tarde".
[Obviamente não fui.]
Uma outra coisa que sinto ser aprazível nos primeiros 4 ou 5 vestidos, mas não tão fixes ao décimo, é que em todos "estou linda". Ui. Então quanto mais caros forem, mais gira eu fico. De 1000€ para cima já estou feita numa Scarlett Johanssen autêntica.

Eu sei lá quantos vestidos já enfiei cabeça a baixo. Começo a achar que o problema sou eu, não são os vestidos.
Só houve um que lá me fez soltar uma semi-lagriminha, tão bonita que ficava, mas incluía um budget que não se coaduna com a vida de recém-mãe-ajuntada-com-contas-para-pagar-e-um-casamento-para-custear-a-dois.
De maneiras que lá estou indecisa entre dois que já se incluem no orçamento sem dar uma taquicardia e naquele dilema do "aposto que ele não vai gostar de me ver com este! vai achar que é feio, que é simples demais, que não vou parecer a tipa mais gira dos arredores" e afins.
Para ajudar à festa o Pai Cueca só diz: mas e não há vestidos sem cauda pá? Mete-me impressão essa coisa aí a arrastar. Como é que vais à casa-de-banho?
Mesmo explicando com um desenho que há formas de segurar aquilo, ele diz "leva o que quiseres, tu é que tens de gostar".

Obrigadinha, papá, ajuda imenso...
-.-'
É tão fácil ser homem.
Ou lésbica. Ofereço-me para ser a lésbica-que-faz-de-noivo e vai de fato.