16.10.14

O Burrealista.

Alguém iluminado disse um dia "o que é a verdade, se não a tua realidade"?
Na verdade fui eu (muito embora alguém já deva ter-se lembrado disto), mas podem postar no Facebook e dizer que foi o Fernando Pessoa, que ninguém dá pela diferença.
 
Para um Burrealista, embora ele não se aperceba, este conceito é demasiado real. Ele vive no seu mundo de "coisas que leu na Internet e achou que eram verdade muito embora tenha esquecido entretando as bases da sua educação escolar que refutam o que leu" e toma para si a missão de evangelizar o mundo, normalmente sem qualquer tipo de lógica racional associada.
 
O pior é que o Burrealista agarra-se ao facto de ter um público e nunca mais larga.
É que, tristemente, o burrealista mostra-se confiante nas suas palavras, mas sente que precisa de validação externa e essa validação é obtida facilmente junto de presas fáceis (tipo eu) que não sabem dizer a uma pessoa:
epá, cala-te!
No fundo só precisam de miminhos, mas são demasiado chatos para alguém se dar ao trabalho.
É quase como um acidente de viação: sabemos que é mau, sabemos que vai mexer connosco, mas olhamos à mesma.
 
Atentem, eles podiam apenas ser limitados. Podiam. Ninguém lhes levava a mal. O problema é que não só não se apercebem disso, como se transformam depois naquela gente ressabiada que escreve coisas como "comecemos" estando a querer falar de comer, mas ficam muito indignados se alguém lhes diz que não é assim, tomando como missão de vida provar que estamos, na verdade, incorrectos.
Não se pede QI, pede-se bom senso (e um bocadinho de humildade, já que estamos numa de pedir).
 
Esta malta reproduz-se mais depressa que os zombies do Walking Dead, por isso tenham medo, que esta cena transmite-se e um dia acordam de manhã e sabem de cor frases do livro de auto-ajuda do Gustavo Santos, esse Deepak Chopra de trazer por casa.
Depois não digam que não avisei.

3 comentários:

  1. Para quando o teu livro?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. POC já temos livros-de-bloggers suficientes.
      Se editasse um chamado "Quem soltou um pum?" toda a gente sabia que tinha sido eu.

      Excluir
    2. Mas era o teu que ia comprar.

      Excluir