30.10.11

Ahhh finalmente já não sou fashion-excluída.

Já fui à Primark!
(e não, não fiquei lá grande fã, embora a casa tenha ganhado um novo quadro de papoilas por 3€. sim, eu sou daquelas maluquinhas que não resistem a pechinchas.)

(e sim, o Dolce Vita Tejo parece a subida do rio do salmão. mas "pssssshhhhhh, buéda crise chaval".)

28.10.11

Sextas são dias de desafios e hoje: Porque nos apaixonamos?

Há os que querem apaixonar-se. Os que diziam que era algo para nunca mais. Os que só o sentiram uma vez na vida. Os que perseguiam a paixão. Os que fugiam.
Mas afinal, por que é que se apaixonaram?
Pela forma de ser, pela aparência, porque reunia as características que gostávamos?

Contem-me tudo, afinal, o que vos fez apaixonar?
;)

26.10.11

Aiii é amôooo, ai ai ai, é amôooooo.

Diz que Pinto da Costa está cada vez mais apaixonado pela sua Fernanda Miranda. A jovem brasileira de 25 anos, que desistiu dos estudos (ohhhh coitadinha, tão abnegada que ela é) após ter chumbado logo no 1 ano porque nem uma nota positiva conseguia ter, faz o coração do Pintinho bater mais forte.
Ele, demonstra o seu amor da melhor maneira: jóias, viagens, carro,...não vá alguma coisa faltar à sua querida. Até a ver o Papa ele a levou! (A devota deve passar muito tempo a rezar...)

A vida realmente é curta demais para ser passada ao lado de quem não nos faz feliz.
Se a felicidade é definida por ter alguém ao lado que o que mais aprecia em nós é o que lhe podemos comprar, força.
Começo a pensar que se Jesus gostasse mesmo de mim me tinha feito com os 3 b's do sucesso actual: boa, burra e brasileira.
Pelos vistos é só isso que é preciso.
(ahhh e sem escrúpulos, que isso é coisa de gente totózinha)

24.10.11

Os homens e a doença.

Vamos já falar sobre o óbvio: quando falo em doença, é doença no conceito masculino da coisa, vulgo, pequena gripe, espirros e dor de cabeça.
A doença (constipação no máximo) é a mesma coisa que pegar numa tesourinha e cortar-lhes os ditos, tal é a mansidão que se lhes acomete.
Eu acho esta mariquice muito fácil de explicar: é a sua oportunidade de ser mimados (ainda mais), comerem o que gostam (mais que o costume), ter as vontadinhas todas feitas e não alçar o cu do sofá a menos que seja para ir à casa de banho.
Quando é que viram uma mulher a dizer "aaiiii estou tão mal" com ar de cachorrinho bebé e uns olhos de foca do zoo marine a gritarem "cuida de mim por favor"?
Raríssimo!
O que mais me apraz neste estado é a constante verbalização "estou a morrer", de 2 em 2 minutos.
Dá-me vontade de responder que estou no google a pesquisar em qual lápide ele gostaria de ser enterrado.

(mas pronto, a costela de mãezinha que tenho em mim adora mimá-lo e estragá-lo com todas as coisinhas a que ele tem direito, porque, coitadinho, dói-lhe a garganta e está constipadinho)

Devo ressalvar que eu faço as coisas com amor e carinho, e não como esta senhora de Leste que está atrasada para as suas filmagens e pensa espetar o termómetro na garganta do marido a qualquer momento.

23.10.11

Amor: as coisas difíceis de engolir.

Não, ele não era um canalha porque traiu, ou foi-se embora sem aviso, ou não te tratava como merecias, ou preferia estar a fazer algo em qualquer lugar do que estar contigo, ou não demonstrava que gostava, ou era bruto e insensível, ou não era romântico, ou não tinha paciência para te ouvir.
Ele simplesmente não te amava.
E é isto que não entendem. É mais fácil arranjar todas as desculpas do mundo, menos aceitar a verdade.
É que quem ama mesmo está lá sempre, tem paciência, mostra, dedica-se, é fiel, tem sempre tempo para ti, mima-te, respeita-te.
E isto pode acontecer a mim, a ti, ou a quem quer que seja. O Amor não é um contrato vitalício.
Dói de caraças perceber isto, mas depois de se perceber, pode começar-se a apanhar os bocados e seguir em frente.

22.10.11

Coisas que qualquer namorado iria adorar. Not.

Devo avisar que este post é desde já sarcástico. Obviamente que não é para adorarem.
Convenhamos que há alguns que de vez em quando merecem provar um pouco do seu próprio remédio.
Já pensaram naquelas vezes em que se chatearam porque ele andava a rebarbar com as suas revistas da Maxmen, Playboy ou Penthouse?
As vezes em que pensaram "parvalhão, andas praí a babar por essas tipas cheias de photoshop e não me ligas nenhuma!".
Ora bem, se leram isto e se identificaram, não há nada melhor do que apanhá-los de surpresa.

Essas revistas e outras publicações direccionadas para os homens têm sempre uns concursos "caseiros". Ou seja, em que qualquer uma pode concorrer. Já estão a perceber onde quero chegar?

Olha o que é, irem todos satisfeitos comprar a sua revistinha, desfolhá-la uma primeira vez mais à pressa, pondo os olhos apenas nas meninas de sua preferência (vulgo, as com maiores mamas) e darem de caras com a sua excelentíssima namorada deitada numas rochas em biquíni, numa fotografia que provavelmente foram eles que tiraram nas férias.

Ahhhh como eu adoro as ironias da vida!

*pronto, vá, não aconselho muito esta técnica a menos que estejam numa de acabar o namoro e queiram sair "em grande". Deixem lá os meninos e as revistas (ou demais materiais visuais de seu entusiasmo), se eles não olhassem é que era mau sinal ;)

21.10.11

Clichés de RPG's - Role Playing Games (Post nerd Alert!).

Se não sabes o que é um RPG, este post não é para ti.
Sim, eu sempre joguei e continuo a jogar (ok agora praí há 7 meses que não toco na PS3 mas é por questões de força maior!).
Neste tipo de jogos entramos sempre no mundo de uma personagem, a qual acompanhamos na sua épica jornada. Jogos como Final Fantasy, Kingdom Hearts, Grandia, Legend of Zelda são alguns exemplos mais conhecidos.
Da vasta experiência que posso, seguem então os principais clichés destes jogos:

1. O herói anda sempre a tentar salvar uma tipa. Mesmo que a tenha conhecido no início do jogo, o tipo fica maluco por a salvar e disposto a levar uma grande tareia.

2. São sempre putos. Literalmente. Aquilo é malta de 15 ou 16 anos, prontos para sair de casa numa grande aventura só porque sim. Ou porque o planeta deles vai ser destruído se não o fizerem.

3. Têm sempre famílias disfuncionais. Ou porque os pais morreram, ou porque vivem só com a mãe, ou com um pai estranhamente envelhecido, malta com problemas de álcool ou que foi para a guerra e desapareceu, tudo menos viver com o pai e a mãe num ambiente feliz.

4. São sempre pobres. Os coitados, como já perceberam, são uns desgraçados. Já não basta a sua realidade estar a colapsar ainda por cima não têm guito para nada.

5. A arma deles é sempre qualquer coisa bastante "macha": uma espada, tipicamente. Curiosamente é sempre uma grrraaaannnnde espada. (Porque será?)

6. As lendas e profecias que aparecem ao longo da história, vão sempre acontecer! E, claro, nunca são boas. (Devo preocupar-me por andarem a dizer que o mundo acaba hoje?)

7. Poder de teleporte. Espectacular, ein? As regiões são mais longe que onde judas perdeu as botas, portanto dá sempre jeito carregar num botão e ir directo. Faz sentido.

8. A roupa que trazes vai durar-te o jogo todo. Não importa que andes dias e dias por cidades, em lutas, em intempéries. Vais sempre usar a mesma merda de fato.

9. A tua personagem pode ser um brutamontes insensível, burgesso e iletrado. A tipinha do jogo vai sempre ser louca por ele.

10. Os vilões têm sempre uma costela de Kafka, que os transforma subitamente em poetas, filósofos, psicólogos, sociólogos, fanáticos religiosos, tudo num só e que vos tira cerca de metade do jogo a ouvi-lo nas suas bacocas realidades alternativas.

19.10.11

1# Coisas deles que nunca vamos conseguir alterar.

Vai ser uma série de pequeninos posts para o menino e para a menina.
Nem falo no tampo da sanita. Anos de evolução e tentativas femininas têm saído furadas ao longo do tempo.
Mas há pequeninas coisas que eles podem fazer e que só os fazem ganhar pontos:

1#

- Lembrarem-se do vosso dia especial, (por oposição a terem de ser lembrados).

18.10.11

As mulheres e o dinheiro.

Sempre me fascinou esta capacidade incrível que as mulheres têm em detectar riqueza. Parecem pequeninos terriers com olfacto apuradíssimo que vai dando sinal quando se aproximam de espécimes masculinos nos seus Audi, relógios caros, fatinho Armani ou o seu T5 no Parque das Nações.

Tempos houve em que eram eles que tomavam conta de todas as necessidades delas. Felizes ou infelizes, pelo menos que houvesse dinheiro.
E ainda é um pouco assim, apenas já não é habitual uma pessoa admiti-lo.

Obviamente que ninguém é feliz em modo amor&cabana. Isso é ser-se ingénuo.
Mas também acredito que o ser feliz apenas com dinheiro passa após uma data de férias nos Trópicos 3 semanas por ano. O vazio que fica acho que não compensa dormir-se numa almofada com notas de 500€ dentro.

Nunca liguei a que me pagassem coisas, ou muito menos a presentes caros. Não gosto quando me dizem "o que queres que te dê?" ou levarem-me às compras e dizerem para escolher o que quiser. Não sou assim, sinto-me mal e constrangida e acabo por nunca levar algo que realmente goste. Levo o que for mais barato.

São feitios. Não dou para gold digger.
Não tenho pena.

17.10.11

As "desculpas" de quem explora o trabalho infantil.

Confesso que gosto de aligeirar temas e este é um daqueles que me mexe cá por dentro de uma forma que só consigo verbalizar por repulsa a quem sujeita crianças a este tipo de coisa.
Mas para uma vertente soft, já imagino o Tio Kharim a dizer ao repórter:

"Trabalho infantil?
Nunca!
Eles são familiares dos trabalhadores! Vêm para cá brincar e divertir-se, porque, coitadinhos, não podiam ficar em casa sozinhos. Então isto é quase uma creche para eles! Se virmos bem até é algo do "primeiro mundo", os colaboradores podem trazer os filhos, sem problemas, para o trabalho. E é válido para primos, enteados, sobrinhos! Podem vir todos!
Aliás, eles adoram vir, até pedem em casa para vir todos os dias, nós é que dizemos "epá, não, fica hoje em casa"

16.10.11

A Ikea sabe-a toda.

Toda a gente sabe o martírio que pode ser arrastar um homem para o Ikea.
Ele são os suspiros de enfado, o revirar de olhos, a impaciência, os constantes "então, já está?!" e toda uma panóplia de linguagem verbal e não verbal que nos diz que nunca deveríamos ter ido perder tempo precioso a trazer alguém a um sítio a que ele claramente não quer ir.

Mas agora tudo mudou. Qual babysitting no shopiing. O que está a dar é isto:



Basicamente é uma Manland! Onde os meninos podem ficar entretidos com coisas tão intelectualmente estimulantes como: matrecos, flippers, tv, ps3 e coisas que tais.
Tudo a bem de uma relação feliz.

Do coitadismo.

Não há paciência para o coitadismo.
Parece que ser-se feliz hoje em dia é proibitivo. Não fica bem, causa urticária.
Toda a gente tem um qualquer drama a acontecer, que é pior do que todos os problemas do mundo combinados e que, regra geral, gira à volta do próprio umbigo.

Dias maus toda a gente os tem e ninguém é feliz sempre. Mas uma coisa é viver a própria miséria, outra é esperar que lá porque uma pessoa está na mó de baixo, todo o mundo tenha de estar em consonância e pronto 24/7 para uma festinha na cabeça e uma palmada nas costas.

Oh malta, é Domingo, saiam de casa, namorem, aproveitem!


Há aqueles que de facto estão numa má fase e merecem todo o apoio, depois há aqueles que "má fase" é uma constante da vida.

14.10.11

Sextas são dias de desafios: Vamos lá, afinal, desmistificar?

Malta, na caminha:

Atenção ao corpo todo OU ir directo ao assunto?
Esperar que ele/ela mostre o que quer OU ter iniciativa?
Fingir orgasmo OU admitir que não se passou nada lá em baixo?
Abracinho no final OU dormir?
Roupa interior sexy OU confortável?

..e todas as dúvidas que possam ter.
Bora lá.

13.10.11

Como eu não tenho paciência para os livros de auto-ajuda.

Aqueles grandes chavões que culminam sempre no "seja feliz" aborrecem-me um bocado.
Quer dizer, não há nada nesses livros que nos ensine a ser feliz. Ou a ter muito dinheiro (que para muita malta vai culminar no mesmo).
É muito fácil falar e dizer ohhh seja positiva, seja assertiva, cultive o bom humor, seja assim e seja assado.
Ora, lamento, mas isso não nos torna automaticamente felizes.
Aliás, está para nascer o livro de auto-ajuda que diga:
se este livro não mudou radicalmente a sua vida para melhor, devolvemos o seu dinheiro.
Basicamente a minha "felicidade" está a pagar as férias nas Caraíbas desses tonhós que fazem copy&paste das frases mais batidas de sempre, feitas para endrominar mentes fragilizadas.

O exemplo máximo disto é o "Segredo".
Começa logo pelo título, segredo, algo que mais ninguém sabe, que alguém escolhe confiar a nós. Ora, quando não sei quantos milhares de pessoas sabem o mesmo Segredo já o pressuposto se anula a si mesmo.
Depois, essa treta de que somos responsáveis por tudo o que nos acontece. Se eu tiver um qualquer desiquilíbrio que me faz querer correr nua às 6h00 todos os dias pela beira-mar, sou responsável?
Outro fundamento do livro é que temos de agradecer o que temos. Tudo muito bem, mas as pessoas não compram o livro pelo que lhes falta? Se tivessem mesmo satisfeitas com o que têm não perdiam o seu tempo atrás do que não têm e ainda por cima infelizes com isso.

Parece-me mais proveitoso simplesmente aprender a ganhar dinheiro com livros de auto-ajuda do que propriamente comprá-los. Se não os podes vencer, junta-te a eles!

Já estou a treinar:

1. Comecei por pensar em algo que a ciência não possa comprovar. O meu "segredo" tem de ser algo abstracto e que não seja passível de ser objecto de estudo.
2. Arranjar citações de tipos famosos que apoiem as minhas teorias.
3. Dar exemplos generalistas e tratá-los como verdades universais.
4. Apelar ao misticismo e esoterismo.
5. Prometer resultados rapidamente comprovados! E sem esforço, claro.

Daqui a uns meses quando estiver a beber mojitos de palhinha à conta do dinheiro dos outros aviso!
Muhahahaahah (inserir riso maléfico)

Como tornar os homens úteis em casa.


Primeiro: desafiá-los.
Qualquer frase infantil como "não és homem não és nada" ou "aposto que não fazes porque não consegues" podem colocá-lo na mood certa e prontinhos para agarrar no pano do pó.

Segundo: começar pelo básico.
Um aspirador será talvez a forma mais fácil de os fazer pegar nalguma coisa. Para já há todo o universo fálico de brincadeira quase infantil com aquilo e no fundo eles vão passar metade do tempo a fingir que ou:
a) é uma pila.
b) é uma guitarra eléctrica.
c) ou instrumento de terror para qualquer animal presente no lar.
Ou seja, tornar aquilo uma brincadeira.

Terceiro: em momento algum começar com as longas conversas sobre como é injusto as mulheres fazerem tudo sozinhas e que isso nos deixa tristes e menos disponíveis e renhenhe.
Proibidíssimo usar o argumento: meu menino, não tens nada até começares a mexer esse rabiosque!
Ali por volta do minuto 2 eles já desligaram e não estão a reter nada. Em vez de falar, vão pedindo ajuda.

Quarto: elogiar sempre no final.
Tem de haver aquele reforço positivo, mesmo que depois tenham de ir fazer exactamente o que eles fizeram antes. Com o tempo hão-de aprender.

*Se alguma destas dicas vos foi útil, óptimo.

12.10.11

Razões pelas quais nunca poderia ser uma fashion blogger.

(e sim, ao menos escolhi uma tipa como exemplo a quem tudo lhe fica bem e tem bom gosto)

1. Não tenho dinheiro para isso. Mesmo que me vestisse na Primark da cabeça aos pés, não há orçamento que dê para estar sempre a arranjar coisas da moda.

2. Não tenho tempo. Ontem, e porque não conseguia dormir e portanto deu para me arranjar com mais tempo, lá consegui coordenar uma coisa gira e um cabelo aceitável. Mas foi a excepção.

3. Não consigo estar muito tempo em lojas. Numa hora corro o Colombo e vejo as lojas todas que gosto. Olhos de águia, meus caros. Identifico o que quero, pego, já sei como fica mais ou menos, pago e vou embora.

4. Não tenho quem me documente os outfits. Ele não tem paciência, o gato não é fotógrafo, a criança partia-me aquilo em menos de 5 segundos e eu fico mal a tirar fotos de mim mesma num espelho de casa-de-banho. (até porque a nossa é tão pequena, que quase tinha de me por em cima da sanita para conseguir tal coisa)

5. Não tenho vocação para o esquisitóide. Ontem usei umas calças azuis-vivo-da-moda e ia caindo aqui o carmo e a trindade com os olhares de lado. Tudo que seja mais do que castanho/preto/azul escuro e a coisa já descamba.

6. Não tenho corpo para isso. Embora gostasse!

Portanto, como podem constatar, eu vontade não me falta, jeito, tempo (e guito) para isso é que não me assiste.

Os homens e o benchmarking de gajas.

Quando falamos em benchmarking falamos em conseguir atingir um conjunto de best practices, que tornem a nossa empresa melhor, dado que da análise de como outras empresas bem sucedidas actuam, resultará um nosso desempenho superior.
Ainda aí estão, não adormeceram? Então cá vai:

Os homens gostam de controlar o seu produto e compará-lo constantemente face ao mercado. No fundo, o mundo está cheio de autênticos planeadores estratégicos que tudo o que fazem é observar para ter uma melhor noção de como páram as coisas e poderem gerir o seu património da melhor forma.

Se pensarmos que de cada vez que eles olham para uma tipa estão simplesmente à procura de coisas nela que possam tornar-nos melhores para eles, a coisa parece muito melhor do que simplesmente: sim, aquela costela de rebarbados nunca vai embora, nem que tenham a Adriana Lima em casa eles serão sempre assim, nada a fazer.




Isto até pode ser uma realidade mais ou menos difícil de aceitar consoante o nosso feitio e o escandalismo com que eles o fazem, mas o que importa, e que deverá imperar na vossa mente, é que enquanto ele se entretém com benchmarking de gajas, estão uma data de tipos a analisar o que de melhor vocês têm.
Portanto, meninos, lembrem-se disto.

11.10.11

Porque é que o Ruca faz qualquer família parecer disfuncional.

Os tipos parecem sempre felizes. E, convenhamos, isso é estranho porque nenhuma família é sempre feliz.
O Ruca nunca faz birras (mas talvez sejam efeitos da medicação contra a leucemia).  
E antes que comecem com a conversa de novo do "és tão má, buhhh, devias ter vergonha", alguém, sinceramente, acha normal um puto crescido como o Ruca ainda não ter cabelo? E pêlos púbicos por este andar só para os 40!

Adiante, a mãe do Ruca está sempre bem-disposta. Fala baixinho e muito educadamente. Aposto que nem quando bate com o dedo mindinho do pé na esquina da mesa diz um palavrão. Depois, embora o Ruca já seja um garoto de 4 anos, a mãe ainda ostenta um michelinzinho e um quadril generoso, bem como uma roupinha directamente saída de um encontro de Protestantes dos anos 80. Depois admira-se que o Pai nunca esteja em casa.

Voltando ao puto Ruca.
Ninguém tem de mandar o Ruca ir dormir, o puto vai.
Ninguém tem de obrigar o Ruca a ganhar raízes na mesa de refeição porque ele não quer a porcaria dos brócolos, ele come.
O Ruca é um puto tão fixe que não pode ver uma tarefa doméstica que corre a fazê-la.
O Ruca gosta de animais e não faz coisas estúpidas como construir de raiz um arco&flecha para tentar acertar no gato com setas feitas de paus rombos.
O Ruca não gosta de chocolate e não come doces. Sim, porque ele na sua tenra idade já se preocupa bastante com os percalços da vida, nomeadamente, cáries dentárias e a possibilidade de obesidade infantil.
O Ruca preocupa-se com a crise e poupa no seu mealheiro de porquinho, não vai gastar o guito do Natal em cromos de cadernetas.
O Ruca é o puto que se dá com todos, especialmente com as miúdas. Ora, já olharam bem para o tipo? E um episódiozinho sobre bullying não?

Nem vou começar a falar no pai do Ruca. Como disse, o tipo só aparece quando lhe cheira. Desconfio de um caso extra-conjugal, muito em parte derivado da sua senhora não dizer palavrões e ser sempre muito educada. Aposto até que quando querem ir para a cama a mãe do Ruca pede com licença e diz obrigada e boa continuação no final.
Mais uma coisinha sobre o pai do Ruca: é um saco descomunal. E quem o deixa usar aquela roupa devia ser punido.

Por estas e por outras eu digo: o puto não joga com o baralho todo.

A Traição.

A traição assume várias formas.
Vulgarmente referimo-nos a ela quando, num relacionamento, a outra parte se envolve com outra pessoa.
Eu diria que a traição começa nas coisas pequeninas: trair é tudo aquilo que nos faz querer esconder algo da outra pessoa. Se nos faz ponderar se estamos a agir correctamente, então é porque provavelmente não estamos.

Cada vez vejo mais que a traição não é simplesmente quando o outro decide dar uma facadinha nas costas. Aliás, a traição tem muito mais a ver com a mentira e a omissão, do que com sexo, ou não teríamos swing e relações abertas. E acho esse tipo de relação muito mais honesto do que um em que uma das partes (ou ambas) anda a saltar a cerca sem o outro saber.

As coisas nem sempre funcionam a 100%.  Só que achar-se que por discutirem a sua relação, algo está muito mal, portanto o melhor é estar caladinho - não leva ninguém muito longe. Para quê ter dores de cabeça? É realmente muito melhor deixar andar e esperar que tudo se resolva por si mesmo. Para quê chatear-se? Pois é, dá trabalho.

O ser humano é um bicho complexo e com sentimentos que nem ele entende a maior parte das vezes. A traição é apenas mais um de vários sintomas de que algo não está bem. Seja porque a pessoa não está satisfeita, precisa de algo mais na sua vida, quer ver-se desejada, é doente (sim, porque também os há), ou simplesmente porque teve a oportunidade para isso e não lhe virou costas.

Quem procura, acha sempre.Porque toda a gente tem eventualmente algo a esconder. Só que tudo mais cedo ou mais tarde se sabe, quando se passa uma vida a fingir, mentir e omitir. Invariavelmente, quem sofre é quem ama e apresenta uma devoção ingénua.
As pessoas querem ser adoradas. Mas depois de um tempo, a adoração de apenas uma pessoa parece ser pouco. O dar-se tudo já não chega.O amor daquela pessoa está ali garantido. E quando se entra nesta fase é muito difícil sair-se ileso. Ou ocorrem traições, ou a outra parte acaba por frustar-se e as coisas não resultam.

O que eu vejo é muita facilidade. Em mentir, em interagir com outras pessoas, em olhar para o próprio umbigo e não pensar nas consequências dos actos. Ora, tudo na vida tem consequências.

Diria que os traidores (no geral, eles e elas) das meias-verdades são os mais perigosos. São inteligentes e sabem que uma mentira com fundo de verdade é sempre credível. São aqueles que dizem as coisas pela metade e vão fazendo das suas na calada. Mas até esses tropeçam um dia.

Independentemente do que pensem, uma traição é sempre errada. Não existem justificações para ela.
Sentia-me sozinha/o, ela/ele não me dá o que preciso, precisava de um escape, "aconteceu", não desculpam nada. Há sempre outra solução.
Tomates para tomar uma decisão honesta é que é mais raro.

Não me canso de dizer que a malta anda a pedi-las. No fundo, não se inibem dos flirts, do levantar de ego, das mentirinhas piedosas...e quando se apercebem já estão metidos num novelo que acaba muitas vezes na cama de uma pensão rasca.

Dêem valor a quem gosta de vocês genuinamente. 
Uma pessoa honesta é cada vez mais rara e merece ser bem tratada.

10.10.11

O chanfanismo.

Este post não é para alminhas sensíveis do género "aiii coitadinhas, não sejas assim, és má. Buhhh".
O chanfanismo é um pleonasmo muito meu, para designar o fenómeno das tipas cotas do género oferecido.
Basta perder 5s do vosso tempo para pensar o que é uma chanfana e o que leva, para perceberem a origem idiomática da palavra.
O chanfanismo atinge cada vez maior representação na nossa sociedade actual: afinal, ninguém quer envelhecer. Ohhh o pavor. (Fala a tipa que ainda esta semana desesperou porque lhe perguntaram se já tinha 30 e poucos - morri!). De qualquer forma, isso não é razão para se perderem os filtros todos: seja em relação ao que se veste, como se age, por quem se passa por cima para ter o que se quer.
Adoro um bom chanfanismo, daqueles sem qualquer noção do ridículo. Que a malta não percebe que já não tem 20, tem mais 30 em cima.
Isto de prolongar a vida de adolescente pelos anos fora tem muito que se lhe diga...
Eu sou a total favor da diversão em qualquer idade, mas gostava muito de não quebrar a boneca ali pelos 40 e meter-me em filmes destes.

7.10.11

Sextas são dias de desafios...e...o que sabem vocês sobre mim? ;)

O desafio de hoje é simples.
Nomear 5 coisas que sabem acerca da Rosa Cueca.

(Agora é que eu me vou assustar com o que a malta já sabe sobre mim! lol)

6.10.11

Acho giro esta moda agora de "criticar" os pais novos.

Confesso que me faz alguma confusão que agora se crie algum estigma à volta dos pais jovens. Sendo que o conceito de "jovem" alargou muito em termos de faixa etária.
O que tá a dar é viver em casa dos pais até aos 30 e poucos, não ter um relacionamento estável, não perspectivar uma carreira, se possível trabalhar o mínimo dos mínimos, tirar cursos atrás de cursos que nem se sabe para o que vão servir e preocupar-se mais em ter um BMW do que começar a ganhar asas e sair debaixo da saia da mamã e da calcinha do papá.

Sinceramente, acharem que com 26 anos se é uma mãe jovem, faz-me ponderar o que pensarão das miúdas que têm filhos aos 18, quando não é antes.
Obviamente que é chato levar com aqueles olhares de lado só porque já tenho, pasmem-se, a vida mais ou menos encaminhada. Claro que com as suas condicionantes.
 Mas acharam que andei este tempo todo a fazer o quê? Que as coisas me caíram no colo?

Simplesmente nunca tive medo. Principalmente nunca tive medo de trabalhar ou de me esforçar. Nunca tive padrinhos, não tive ajudas monetárias significativas, nem cunhas ou quejandos.
O que tive foi o melhor que se pode pedir aos pais: uma boa educação. Não numa escola privada, mas aquele tipo de educação que nos ensina que tudo o que se faz, faz-se por nós e é de nós que depende o nosso sucesso ou insucesso.

Portanto, não, não passo horas a chorar no escurinho a pensar nas saídas que não tive (porque, com bom senso e algum jogo de cintura, ainda as faço), nem na crise (faz-se por poupar, pouco, mas qualquer coisa), nem em cuidar de uma casa (que se não fica tudo feito hoje, amanhã também é dia), nem na responsabilidade de ter um filho (que surge naturalmente como a coisa certa a fazer), nem nas férias nas Caraíbas que não fiz (talvez um dia), nem na casa melhor que podia ter (se não tivesse outros custos adicionais) e por aí em diante.

Ser-se mãe ou ser-se pai é algo que não se ensina, nem se prepara, vai-se fazendo e aprendendo.
Desde que se goste, temos tudo.
O que me causa alguma urticária é esta mania que temos em ser pequeninos de espírito e tecer juízos de valor acerca dos outros para não perdermos tempo a olhar para nós mesmos.

4.10.11

O que lhes sai da boca VS o que deviam dizer.

Contexto: visita a casa de strip.
Ela: Aposto que vais rebarbar com as tipas todas boas!
Ele: Não se pode negar que as escolhem bem.
O que deveria dizer: Só tenho olhos para ti, sabes bem.

Contexto: ela olha-se no espelho.
Ela: Achas que estou mais gordinha?
Ele: não amor...mas um ginásio não te fazia mal.
O que ele deveria dizer: para mim estás sempre bem!

Contexto: prevista extrema alcoolização futura.
Ela: Espero bem que não bebas demais...
Ele: Mas já tás no controle?
O que deveria dizer: Claro que não amor, só bebo socialmente.

Contexto: conversa sobre as amigas dela.
Ela: A Mariana é mesmo gira não é?
Ele: Não é nada má, não senhora.
O que deveria dizer: Não se compara a ti.


Contexto: falam sobre a relação.
Ela: Aposto que ainda vais arranjar outra.
Ele: Sim, mas nunca será como tu. Provavelmente ando depois só a rodar nelas.
O que ele deveria dizer: Não vou nada, só te quero a ti.

*post escrito devido a conversa animada ao jantar que acabou comigo a gozar a dizer "não, não, essa não é a resposta certa!".

**obviamente que os exemplos, bem como as personagens ele/ela são ficcionados e, essencialmente e como se quer, parvos, não representando de nenhuma forma a autora e seu respectivo.

Agora ide à vossa vida, deixem os computadores e vão fazer o amor que é mais bonito.

3.10.11

15 coisas que aprendes depois de trabalhares durante uns tempos.

1. O chefe tem sempre razão. (Mesmo quando possa não ter.)
2. Um colega que fala mal do trabalho dos outros, vai falar mal do teu também.
3. Toda a gente acha que ela é a mais produtiva de todas e tem o trabalho mais difícil do mundo. (a estas pessoas digo: ide lavar WC's nos pontos de paragem da auto-estrada e repensem o conceito de trabalho de merda).
4. Vais sempre pensar que o teu potencial não está a ser aproveitado. (e o mais provável é que não esteja).
5. Vais consultar o relógio uma média de 100 vezes ao dia.
6. Sextas à tarde é sempre um dia melhor para ter uma conversa acerca da tua situação de trabalho do que uma Segunda de manhã. (a menos que "tenhas salvo o dia" minutos antes e sejas um herói/heroína).
7. Há sempre um cagão no escritório. Literalmente.
8. Há sempre alguém à espreita do teu lugar.
9. Há sempre um espertinho que acha giro ver pornografia no local de trabalho. (Sim, os e-mails do amigo do porno também contam.)
10. A depressão pós-férias é uma coisa real.
11. Vais sentir sempre que ganhas pouco para as chatices que tens.
12. Pode haver sempre um emprego melhor, mas também há, de certeza, muitos bem piores.
13. O trabalho aumenta o consumo de cafés. (é sempre uma desculpa para mais uma pausa).
14. Pensas que não falas muito de trabalho. Falas. Afinal, passas lá metade da tua vida.
15. Vais ter sempre grandes pincéis para resolver e coisas para fazer que não queres. É a viding.