29.9.11

10 things I hate about you

1. Seres benfiquista.
2. "Engasgares-te" todos os dias da semana causando-me um desgaste emocional (e fazer-me relembrar como se faz a manobra Heimlich).
3. Deixares os sapatos onde calha.
4. Apertares-me o dedo mindinho, que sabes que mexe com o meu sistema nervoso.
5. Seres sabichão acerca de tudo e mais alguma coisa.
6. Andares com o Cd dos Diabos Vermelhos no carro.
7. A mania de ligar a SportTv logo que chegas e assim mantê-la ad eternum.
8. Puxares o edredon todo para o teu lado.
9. Não quereres comer qualquer tipo de comida que venha lá da minha avó, porque é "biológico". (bichos que nunca viram iiiiisssstoooo de farinhaaaa!) - Tudo bem que às vezes a galinha é mais rija que sei lá, mas ando há uma semana a comer sopa de galo!
10. Mandares vir com o meu FCP (xuinff).


...10 things I love about you:

1. Seres benfiquista.

2. "Engasgares-te" todos os dias da semana causando-me um desgaste emocional (e fazer-me relembrar como se faz a manobra Heimlich).
3. Deixares os sapatos onde calha.
4. Apertares-me o dedo mindinho, que sabes que mexe com o meu sistema nervoso.
5. Seres sabichão acerca de tudo e mais alguma coisa.
6. Andares com o Cd dos Diabos Vermelhos no carro.
7. A mania de ligar a SportTv logo que chegas e assim mantê-la ad eternum.
8. Puxares o edredon todo para o teu lado.
9. Não quereres comer qualquer tipo de comida que venha lá da minha avó, porque é "biológico". (bichos que nunca viram iiiiisssstoooo de farinhaaaa!) - Tudo bem que às vezes a galinha é mais rija que sei lá, mas ando há uma semana a comer sopa de galo!
10. Mandares vir com o meu FCP (xuinff).

28.9.11

O lontrismo

Nós mulheres somos lixadas connosco. E com as outras.
Primeiro achamos sempre que estamos umas lontras totais, mesmo que estejamos a mirrar a olhos vistos.
Parece que tudo que seja menos que um 34 é um descalabro.

Depois, uma pessoa não pode perder peso que vem logo "aaaiiii estás tão magra" com ar de mete-nojo.
Ou se se andou a abusar nas bolinhas de berlim e se ganha um pneu condizente lá vem o "eláaa...estás mais gordinha", desta feita com o sorriso condescendente.

Uma pessoa acaba por se sentir um peixinho no aquário sempre disponível à apreciação e excrutínio.
Oh maltinha, deixem lá os pesos dos outros em paz!
Sinceramente não tenho paciência para andar atrás desse tipo de coisa, muito menos é do meu feitio emitir opiniões nesse sentido, a menos que seja em modo de elogio.

Mas há malta que parece que até rejubila se aparece uma coleguinha com mais 5kg que elas e lá correm elas para a pastelaria meter um éclair no bucho porque "afinal não estão assim tão mal".
(síndrome Peso Pesado - malta que morfa mais uma sande de chourição a ver o programa dos gordos enquanto eles choram e se esfalfam e eles recostadinhos no sofá).

27.9.11

O vizinho de cima.

Com uma pinta de Rão Kyao que se alimenta à base de extractos vegetais e chá verde, o nosso vizinho de cima no fundo não nos dá dores de cabeça.
Apesar das obras random que decide elaborar no seu lar, deixa-nos recadinhos debaixo da porta a dar a conhecer que Sábado, às 8h00, poderemos ouvir umas "brocas", uns barulhos de móveis a arrastar ou que vai dar uma festinha temática (hippie).
O senhor gosta de levantar cedo, dar a sua quequinha ocasional logo pela fresca e gosta do Querido mudei a casa, que fazer?
Mal por mal, não nos podemos queixar.

Mas nem toda a gente tem esta sorte.
Que histórias macabras de vizinhos conhecem?

A senhora dos 30 gatos?
Os vizinhos coelhos?
A velha louca sozinha que suspira com o Fernando Mendes?
Os que criam cannabis em casa?
As miúdas barely legal que funcionam em modo casa-alterne-mas-é-só-para-pagar-os-estudos?

Desboquem-se ;)

19.9.11

Senhores das bancadas dos cartões de crédito nas superfícies comerciais.

Creio que não é preciso ser um pequeno génio para perceber que se:


a) olho para todo o sítio, de todos os ângulos possíveis para evitar estabelecer contacto visual.
b) escolho andar mais 10m para ir à volta de vocês estando nuns saltos de 10cm.
c) tentar fazer a cara da Odete Santos num fim de festa do Avante.
d) andar em passo apressado, mais uma vez evitando contacto visual, na direcção contrária.

...se calhar, mas só secalhar, estou-me pouco cagando para as vossas ofertas comerciais.
O que eu gostava era de vos ver longe. De fazer um discurso à la Luther King "i have a dream..." de vos ver cair num pocinho de álcool etílico após terem estado sujeitos às mãos do macaco Gervásio com resmas de papel para usar em vocês. Mas cortes pequeninos, pronto. Que eu sei que a vida custa a ganhar a todos.

18.9.11

Um homem apaixonado.

Não haverá melhor estado que esse: o de irrevogavelmente apaixonado.
Aquela fase em que tudo que se faz corre sem esforço, em que ficam tolinhos, ridículos, sorridentes, entusiasmados, em que não conseguem desgrudar ou deixar de pensar na sua pessoa.
Um homem apaixonado é-o de forma sincera, entrega-se, faz, esforça-se.
Todos os dias são poucos com o outro, todas as distâncias são nulas. É aquela fase em que pode aparecer um avião de mulher que eles só têm olhos para uma. Não se importam se estão a parecer uns tolos do pior, nem se armam em frente dos amigos, passam ao lado das boquinhas maldosas e preferem qualquer lugar desde que ela lá esteja. São carinhosos e colas, correm atrás, atrevem-se a escrever cartas e bilhetes, dão o melhor que têm para dar, revelam as suas inseguranças, traçam objectivos comuns.

É fácil conhecer uma mulher apaixonada. É algo que nasce connosco, colado à nossa carga genética. Um homem apaixonado é outra estirpe. Mais rara, menos volátil, mais especial. Eles aprendem a olhar para o mundo de outra forma: aquela em que uma letra de uma música tem significado, em que aquele livro é a cara da pessoa que gostam, em que vêem quem amam em todos os cantos das ruas, em que toda a vida parece saída de um filme que nunca querem que acabe. Eles não amam menos, não sofrem menos, não sentem menos.
Um homem apaixonado é nosso. Não porque o prendemos, porque o cercámos, porque o conquistámos.
É nosso, porque não tem como não ser.

17.9.11

O síndrome "sofro tanto, estava bem era solteiro, que raios fui eu fazer!?".

Estes são os mesmos tipos que acham que se fossem solteiros iam sair todos os fins-de-semana engatar gajas boas com o seu charme irresistível.
Yeah right.

Meus queridos, não duvido que até gostassem de imaginar o outro lado da cerca, onde a erva é sempre mais fresca e viçosa, mas deixem-se estar quietos. Quanto muito exercitem apenas o cérebro nessa actividade.
Eu compreendo que tenham um instrumento que vos deixa desorientados e que tem uma vontade própria de existência fora do habitat natural que é as vossas calças, mas sabem o que é que acontece depois?

Vão chorar qual madalenas arrependidas, porque até tinham uma miúda bestial, que era porreira e nada má, vos enchia o olho e algo mais, e quando descobrir, porque acabam sempre por descobrir, vão depois arrastar esse "charme" para o fundo de garrafas de whiskey a choramingar enquanto vêem as Donas de Casa Desesperadas porque era "a série preferida dela".

16.9.11

O iceberg.


As pessoas olham para nós e para a nossa vida e acham que sabem tudo.
Toda a gente arma-se em Professor Karamba quando é a vida dos outros.
O problema é que nós somos todos grandes, enormes, gigantescos, icebergs. Que escolhem mostrar as coisas irrisórias, quando há kilómetros de outras coisas que ninguém sabe e ninguém vê.
A bem dizer, conhecer alguém profundamente dá trabalho. Há mil e uma barreiras para saltar, coisas para ultrapassar, lágrimas e risos para partilhar, conversas inesgotáveis...e talvez aí, se comece a conhecer alguém.

Tenho um grande defeito: até posso ser sociável, dar-me bem com toda a gente, dar-me a conhecer...mas até certo ponto. Há ali uma linha de água transponível para muito poucos.
É aquele pedaço de tudo que nos ficou engasgado na garganta que nos impede de falar, escondido atrás de sorrisos, de ouvir o que os outros têm para contar, de humor e brincadeiras para esquecer as coisas sérias.

E quando assim é, quando temos tanta coisa acumulada no sótão, chega um momento em que percebemos que o mundo pode ser um lugar solitário quando nos refugiámos tanto nas nossas tristezas.
Não é que não se queira falar, nem que não se precise falar. Simplesmente desaprendemos e precisamos que alguém queira ensinar-nos de novo. Que se sentem ao nosso lado com todo o carinho do mundo.
Que percam tempo connosco.

15.9.11

Coisas de gaja que eu não percebo.

...Receber pedidos de amizade de miúdas que nunca vi na vida.
Porquê? 
Ora, após uma análise extensiva (cerca de 2 segundos) perceber que é porque o namorado delas, com quem nem sequer falamos há uns anos nem mantemos grande proximidade, é nosso amigo no Facebook.
Motivo?
Certamente o "deixa-me cuscar as fotos desta tipa, deve ser uma poooorrrrcaaaaa hórrorôoooseeee".
"Agora é que vai ser Emanuelsón, agora se lhe fores escrever qualquer coisa no mural eu vou saber!!!!"

Eu acho que isto, de certa forma, é um elogio.

14.9.11

Antes miserável que sozinho.

Juro que é a ideia que faço de tantas e tantas pessoas.
Um pavor a não terem alguém que as espere ao fim do dia. A não terem um acompanhante nos eventos familiares e sociais. Um medo de serem vistos como encalhados/as. Uma sucessão de erros atrás de erros, justificados por "não serem felizes". Um "é suposto".

Também já tive esse medo: de não conseguir ser feliz sozinha, de precisar de ter alguém, de achar que a infelicidade que sentia era "normal", porque "não se pode ter tudo", de pensar "então e agora? o que é que vou fazer?".

E depois, acordei.
Dia após dia ganhei mais confiança, comecei a gostar de estar comigo, a apreciar melhor as coisas que gostava, a ir onde queria e quando queria, a não depender de ninguém, a andar por aí, a gostar mais de mim (e que falta isso me fazia...).

O que posso dizer é que é uma aprendizagem necessária.
Quando não conseguimos estar connosco, não podemos estar com ninguém.

13.9.11

Que se faça justiça.

Hoje o Violador de Telheiras conhece a sua sentença.
O meu pensamento foi mais ou menos algo "espero que esse gajo (substituir gentilmente por qualquer nome mais apropriado) apanhe a pena máxima".
Alguém que raptou, que abusou de menores, que violou, que coagiu, que sequestrou é o pior pesadelo de qualquer mulher. Merece ser um exemplo, merece apodrecer lá e, ainda assim, é pouco. Não apaga o sofrimento de todas aquelas mulheres, que nunca mais conhecerão uma vida normal depois de passar por algo assim.
Há um ano ainda se ouviam vozes de defesa para ele.
Mas que defesa há para quem faz algo assim?

11.9.11

As criancinhas na praia.

Acho giro ver os putos na água, sempre prontos a dar trabalho, guinchar em gritinhos histéricos ou a bater com a moleirinha nas rochas enquanto sonham que vão ver o Nemo em São Torpes. [Ou a correr atrás das meninas que tiverem mais maminhas na praia, pois de pequenino é que se torce o pepino e de burros não têm nada (este ditado sempre me fez alguma confusão, esperando que o pepino não seja metáfora para o membro masculino do amor das pobres crianças)].

Desde cedo o seu único propósito diabólico é tentarem  conseguir infernizar mais gente por m2, com especial incidência nos pais, esses chauvinistas que nem um mísero boneco dos Gormitti lhes deram e lhes disseram "come antes uma pecinha de fruta que te faz melhor" e "só pode ser um Caprisonne agora".

A primeira experiência do G. foi mais ou menos como ter um peixinho dourado quando se queria um cão. Não curtiu lá muito a cena, tendo inclusivamente dado um novo significado à gastronomia e arte do panado, tal era o estado daquelas mãos sapudas sempre que num milésimo de segundo conseguia enterrar a mão na areia, por entre o rol de toalhas de praia (que basicamente eram reajustadas a cada 2m, no máximo).
A ilusão de que ele iria ficar sossegado e todo ele sorrisos não passou disso mesmo, uma ilusão.
Deu origem também ao seu primeiro espectáculo social de envergonhamento dos pais, uma vez que, não apreciando a praia escolhida segundo parâmetros muito seus, desatou num berreiro de meter inveja a um bando de ciganas raivosas na Feira da Ladra, mas num tom semelhante aos falsetes do Justin Bieber (pura tortura, portanto).

Passou depressa, nem deu para ficar preta como usual, o que me dava sempre substancial jeito quando punha má cara e esperava que me cedessem lugar no metro, mas que querem? É a viding.
Para o ano há mais!

1.9.11

Pssssxxxxhhhhh é uma crise do caraças.

Sinceramente custa-me ouvir falar em crise. Nos queixumes do costume, nos nhenhenhe sobra-me mês ao dinheiro.
A verdade é que esta crise foi sustentada por nós (pelos nossos pais), como um gato gordo a quem se continua a comprar Whiskas saquetas porque "coitadinho, fica tão feliz com estas coisas".
Somos isso: a geração das coisas. Do ter.
Eu cresci sem roupa de marca, sem muitos dos brinquedos que gostava (e que nem sequer pedia porque sabia o que podia e não podia ter), sem as viagens a locais exóticos, sem os hotéis de 5 estrelas, sem os cursos de francês, inglês, e diabo a quatro, sem paté e caviar, e muitas outras coisas que são, meramente, acessórias.
Os meus pais pagaram a casa deles em 18 anos. Era para ser a 30. Amortizaram, porque pouparam, fizeram sacrifícios, souberam ter prioridades. Algo que cada vez vejo menos.
Parece-me que andamos sempre a tentar comprar o vazio que sentimos e atafulhamo-nos de coisas para esquecer aquilo que nos faz verdadeiramente felizes. Dizemos que não temos dinheiro, mas vemos as férias na República Dominicana, o BMW ou o apartamento T5 novinho em folha.
Crise?
Crise é não ter comida para colocar na mesa. É não ter dinheiro para o vestuário básico da família. É usar as coisas até não dar mais. É ir à praia a pé ao pé de casa para dar um dia diferente aos filhos. É ter dois trabalhos porque a casa não se paga sozinha. É viver com a conta a zero ao dia 15. É depender das pequenas ajudas.
A vida de tantos está pautada por um grave problema: a infantilidade. O vi, tenho que ter. O se ele tem eu também quero. O importa ter isto hoje, amanhã alguém há-de resolver.
E enquanto assim for, não saímos da cepa torta.