24.5.11

Oferecer flores?

Um caro/a anónimo/a pediu-me para dizer o que eu achava sobre oferecer flores.

Bem, qualquer mulher gosta de receber flores, mas, como em tudo, o que importa é o significado.
Ou seja, primeiramente o que conta é quem as oferece e por que motivo.

Na lista dos motivos temos:
a) para mostrar o que se sente
b) para pedir desculpa
c) para comemorar uma data especial

Para mim, todos os motivos que não sejam o primeiro ou o último não têm grande relevância.
Se a pessoa errou, há outras formas mais genuínas de pedir desculpa. Não custa nada ir comprar umas flores e mandar para o trabalho da moça na esperança que isso resolva tudo instantaneamente. Mesmo que ele tenha sido um grande parvo, não são as flores que me vão fazer pensar "ahh espera lá, que o moço errou, fez-me trinta por uma linha, mas vale a pena porque gastou uma pipa de massa num bouquet gigantesco". O que faz valer a pena são milhares de outras coisas, inclusivamente saber falar sobre quaisquer problemas que tenham. Comigo pelo menos funciona assim.

Conto pelos dedos das mãos as vezes que recebi flores. Confesso que não sou daquelas que semana sim, semana não tem um admirador secreto. Eu não ligo muito - poderiam ser flores, como qualquer outra coisa, desde que mostrasse que a pessoa se lembrou de mim e quis fazer algo que sabia que me deixaria contente.

De qualquer forma, fica a dica: rosas vermelhas já não está a dar. Há quem goste, eu simplesmente acho outras flores menos cliché e mostra que puseram tempo e esforço a pensar nisso. Mas isto e a minha opinião.

20.5.11

Dessa bela moda das socas.

Um pouco por todo o lado fala-se nas socas.


Ahhh mas que são tão giras. Ahhh coisinha confortável. Ahhh que dá com tudo.
Socas praqui, socas pracolá - tudo fala nas benditas socas.
Ora, eu andei anos a convencer a minha mãe que não queria porra de socas nenhumas. 
Que me faziam bolhas nos reais pés de donzela. Que eram feias. Que não apreciava aquele barulho de cascos a acompanhar todo e qualquer movimento. E sim, algumas têm um cheiro estranho. Mas, acima de tudo, porque não são confortáveis, nem giras.

Sou só eu que continuo a achar as socas foleiras!?

17.5.11

Big mouth syndrome.


Desengane-se quem pensa que as mulheres não falam dos respectivos no que à cama diz respeito.
Não só falam, como pormenorizam muito mais que muito homem, principalmente se estiverem num grupo de amigas e forem dadas à conversa.
Assim, se começarem a notar alguns risinhos ou olhares de lado das amigas, provavelmente elas já sabem o tamanho do vosso zézinho, daquele vosso flop em que acharam giro fazer depilação integral mas se cortaram, ou a vez em que não o conseguiram levantar, ou mesmo até há quanto tempo já não têm sexo.

Pessoalmente prefiro fazer parte do grupo que não fala sobre isso. Ou melhor, fala o suficiente para garantir às amigas que podem ficar descansadas quanto à felicidade no vale dos lençóis, mas não o suficiente para criar publicidade desnecessária ou discutir truques e técnicas aplicadas ao respectivo.

Ainda assim, há quem não perceba o quão crua e cruel uma mulher consegue ser quanto ao desempenho dos rapazinhos. Acreditem, se não souberem bem o que estão a fazer, sim elas vão notar e mais, vão falar disso, ainda que provavelmente não vos digam para não magoar o vosso ego.

Já eles, no que toca às suas respectivas, pouco gostam de falar. Acho que porque, lá está, se forem más, dá a ideia que eles não arranjam boa cama, se forem boas, é publicidade a mais. Sendo que já se sabe o quão visuais os homens conseguem ser.
Convenhamos que não iriam querer que num jantar os amigos estivessem a olhar para a vossa namorada e a pensar nos dotes orais da mesma ou da sua "mente aberta" e criativa. Mas isto apenas para as namoradas/mulheres, quanto às outras, até aquelas com quem eles não tiveram efectivamente nada eles contam histórias de como as viraram do avesso.

9.5.11

O nosso bitchy side.

Sim, aqui confesso publicamente: eu tenho um bitchy mode.
Basicamente consiste em fazer uma escolha de certos e determinados targets que por um motivo ou por outro desencadeiam um certo sentimento de urticária e fire away - sarcasmo, ironia e humor caústico combinados.
Se sou má pessoa? Não. Se os targets efectivamente merecem o meu bitchy mode? Mnhéee...tem dias.
Mas está para nascer a tipa que não ache este tipo de harmless little fun terapêutico.

Como, por exemplo, ver esta foto da querida Penélope na gala dos MET Awards, que, sim senhora, é linda e tudo mais, e pensar:

Pffff, minha filha, a maternidade toca a todas!


Se é bonito? Não.
Mas a modos que deixa uma pessoa mais feliz por saber que esta gente podre de boa também é humana.

Yah, yah, já sei, as mulheres odeiam as outras mulheres e temos de nos unir e sermos todas amiguinhas e aprender a ser queridinhas e ronhonhó.

Deixem-se de tretas: que atire a primeira pedra quem nunca teve um bitchy mode que vos soube pela vida!

5.5.11

:)

Acho que nunca se sabe muito bem como começar um texto destes.
Se pelo início, quando ele era apenas uma risquinha positiva num pauzinho.
Se pelo momento em que se soube que a hora de ele conhecer o mundo estava a chegar.
Se pelo som do primeiro choro a ecoar naquela sala.
Talvez pelo momento em que o colocaram nos meus braços pela primeira vez.
Por aqueles minutos seguintes, juntos, abraçados a ele.
Ou pela descrição de todos os pormenores dele que lembram a mãe e o pai, na conjugação mais especial de todas, por ser a nossa.
De antemão sabemos ser esse o dia mais especial da nossa vida, mas não conseguimos sequer começar a compreender o quão único é.

(e sim, o nosso filho é o mais bonito do mundo.)