30.3.11

29.3.11

Embaraços ginecológicos.

Esta bela história que vos relatarei de seguida reflecte muito bem a minha propensão para a asneira.
Desta feita, lá estava eu preparada para mais uma consulta de rotina na ginecologista, já posta à vontade, que é como quem diz, literalmente, semi-nua e de pernas abertas, quando subitamente comecei a ficar muito zen. De zen a ver as luzinhas no tecto a mexer e balbuciar um "acho que não me estou a sentir muito bem" foi um instantinho.
Quando acordei já tinha a dita médica e a recepcionista em pânico total à minha volta, eu ainda de perninha aberta e um grande galo na cabeça, já que tinha conseguido bater numa esquina ao lado da cadeirinha-ginecológica (deve ter um nome melhor, mas enfim...).
A minha primeira preocupação foi sacar da bela da roupa interior e apressar-me a vestir-me para sair dali para fora.
Desde essa vez que eu fico no vai-não-vai do desmaio na altura desse exame. Uma vida cheia de entusiasmo, está claro.

Mudei de cidade e...mudei de ginecologista.
Certo.

Agora calhou-me uma que não tem pudor algum em elogiar-me (não é que eu não aprecie elogios, mas se calhar não quando me sinto exposta na minha nudez durante um exame).
Digamos que a expressão "que menina tão bonita", seguido de um olhar apreciador e uma posterior exclamação "que belas maminhas" não é daquelas coisas que mais queira ouvir. Sempre que lá vou vejo um certo brilho no ar que, confesso, me deixa algo constrangida.
Foi o mais perto de uma abordagem semi-homossexual na minha vida. Eu, que sempre pensei que se uma gaja se metesse comigo fosse na noite, não.
Obviamente que um consultório é um local muito mais propício a estas coisas.

Digam-me: sou só eu com este karma ginecológico, sou?!
(Para os meninos, aconselho cuidado no karma prostático, sim?)

As piores músicas de sempre - Cueca's top.

5 - Aqua - Barbie Girl.
Se há música que me deixa irritada é esta. Não suporto a vozinha estridente "I'm a barbie giiirl, in a barbie wooorlldd". Na volta é melhor tirarem-me objectos cortantes da frente.

4 - Crazytown - Butterfly.
A densidade emocional desta música toca-me "you're my butterfly, sugar, baby". Mas que tipa é que se deixa encantar por uma treta destas?

3 - Vengaboys - We like to party.
Como é que uma música consegue ser irritante a tantos níveis? Não me interessa se é o hit das festas do Caloiro, é má. Muito.

2 - Lou Bega - Mambo no. 5.
Sim, na altura toda a gente ouvia e nhenhenhe. Eu cá não percebo como é que o Lou, que é um gajo giro de caraças, sacava tanta gaijinha com uma música ignóbil. E irritante. Já disse, irritante?!

1 - Crazyfog - Axel F.
Só me ocorre: atende a p*ta do telemóvel. Sim, porque isto só para ringtone de malta de puntos rebaixados.

(Ahhh...e votada como a banda mais fazemos-música-ao-mesmo-tempo-que-descuramos-a-higiene-pessoal-e-conseguimos-matar-coelhinhos-anões-só-com-o-poder-da-nossa-voz: The Kelly Family.)

28.3.11

Ela quer casar?

É verdade que muitas não se coíbem, sempre que podem, de dar a dica ao respectivo. Aquela cotovelada subreptícia e os olhos de bambi nitidamente "podíamos ser nós, fofinho, não é?".
Mas como nem todos os homens abundam em perspicácia nesta temática (por imposição biológica ou opção), cá ficam umas dicas para verem se já têm a "corda ao pescoço":



- Sempre que pode está a ver vídeos no youtube com situações "engraçadas" de casamentos. Ou é a noiva que fica com a cueca à mostra, ou a velhinha que faz break-dance no copo d'água.

- Faz questão de dizer alto e bom som que é "solteira", mas..."....por pouco tempo". Aparentemente ela tem já planos "mais à frente".

- Fala das coisas que quer ter numa futura casa. Quais vestidos e sapatos?! Frigoríficos e consumos energéticos é que está a dar!

- Passa a vida a dizer que a mãe dela te adora "como a um filho".

- Ela anda em slow motion quando no shopping passam à frente de uma ourivesaria e fica a admirar as montras...

- Ela diz que te vai amar sempre, mesmo se te tornares num senhor pequenino, gordinho e careca.

- Entra em delírio cada vez que uma amiga casa e aproveita para trazer o assunto ao de cima no que toca a vocês.

- Chora baba e ranho cada vez que alguém casa nos filmes.

- Lembrou-se "de repente" de aprender a cozinhar.

- Quando vê promoções para Punta Cana ou Maurícias diz logo que era um óptimo sítio para uma lua-de-mel.

- Quando passam numa loja de lingerie, vai direitinha aos corpetes brancos.

Portanto, rapaziada, se acham que a coisa está a tender para isto, comecem a ponderar a vossa vidinha (e, se for caso disso, fujam enquanto dá). Se, por outro lado, acham que a moça, sim senhora, é para a vida (ou pelo menos até aos papéis de divórcio), siga para bingo e desfrutem de todas as vantagens ao nível do IRS.

27.3.11

Escatologia laboral

Sou só eu que fico extremamente constrangida quando me cruzo com uma colega que acabou de sair da casa-de-banho, para me aproximar da porta e logo ser presenteada com um odor escatológico?

É que, diga-se de passagem, que não faço grande questão em associar os diversos cheiros escatológicos às caras.
É coisa para me lembrar disso quando estão a falar comigo. 
Que é natural, já sabemos. Que a vontade não escolhe lugar, também.
Mas, no lar e fora dele, para mim cocó é tabu.

Não pensem que é fácil viver esta vida assim. Mas há um orgulho muito meu a manter a este nível.

25.3.11

Sextas são dias de desafios: Manter a chama.

Há fogueiras e fogueiras. Há as do tamanho de isqueiro e há os incêndios devastadores.
Mas não obstante a grandeza dessa chama, há que fazer por a manter e não virar fuminho que se dissipa no ar.

Assim, aqui vão umas dicas para não deixar arrefecer a coisa:

Elogiar.
Quem não gosta? Além disso não passa só por elogiar, passa por ir elogiando diferentes aspectos da outra pessoa e nunca nos esquecermos daquilo que nos chamou logo à atenção nela.

Façam algo de diferente.
De vez em quando convém fazer algo que agite as águas ao pessoal. Seja algo mais simples como um jantar surpresa num sítio fancy, ou uma flor quando não se estiver à espera, até um baptismo de avião, vale tudo. O que importa é terem tempo para fazer algo divertido juntos.

Seduzir.
Lá porque a outra pessoa está apaixonada, não quer dizer que não precise de continuar a ser seduzida. O flirtzinho recomenda-se sempre, as picardias, as sms, os olhares, as provocações,...

Cuidar de si.
Se no início cuidávamos de nós, porque raio é que devemos deixar de o fazer tanto? A outra pessoa certamente gostava disso em nós e, mais do que estar bem para o outro, temos de estar bem para nós. Não invalida que não tenhamos os nossos dias pijaminha & sofá, mas convém que não nos tornemos numa pessoa muito diferente daquela que éramos.

Estar presente.
...Haverá certamente momentos menos divertidos em qualquer relação, ou mesmo os ditos "fretes". Bem, esses também são precisos. Saber que o outro está disposto a algo que aprecia um pouco menos, pelo facto de querer estar do nosso lado é importante.

Corresponder.
Não vale de nada dar se não estamos dispostos a fazer o esforço de retribuir. Quanto mais damos, mais queremos dar, isto se percebermos que do outro lado há uma correspondência. E é uma forma divertida de puxar um pelo outro.



...e vocês? O que fazem para agitar as coisas?
Já sabem que às Sextas é dia de desafio, portanto, contem-me tudo.

24.3.11

Frases que "matam" qualquer homem.



Ahhh amor, vamos ficar hoje abraçadinhos, sim?

Isso sobe ou não?

Temos de falar.

Tu não me ouves.

Achas que estou mais cheiinha?

Posso mudar de canal? Não me apetece ver bola.

Não achas que já bebeste demais?

És o melhor de todos os meus namorados. Os 20 antes de ti, sabes?

Vais ter de escolher: eu ou a tua mãe!

Os meus pais vão ficar um mês cá em casa!

Amor...essas coisas acontecem. Deixa lá, para a próxima vais ver que consegues *coff*frouxo*coff*.

Vais sair de novo?

Dói-me a cabeça.

Os homens são todos iguais.

23.3.11

Príncipes Perfeitos? Nem na Disney.

Ora vamos lá a ver uma coisa: eles chamam-se Príncipes Encantados e não Príncipes de Encantar.
Portanto, logo aí, uma premissa muito pouco promissora.



Temos o tipo da Bela Adormecida, ele é um tipo que ouve falar numa princesa que dorme há 100 anos num castelo e a primeira coisa que ele faz é ir lá? Mas alguém no seu perfeito juízo ia querer lidar com problemas de idade, halitose, depilação inexistente? A única vantagem é que, estando a dormir, não o chateava e mesmo isso muda porque o parvo decide-se a acordá-la.
Para quê?!

Depois temos o Aladdin. O único destes que é esperto porque ao menos pensa que vai sacar a gaja rica. Mas tendo uma lâmpada de desejos já não podia ter o que quisesse sem chatear ninguém? Tinha de querer ir meter-se em confusões monárquicas e do sobrenatural pelo meio?

O Monstro. Feio como era bem que se podia esforçar mais. É o típico mau exemplo para qualquer mulher: o tipo é bronco, trata-a mal, rapta-lhe o pai e a gaja ainda lhe ensina o que é um linguado? Mas a tipa queria ser infeliz para todo o sempre? Na sequela de Natal, quando o tipo já se tinha transformado num gajo tesudo, ainda levamos outra vez com o gajo transformado em Monstro.
Será que ela não aprende?

O John Smith. A Pocahontas era a tipa gira lá do sítio, mas um indiozinho não lhe chegava, teve de ir atrás do loirinho. Loirinho esse que, apesar de se ter colocado entre uma bala e o pai dela, desconfio que já preferisse morrer a ter de casar com a miúda e viver no meio do milho. Só isso explica ter-se pirado, ficado bom da ferida e nunca mais ter dito nada.
Va lá que esta aprendeu e na sequela arranjou outro e mandou o Johnzinho apanhar bananas.

O tipo da Cinderela, que já tinha tudo, quis escolher logo a tipa com base num processo de selecção de fetiche de pés. Weirdo all the way. Quando consegue o que quer, na sequela a Cinderela está feita uma dondoca, escrava de dona de casa à mesma, cuja melhor companhia continuam a ser os ratos. Vida de sonho, efectivamente.

Portanto, queridas, como vêm, nem estes se safam. E se nem na ficção as coisas são perfeitas, podem ter a certeza que na realidade ainda o vão ser menos. Mas vejam o lado positivo, pelo menos monotonia não há.

Coisinha para me causar urticária?

Pequenas ou grandes, finas ou grossas, a tender para a esquerda ou para a direita...
...Patilhas!

O que é isso, a sério!?
Aqueles tufos, verdadeiros furões sem pernas, a penduricar à frente das orelhas?
Ou então aquelas à empresário da noite espanhol, fininhas que só elas, quase a ir parar à queixada?
Either way, não suporto. É patego, fica mal e dá um ar bimbo.

Por outro lado...não resisto à barbinha de 3 dias.
Aparada e bem semeada. Meia rente, mas já a causar fricção.

Não sei se é da sugestão da testosterona, mas lá que dá um ar de homem, dá!

(e para quem leu o texto do primeiro encontro do Dexter facilmente percebeu que depois de me aparecer assim à frente, obviamente eu estava já arruinada, olhos de bambi totais e apoplexias várias)

22.3.11

Pequeninas alegrias do dia-a-dia.

Tenho uma tulipa que veio em forma de bolbo lá para casa...




Todos os dias cresce um bocadinho e eu, orgulhosa da minha capacidade em manter a pequena viva, digo sempre ao jeitoso lá do estaminé, enquanto arrasto o vasinho pela casa fora, "vês, já cresceu mais um bocado!!" cheia de entusiasmo.

...

(Eu preciso urgentemente de um hobbie que me torne uma pessoa interessante)

Os 5 tipos de homens que elas não aguentam


1. O o-meu-ego-enche-um-T5-com-águas-furtadas.
Auto-centrados, egoístas, vaidosos, arrogantes. Sou-tão-bom-que-se-pudesse-andava-comigo-mesmo. Uma mulher gosta de poder ser o centro das atenções de quando em quando, pelo menos na cumplicidade da relação e o ego-balão não se coaduna com isso.

2. O playboyzinho.
Gostar das coisas boas da vida não é defeito, quem não gosta? Mas daí a achar que o dinheiro compra tudo, até o afecto de uma mulher, vai uma grande distância. Já nem falando na propensão para as escapadelas e facadinhas - ná, não é bom e nenhuma mulher aguenta isso muito tempo. (A menos que seja daquelas que anda atrás da carteira e faz por ter também a sua vidinha paralela)

3. O meto-o-Chuck-Norris-a-chamar-pela-mamã.
Mania de que é muito macho? Sentimentos? O que é isso? Dizer "gosto de ti"? Para quê? Sempre com o discursinho "o lugar da mulher é em casa" e à procura da aceitação masculina dos seus pares.
Turn-off total.

4. O ursinho carente.
Sensibilidade é algo que é apreciado, mas ser-se piririri, nhenhenhe, mimimimi a toda a hora e minuto dá cabo da paciência de qualquer uma. Piora se o tipo tiver tendência para a poesia. Meninos, a poesia nunca trouxe cueca se não for acompanhada de atitude (e um ar de quem te possa dar um encosto). Piora mais se tiver tendência para o choro compulsivo dia sim dia não.

5. O metro-sexual.
A partir do momento em que numa casa-de-banho de um gajo solteiro exista uma embalagem cor-de-rosinha de exfoliante e um creme de dia a coisa começa a dar para desconfiar. Ninguém gosta de um tipo que nos dá o cartão da Cáte Banesse que faz a depilação que é uma maravilha. Nem que cheire a frutos silvestres do creme de mãos. Nem que demore mais que uma hora a arranjar-se.

21.3.11

Os 5 tipos de mulheres que eles não aguentam


1. A perseguidora.
Ainda nem namoram há 1 mês e onde quer que vão dão de caras com ela. A sair do trabalho, ao pé de casa, até descobriram onde mora a mãe.
Não há paciência.

2. A púdica.
Vulgo, meu menino vais esperar uma eternidade até teres alguma coisa e quando efectivamente acontecer é de luzinha apagada e uma vez por semana, com sorte. Ousar sugerir o que quer que seja vale um ar de nojo e um "pensas que sou o quê?!!!".

3. A desleixada.
Depilação? Para quê? Uma roupinha mais sexy? Nem pensar, não sou objecto sexual! Maquilhagem? Ele tem de gostar de mim ao natural.
Yup. Tudo muito "bem", mas depois não se queixem se ele olhar para essas "libertinas" que, imagine-se, ousam arranjar-se.

4. A escravizadora.
Um dia é levar-lhe o carro à revisão, outro é desentupir a sanita, no outro quer que a leve a passear e se der ainda dá uma mãozinha a aparar a relva do jardim. Não quer um homem, quer um bóbi.

5. A mosca-morta.
Não tem voz para dizer o que quer, nada lhe dá entusiasmo, emoção é uma palavra remota no seu dicionário pessoal, não dá nas vistas, dá com a decoração da parede.

Juntou-se o roto ao nu.

Não, não é um post acerca dos meandros da homossexualidade, mas sim o facto de cada vez perceber melhor que lá em casa somos um par match made in heaven. Que é como quem diz, se um é distraído, o outro é pior.
(Isto vale-nos situações que usualmente gostamos de manter para nós, dada a ridicularidade que atingem, mas isso fica para outro dia.)

De facto, o que me leva a escrever hoje é a minha costela de providenciadora de serviços públicos.

Nós fazemos parte daquele núcleo de pessoas (que quero acreditar que são muitas e solidárias connosco) que nunca sabe quando muda a hora.
Diga-se de passagem que, após o despertador ter tocado há segundos, o tema "quando é que muda a hora" não é das melhores temáticas para se ter às 7h30 da manhã. O meu pensamento foi mesmo "WTF, isto são lá pensamentos para se ter quando se acorda!?", sendo que a nossa preocupação após descobrirmos que nenhum dos dois sabia a resposta era "e vamos dormir mais uma hora ou é menos?".

Assim, e para que não haja confusão:

"Em Portugal a hora muda a 27 de Março. À 01:00 o relógio deverá passar para as 02:00. Passará a ser o horário de Verão."


E sim, daqui a uma semana vamos dormir menos uma hora.
Damn.

19.3.11

Pensamento de fim-de-semana: malagueta neles.

...muito se fala que as mulheres têm de se esforçar no vale dos lençóis, surpreender, ser inventivas, liberais, criativas e tudo mais que isso acarreta, para manter a chama acesa e os nossos homens satisfeitos e concentrados naquilo que devem.

...

Mas e eles?

Contem lá o que é que fazem quando querem surpreender a vossa cara metade?

Isto é serviço público, ein? Tudo a contribuir, não quero ataques de timidez, sim?

18.3.11

Sextas são dias de desafios: piores experiências com indumentárias.

Já sabem que as Sextas são pródigas em desafios. Esta semana não é excepção. Assim, que episódios caricatos é que têm referentes a vestuário?

Assim de repente lembro-me, mais recentemente, do dia em que achei por bem levar umas meias ligas debaixo do vestido, sendo que uma delas começou a perder aquela parte porreira da "aderência". Os cintos de ligas são giros, mas não me venham com tretas que aquilo é a coisa mais confortável do mundo, porque não é.
Assim, era eu a andar a passos de chinesa, de perninhas bem coladas, a ver se a cada passo que dava não ficava com a bela da meia até ao joelho. Ainda tentei manter a situação e escusar-me a levantar-me muitas vezes, mas às tantas tive mesmo de tirar as meias e rapar um fresquinho nas pernas.

Outra, também ela com collants, ocorreu quando era rapariga para ter uns 7 ou 8 anos e a minha mãe me obrigou a vestir uns collants brancos grossos, de lã. Ora, ninguém merece, am I right?! Então vai de fazer uns grandes buracos nas ditas, ali pela zona do joelho, juntar uma história de "caí e rasgaram-se" e esperar que a coisa pegasse.
Claro que não pegou. Quem pegou fui eu numa linha e agulha e toca de as coser e levar para a escola no dia seguinte como castigo.

E vocês, malta?
Desde molhos nas camisas, manchas comprometedoras nas calças, meias rotas nas aulas de ginástica...contem-me tudo!

17.3.11

O violino a tocar lá ao fundo, o ar de bambi enclausurado num fato barato, a aliança escondida no bolso do casaco e lábia. Muita.

Confesso que não percebo como é que as mulheres (essencialmente) vão caindo na velha canção do "o meu casamento vai mal...", "há muito que a nossa vida não é o que era", "estou preso pelos meus filhos", "não fazemos amor há meses", "estou prestes a divorciar-me" e por aí fora.

Não é mais fácil ser-se claro? "Isto é o que é, não vou pôr em causa o meu casamento".
Ou o "preciso de outras coisas na minha vida e não me sinto satisfeito totalmente", "estou à procura de outras experiências" ou coisa que o valha?

Há uma míriade de razões para se ser infiel e tenho para mim que a conversa do "coitadinho-negligenciado-por-uma-mulher-frigida-que-não-o-satisfaz" é muito mais vezes uma desculpa para descargo de consciência e leveza moral do que aquilo que se passa efectivamente entre 4 paredes.

Depois admiram-se que a "outra", de orgulho ferido, não fique calada. É que não há pior que uma mulher enganada que sinta que andou a ser um jogo nas mãos de alguém. E tudo na vida tem consequências.
Já não há pachorra para o número artístico do coitadinho. Já não basta o turn-off de ser casado, ainda levam com o ar de cachorrinhos abandonados sofredores?
Decididamente não é vida para mim.

14.3.11

O primeiro encontro


O primeiro encontro…que nenhum dos dois chamou de encontro.
Eu disse-lhe que ia estar em Lisboa, “tinha uma formação” e esperei que ele percebesse a dica e me oferecesse a companhia. Claro que era tudo um pretexto para o poder ver mais uma vez. Desde o primeiro dia que não me tinha saído da cabeça e mal sabia eu que depois desse dia já não haveria volta a dar.
Cabelo esticado, o perfume, jeans justos, saltos altos, camisa e blazer. Nada revelador, mas nada ao acaso também. Achava eu que ia confiante. Claro.
Até o ver ao fundo da rua. De fato, o sorriso rasgado, os olhos dele nos meus e simultaneamente a cara de puto...Por muito que me apetecesse pô-lo no lugar e mostrar indiferença, a verdade é que há coisas que não se escondem e por dentro eu estava completamente derretida. Parva. Autista total.
A conversa fluía, os olhares sucediam-se, a picardia, os risos, os momentos de silêncio, as ruas debaixo dos nossos pés, as mãos que se tocavam por acaso, os momentos de tensão...
 As horas passaram mais depressa do que gostaria entre passeio e jantar. Deste date, que não era um date. Era um acaso combinado, entre duas pessoas que não estavam interessadas uma na outra explicitamente, muito menos tencionavam admitir essa possibilidade.
Na minha cabeça, enquanto o deixava em casa, sabia que o tempo estava a acabar. Que dali a minutos ia vê-lo desaparecer na entrada do prédio. Sabia que me esperava mais uma longa viagem até casa, a horas escusas, a chover e uma manhã de trabalho que me faria soerguer da cama bem cedinho como zombie. Nada disso interessava.
Parei o carro ao pé da entrada e preparei-me para dizer um breve “então adeus”. Não sei dizer quanto tempo passámos ali. Quando o ia abraçar para me despedir não consegui afastar-me. Ficámos a milímetros um do outro. O cheiro dele na gola da minha camisa. Os meus braços em torno dele. A nossa respiração.
A boca dele tão próxima da minha…


A versão dele está no lugar do costume: Confissões de uma mente depravada

13.3.11

Saltos no escuro.

Tenho um histórico de contenção e racionalidade. Sempre foi assim, até ao dia em que deixou de ser.
Basta isso: saltar uma vez, sem ter certeza de existir rede de protecção.

Não nos torna mais corajosos, ou com mais vontade de arriscar. Não nos faz esquecer a nossa natureza cautelosa.
Mas faz-nos sentir, em todos os atómozinhos, que só podemos querer muito uma coisa para saltar no escuro.

11.3.11

Sextas são dias de dates e de desafios também.

Todos gostamos daquele friozinho na barriga desde Sexta de manhã, quando se sabe que nessa noite se vai ter um date. Claro que na noite anterior já temos tudo pensado: roupa, check, sapatos, check, perfume, check, lingerie, check, depilação, check. O sorrisinho nervoso na cara e o ar alheado do resto do mundo, o olhar para as horas a passar, aquela sms a "fazer conversa" quando se quer é confirmar mesmo que não se fica apeada, a incógnita do sítio onde irão e, principalmente: o que irá acontecer?

Assim, neste tão belo espírito, falem-me minha gente, contem-me experiências de encontros tenebrosos, histórias de paixão fugazes, peripécias de primeiros encontros, quem vai ter um encontro hoje, and so on.

Calma filho, pensava que ainda íamos jantar!

Já sabem que Sextas são dias de desafios e o "palco" é vosso.
(momento apresentadora de tv do dia)

7.3.11

Aquelas coisas que ninguém te avisa. 1#

Sim, the cat is out of the box, a Cueca vai ser mamã.
E tudo isto faz o (nosso) mundo mais bonito, alegre e feliz.
Mas há coisas para as quais ninguém nos avisa e que podem ser menos glamourosas.

Por exemplo, não é do dia para a noite que se nos cresce o barrigão. É algo gradual. Tanto que desenvolvemos um delay percepcional quanto à noção do espaço.
Há o espaço que pensamos que ocupamos e o espaço que estamos efectivamente a ocupar. 
O que se torna chato ir a uma das casas-de-banho desse Portugal fora, que foram concebidas para anões e gente pequenina e magrinha e chupadinha. Não para seres que, à data, se assemelham a uma Simara mai' nova com laivos de romena.

(pronto, ok, não estou assim tão grande, afinal a minha obstetra até disse que ainda podia concorrer a Miss, mas isso talvez se deva ao facto de eu achar que há ali uma certa bi-curiosidade. 
Bem, não vamos entrar por aqui, estava eu a dizer....)

Digamos que é chatinho tentar fazer equilibrismo para não tocar em nada, quando se vai já mesmo à rasquinha (e ganhamos um novo respeito pela classe masculina e as suas pequeninas bexigas) e nos temos de torcer 90º para chegar ao papel com os nossos pequeninos bracinhos de T-Rex e o sentido cinestésico de um hipopótamo fora de água misturado com o contorcionismo chinês de uma menina de 6 anos do Circo Chen.

...

Não é fácil.

3.3.11

Como gerir a halitose alheia: one on one.

Este é daqueles casos que não gostaríamos de pensar no one on one.
Aposto que cada um de nós conhece pelo menos um caso de halitose severa com a qual tem habilmente de lidar numa base diária. Não é fácil e eu sinto a vossa dor, acreditem.

Assim desenvolvi algumas técnicas de defesa pessoal contra este tipo de situação, a saber:

- andar com um stock de Halls na mala ou pelo menos umas Trident fresh extra. (confesso ter alguma dificuldade nisto, dado que assim que "alguém" se apercebe que ando com coisas destas na mala elas magicamente vão desaparecendo)

- desenvolver um bloqueio de respiração nasal e um aperfeiçoamento de entrada e saída de ar pela boca. Maravilha. Custa um bocado, mas é exequível e eficaz. Parar quando se ganhar um tom azulado na face.

- tocar no assunto "higiene dentária" casualmente e nos hábitos saudáveis que devemos ter. Muito ao estilo professora primária. Não o fetiche remotamente sexy disso, obviamente, já que esse pode trazer dissabores adicionais.

- reduzir os contactos físicos próximos ao mínimo possível e, a ocorrerem, nunca colocar-se de frente para a pessoa. Quanto muito, assim meio de esguelha, com uma ligeira inclinação de cabeça.
Preferem aguentar ou parecer que vão ter um AVC? A escolha é de cada um.

- Deixar casualmente uma embalagem de pastilhas de mentol em cima da mesa. Funciona muito melhor com mulheres que, sabemos, não conseguem resistir ao apelo visual de um docinho. Mesmo que aquilo diga "sujeito a receita médica" se for remotamente doce e apelativo, lá estão elas sem se conseguir concentrar até terem um daqueles na boca.

E a modos que é isto. Partilhem outros conselhos, porque nunca é demais.

E, jovem, se andas a estranhar que as pessoas fogem de ti quando abres a boca, das duas uma, ou vais ter lições com o macaco Gervásio para aumentar esse Q.I. conversacional ou começas a trazer uma escovinha de dentes atrás, bale?

Os tantrums.



Ou como quem diz "os momentos em que uma pessoa agarra no melhor das suas hormonas e se reserva ao direito de mandar o mundo (ou metade dele pelo menos) para a parte que não brilha".

Estou aqui no impasse do "ahhh mas já disse que acabava com isto do blog, estou farta, ronhonhó" e o "a minha mente tem demasiada coisa inútil acumulada para não ter um blog e este pelo menos já conta com mais de dois anos de vida".

E a modos que podia ser orgulhosa e pegar na trouxa, arranjar um nickname (um melhor, que não me faça ter pesquisas de meninas em cuecas todo o santo dia) e ter outro espacinho-web para debitar treta e não ter de ouvir "ahhh eu sabia que ias voltar atrás!!" (que me fere deveras o meu ar de miúda de nariz empinado).

Mas pronto. Se me vierem com tretas eu rodo a baiana e digo já que isto é hormonal e tenho desculpa.

P.S: Façam um ar contente, ok?
Disfarcem ao menos.