30.11.10

Adjectivos que lixam o esquema a um gajo.

Há uns quantos adjectivos que quando um tipo os ouve deve pensar logo mentalmente fodeu "ardeu".
Jovem, se estás interessado numa moçoila vivaça, deixa-me que te diga que se ouvires algo como:

"fofinho"; "és mesmo querido"; "ursinho"; "amiguinho", "simpático"; "docinho"; e por aí fora...

Já foste amigo.


Não quer dizer que não devam efectivamente ser queridos, atenciosos, simpáticos...mas quando achamos piada a alguém tudo o que nos lembre um ursinho carinhoso não vai longe.

26.11.10

Sextas são dias de desafio ou o saudosismo dos anos 80.

Pois é, há dias em conversa com a Suricat, visualizando belos modelitos dos anos 80 (de notar que nós ainda éramos petizes) bateu-me a curiosidade de saber: E tu? Como eras nos anos 80?

Assim o dia de hoje fica reservado para fotos, descrições, episódios, ou simplesmente recordações daquilo que fez os anos 80 imortalizar, à força da laca para o cabelo, momentos que agora recordamos com saudade.

Estão à vontade, puxem uma cadeira e uma chávena de chocolate quente, calcem o peúgo e recostem-se down memory lane por aqui.


(Amanhã deixo-vos aqui alguns descalabros - que só podem ter esse nome - dos meus anos 80)

25.11.10

Sexting

Ou como apimentar uma relação.

Ainda hoje lia a notícia (???) de que a actriz (!!!???) Hillary Duff envia imagens reveladoras ao seu marido, para "manter as coisas interessantes".
Ora, mas esta gente só agora explora uma coisa que, provavelmente, foi a razão primordial para os telemóveis começarem a tirar fotos e vídeos?

Pois eu acho muito bem.
O que importa é saber provocar a outra parte, manter as coisas divertidas e incorporar uns "detalhes" que alegram o dia a qualquer um.

Tentem é não se enganar e não mandar as fotos para o vosso pai.
Isso é que era chato.

22.11.10

Coisas que me transcendem: Vidas duplas

Juro que não percebo como é que uma pessoa consegue ter a logística necessária para ter uma vida dupla.
Ou tem lá em casa gente muito distraída/don't know-don't care/limitada/cega-surda-muda ou não sei.
Sim, porque acreditar que ninguém deixa "pistas" de quando em quando é ser-se ingénuo.
Chegar aos 20 e descobrir que o pai tinha outra família, andar até aos 40 sem suspeitar que a riqueza do agregado familiar vem de origens "duvidosas" ou saber aos 55 que a nossa mãe afinal sempre gostou foi de meninas, é coisa que me transcende. Como é que se passa uma vida inteira sem se aperceber destas coisas? Andamos assim tão apáticos, ou simplesmente prefere-se virar a cara aos sinais?

20.11.10

Expressões que não suporto.

"Namorido".

Parece que agora está muito na moda, mas sinceramente a mim faz-me espécie.
Ou é namorado, ou é marido, no máximo "companheiro", agora namorido parece que fica ali num meio caminho desnecessário.
Para além de que me parece foleiro.

18.11.10

Aquele momento em que tens a família ao lado e és tu que tens o telecomando e está a dar uma cena de sexo e não sabes se deves mudar ou não.

Angústia com isto.
Vezes demais.

Recordo por exemplo que:

É ridículo ter uma tenrinha idade e dar de caras com uma sessão, daquilo que aparentava ser, sexo fantástico, à la 9 semanas e meia, a dar randomly na Tv e uma pessoa até estar com curiosidade de ver aquilo porque, convenhamos, nunca tinha tido sexo fantástico antes, e ter o pai e a mãe ao lado e...
Bem...também estava a dar a Roda dos Milhões.
Pareceu-me uma opção muito melhor mais querida para eles.

17.11.10

Como eu adoro isto.

Desde que coloquei os olhos nesta BD fiquei fã.
Sou capaz de me rir autisticamente com cada imagem e hoje não resisto a partilhar algumas também, deste coelhinho amoroso que simplesmente decidiu que a esperança média de vida dele ia diminuir consideravelmente - uma questão de segundos, espera ele:



10.11.10

Vai saudade para estes programas de tv. #1

O juiz decide.


Olha a bela da Liliana Campos já de si com um ar muito "natural" a encenar ser a "Sara" e o outro tipo que também se fartava de aparecer em programas da Sic mas de quem não recordo o nome.
Mas não. Isto eram tudo casos verídicos. Nada encenados.

Era ver-me nos tempos áureos, em que não se fazia nenhum na escola, a chegar a casa pronta para uma tardada de Tv, quando, sistematicamente, dava de caras com aquelas situações insólitas que não lembravam ao diabo.

Ele eram disputas de ovelhas entre vizinhos, arrufos de namorados, irmãs que deixavam de se falar, filhos e pais divididos por partilhas, you name it.
Não sei se se recordam, mas o velhote que brandia o seu martelo como se não houvesse amanhã, era deveras intimidante.

Sim, eu cheguei a ter pesadelos com o senhor, mas ele era como que o herói da justiça da terceira idade que a minha avó gabava (muito medinho).
Onde estará o juiz? Ele ao menos era juiz? Havia conhecimento legal ali? Ou nem isso...

Por seu lado, o meu avô apreciava bastante o programa, mas por razões diferentes:

Eduarda Maio, ou conhecida por muitos: Eduarda Malho.

Já não se fazem programas destes, é o que é.

4.11.10

Não gostas, comes menos.

Acho um piadão quando ouço um tipo qualquer dizer "ahhh, mas que eu não gosto de gajas com mamas pequenas/cu grande/mamas grandes/sem cu/whatever", "ahhh que para mim uma tipa tem de ter corpinho de modelo senão nem lhe toco", "ahhh essa treta da personalidade só atrapalha, o que queremos é cama" (vejam como eu coloquei ali "cama" e não uma palavra mais verosímel, tudo para o decoro, ein), "ahh que uma mulher deve é andar todos os dias arranjada como se fosse para uma festa", "ahh que depois admiram-se que olhamos para as outras...".

Oh meus queridos, vamos lá a ver, se eu defendo que uma mulher se descuide e não trate dela?
Obviamente que não. Devemos arranjar-nos sim, mas para nós. (Ocasionalmente para eles, if you know what I mean)

Mas dá-me uma urticária tão grande quando vejo uns tóinos asquerosos cheios de moral para falar, que só imagino as tipas deles a dizer algo como: "Olha lá, essas unhas roídas, esse cabelo risquinho ao meio cheio de gel e esse ar labrego também não te estão a ajudar nada! Esquece mas é essa pila digna de nanismo e começa a deixar de mamar finos que essa barriga não se alimenta do ar. Se o tico e o teco conseguirem coordenarem acções, baixares o tampo da sanita também dava jeito".

Será que esses tipos não se mancam?
Armam-se em esquisitos, mas já olharam bem para eles? Normalmente são uns tipos do piorzinho que há, que, por milagre, arranjaram alguém que não tivesse asco de lhes pegar. Em vez de agradecerem aos santinhos terem-se desencalhado, escapando a uma morte cerebral por genocídio alcoólico de neurónios, enchem o peito para tecerem considerações completamente acéfalas.
Wake up and smell the roses, senão qualquer dia a Alzira nem para trapo de chão vos quer. Mas ao menos vão ficar com muito tempo livre para uma míriade de relações platónicas alimentadas pelo rebarbamento psicológico. Só e apenas.

3.11.10

Na ffffiiiddddelolidade. Fiiiiii. Fideloide. FFFFFidelidáaaade. Eles engasgam sempre aqui.

Acho engraçado o medo e pavor que assoma o rosto de jovens mancebos quando lhes é explicado o bê-a-bá do casamento.
Acredito que um curto-circuito ocorre quando ouvem aquela parte "ser-te fiel para todo o sempre". Não posso dizer que censuro essa questão. Acredito, aliás, que o homem que até sempre pensou ser fiel à namorada, assim que a ideia de casamento começa ali a aflorar, começa igualmente a olhar para o que o rodeia com outros olhos.

Tal e qual puto agarrado ao sugar rush que vê-se numa loja de doces, já a avaliar toda a variedade que vai trazer para casa, vê-se igualmente com as asinhas cortadas quando a mãe lhe explica que "meu menino, só podes escolher um doce e agora vais comer só esse para sempre, por isso escolhe bem".
Quer dizer, um puto fica a pensar "eu gosto mesmo de kinder buenos, mas comer isto sempre?!".
No fundo, na eterna criança que são, desconfio que é isto que lhes mexe mais com o tico e o teco.

No caso das mulheres a coisa não é mais fácil. Apesar de sonharem com o dia do casamento ainda nem tinham largado as fraldas, constroem o seu mundo de romance e escapadinhas românticas num clima a dois, mas mais depressa se apercebem que afinal estavam a sonhar, com a cabeça já deitada em cima da mesa de jantar, junto a uma pocinha de baba, enquanto o tipo arrota ao fundo do hall.

Além disso, obviamente que sabem da natureza constantemente insatisfeita da mulher. Se essa característica fica como que adormecida enquanto contemplam o seu anel de noivado (uma altura mágica de paz e descanso para qualquer homem, com direito a recompensa a vários níveis), a coisa depressa passa quando percebem que afinal o feijão com arroz que encomendaram para a vida toda também tem as suas falhas. (Normalmente sendo essas falhas incomportáveis aos olhos de uma mulher, mas que se ultrapassam devido àquela outra nossa característica utópica que acreditamos ter: o estoicismo total em prol de um bem maior.)

Outro facto giro é aquela ideia que os homens têm de "epá, não sei...aposto que a Maria vai ser-me fiel, mas e eu?". No tempo em que estão a perder a pensar nas vossas dúvidas, tenho apenas a dizer que existe uma estatística "simpática" de ouvir para qualquer homem, que vos pode fazer pensar um bocadinho: cerca de 30% dos filhos em Portugal não são do marido, e suposto pai.
Portanto, não pensem tanto nisso, esforcem-se mas é por ir cultivando o que sentem, que o resto vem por acréscimo. Juízinho, pequenada, é o que se quer.

E perguntam vocês? Mas Cueca, estás com essa conversa...isto vai a algum lado? Vou aprender alguma coisa? Vou reflectir? Vou ter uma outra abordagem à temática?
Não.
Mas apeteceu-me.