28.1.10

Xutem-me essas letras pra lá

Para essa gente que diz que eu ando a ficar boazinha, tomem lá um bocadinho do remédio da Cueca:

Há algo que sinto necessidade premente de partilhar e o que é?
As letras dos Xutos e Pontapés.

Eu sei que há noites complicadas feitas de 20m sobre 20m muito intensos de linhas de coca,  ou a leve trissomia do Zé Pedro (Zé, desculpa lá, eu sei que até já te dei dois beijinhos em 2009, mas a verdade impera), bem como não podemos esperar muito de um gajo chamado Tim, porque só isso explica determinados episódios líricos, como estes, cheios de romantismo e charme:

Conchita Morales

Anda Conchita
Carita bonita
Vais ter de agradar
Ao senhor militar

No quarto de Candy

Se quiseres entrar
No quarto de Candy
Vais ter de pagar

Ai se ele cai:

Vou tirando fotocópias
E vou pensando em ti


É caso para dizer: mas o que é isto?!
Não. A sério. É isto a grande banda de culto tuga?
Até o Marante consegue ter letras mais profundas.

Eles próprios explicam o porquê da profundidade das suas letras, concretamente na música É tão fácil:

E nós sempre de olhos fechados
Pela ganza
Deixarmo-nos ir
É tão fácil.

Orienta aí Tiiiiimmmm. Dá-lhe Tiiiiimmmmm.

Não sei. Explica muita coisa.
(vou receber hate-mail lalalala)

26.1.10

"O dia em que tive a certeza de que me caíste mesmo no goto" - gentilmente desafiada pela Pipoca dos Saltos Altos

Ali estava eu, capaz de esquecer o extracto do talão bancário. Borrifar-me para as convenções. Não queria saber de dogmas e de todo um mundo chato preso no "tem de ser" dos dias cinzentos. Estava capaz de não ir trabalhar, de me dar a travadinha e simplesmente pegar no carro. Ir até chegar ao único destino onde me via regressar, sem como, nem porquê, uma e outra vez, com todas as desculpas na mão que me saíam atabalhoadamente pela boca - menos a verdadeira: tinha de te ver.

Sentada no café, sem sair do sítio entregava-me à espuma na borda da caneca com um qualquer  cappuccino a fixar o olhar nos pontinhos castanhos de canela que simplesmente se acoplavam ali. Tentava fixar o olhar em algo que me fizesse esquecer a magia que fazias acontecer. Soprava para longe as faíscas que me transbordavam do olhar. Talvez porque esquecendo a maneira como os teus olhos riam quando prendidos nos meus, eu pudesse ficar mais perto de aceitar a racionalidade de não te ter.

Moía-me devagar, como quem carinhosamente desfazia os grãos de café que me passavam naquele momento pelos lábios. Os mesmos dos quais te roubei o inspirar. Os mesmos que não sabiam esquecer o sabor dos teus. Guardei(te) religiosamente, como quem cultiva um segredo e mantive-te sereno em mim, contentada com os imponderáveis da não pertença.
Convencida que o som que me saía da boca quando proferia o teu nome não me era música.
Mas como o refrão da melodia predilecta, soube logo:

Caíste-me no goto. Fixaste-me. Prendeste-me. 
E eu nada fiz para me soltar.

De soslaio olhei para a chave do carro.
Só precisava de 100 minutos.
100 minutos à troca de 5 - pensava eu - nem que fossem 5 - os suficientes para pousar a vista em ti.
Para sossegar o coração. Para ter a certeza.

Vou, não vou?
No meio de uma desculpa esfarrapada, bastante pouco convincente, em que a minha voz dava de si, num sumiço por preferir mentir a admitir que simplesmente não me saías da cabeça, em menos de nada tinha-te à minha frente.
Toda eu corava e, sem jeito, mal sabia como te dizer com os olhos o quão feliz estava em te ver.
Por não pertencer a lado nenhum, apetecia-me dizer-te que te queria pertencer. Que me eras mais que o que sabia mostrar. Que estava cansada de aparentar uma indiferença que me era muito pouco característica.
Mais uma vez o tempo voou. Mais uma vez te senti a escorregar-me das mãos, quando nem coragem tinha de tas tocar. Mais uma vez olhei para trás, apenas para te ver a afastar. Pela primeira vez estava parada e do olhar transbordou-me sal, transbordou tudo o que tinha entalado e não fui capaz de proferir. Transbordou-me a falta de coragem para dizer:




Fica comigo que eu nada faço para me soltar.

21.1.10

Eu cá não sei se vocês se lembram disto...

...mas eu ainda hoje tenho pesadelos e acredito ser a mítica razão para eu e sopa não sermos melhores amigas - o que se reflectirá evidentemente no meu cu:



Não sei se é o puto que canta mal, se a letra, se as cores-a-causar-epilepsia, é tudo.

(e sim o blog anda meio esquizofrénico, desde amor, sexo e sopa...depois não venham cá dizer que eu não sei surpreender 'tá bem?!)

20.1.10

Serviço público: O que nós gostamos mesmo...

...é de nos sentirmos especiais.
De sermos aquela por quem eles sentem que podem mudar este mundo e o outro.
Depois disso só mesmo isto:






*Desde já o meu manifesto agradecimento à Ana por todos os motivos relacionados com este post.

19.1.10

Desastres capilares

Toda a gaja sabe do que estou a falar. Há sempre aquele momento em que achamos por bem mudar de visual, dar uma "caprichada" no look e "fazer algo diferente". Este momento - teoria minha - deve andar associado a uma coisinha fofa das meninas que se chama TPM, a dar pelos descalabros visuais que já apanhei pelo caminho.

Mas nada temam, até a Cueca já teve a sua dose de acefalia capilar, nomeadamente:

- Achar giro ter o cabelo preto. Dois dias depois estava farta daquilo e digamos que o meu cabelo aguenta bem a tinta, o que significa que andei com aquele cabelo uns largos meses - meses esses que nem o hábito transformou em tolerância.

- É verão, está tudo leve, está tudo light, 'bora fazer umas madeixas mais clarinhas. Note to self: nunca dizer é só um bocadiiiiinho mais claro a uma ucraniana de tesoura em riste. Não. Vai acabar mal. Houve quem me aturasse em semi-choro "Mas Ana...eu estou loira não estou?! Diz-me que não estou loira por favor". É nestas coisas que se vê a amizade.

- Recentemente temos o episódio-franja, mas esse vá, nem correu mal - fosse eu uma menina de testa de 2cm e olhos de muppet a coisa podia ter sido bem pior.

Deixo igualmente um exemplo no género masculino com aquele que é o pior penteado de gajo de sempre:





E vocês, quais foram os piores cortes de sempre?

18.1.10

A Cueca, o sono e os telemóveis

Combinação bonita que esta é: a trindade da realidade de uma gaja semi-adormecida/completamente jogada no edredon com um telemóvel na mão.



E é uma combinação tão boa que resulta na triste sina da constatação que eu sou uma pessoa das que fala. Falo sempre. Respondo. Tento ter uma conversa coerente. Inclusivamente digo coisas do nada como "Vou incendiar aquela loja do Dolce Vita". Não só me cai a máscara de pessoa decente e racional que me cobre durante o quotidiano, como as pessoas que estabelecem contacto comigo ficam ao corrente dos meus intentos mais nefastos - neste caso a piromania.

Dado que desenvolvi uma consciência agradeço que se querem manter a boa imagem e, no fundo, o carinho, coff, que possuem para com a minha pessoa, não tentem ligar-me a horas tardias. A sério.

E era isto.
Agora vou ali tratar de me armar em fada do lar e fazer um bolinho e o jantar porque o Pai Cueca merece - porque deve ser dos poucos que me ama mesmo quando eu digo que vou incendiar coisas.

Public Speaking da Cueca one-on-one

Existe toda uma catarse na minha pessoa quando tenho de falar em público por motivos profissionais. É aquele misto de pânico total versus até-acho-piadinha-ao-nervosinho-miudinho-e-a-sair-me-bem-depois.
Claro que nem sempre a Cueca se saiu benzinho. Vamos colocar as coisas de modo compreensível: o que me passava pela cabeça segundos antes de ter de falar na frente de muitas pessoas era o mesmo que ocorre a um bambi prestes a ser atropelado – bem como a mesma expressão facial tenho em crer.

Alguns erros que cometia centravam-se em tentar decorar o que queria dizer – esqueçam isso. Dava por mim numa dislexia total a trocar palavras num marasmo vocal de hãhumm, enquanto o que me passava pela cabeça era semelhante ao fenómeno do som no espaço.

Outro erro crasso era querer despachar a coisa – claro que na minha cabeça estava a falar normalmente, mas acredito que as outras pessoas estivessem a ter dificuldade em ouvir-me falar depressa, a dar pelas caras de interrogação profunda que ostentavam.
Quando sabia que ia ter de falar, o primeiro instinto era tratar de tudo menos de pensar no que ia ter de falar. Acabava por pensar nisso à última e tentar decorar frases-chave manhosas ditas em toda e qualquer conferência seja a temática os Kangurus ou o fenómeno político que é a Odete Santos – dêem um toque pessoal, conselho de amiga.

Sabem também aquela coisa de querer ser engraçadinhos? Não tentem se não forem pessoas com piada. Eu sei que todos gostávamos de ser assim, mas ser o único a rir-se das próprias piadinhas nerd é somente triste.
Tropeções gramaticais? Chatinho. Rever o que se escreveu nas apresentações é capaz de poupar uns embaraços públicos, como um senhor uma vez que começou por dizer “Mim faz análises organizacionais”. Mim não faz nada – a não ser parecer o Tarzan de fatinho Armani.
E a modos que isto já vai longo, portanto se tiverem umas dicas falem - temos de ser uns para os outros.

14.1.10

Coisas que perturbam a samaritana que há em mim.

1. Sempre que alguém da minha faixa etária se lembra de marcar um jantarinho de grupo levo com a mesma ementa: grelhada mista.
Estou a um passinho de começar a rejeitar convites sob o pretexto da azia total e começar a imitar o som de refluxo gástrico ao telemóvel (sexy à brava não é meninos?).

2. Gajas com roupa excessivamente curta, justa e com cores que chocariam um daltónico. Não. No can do. É feio. É mau. Párem.

3. A águia Vitória. Para já o nome é parvo. O bicho é um passaroco horrível que deve ter doencinhas e umas garras malévolas que me fazem tremelicar o olho esquerdo (continuo a alimentar o imaginário masculino com esta).

4. Pré-pagamento na bomba de gasolina. Já estou sempre de mangueira na mão (salvo seja - esta é só para espicaçar os meninos que estoicamente aguentaram ler depois do no.1 e 3) quando vejo que tenho de parar o que estou a fazer - não sem antes dar uma de ursa disléxica total a insistir em atestar e aquilo dar o estalidozinho irritante e ver o senhor da bomba a conter o riso.
(À conta disto já um senhor com tendência homossexual brasileiro me atestou o carro para eu não sujar as minhas mãozinhas - um beijinho para o Mister Bombastic - viram como eu fui engraçada? bomba, bombastic, gay, Mister, não?! Eu achei giro. Adiante.)

5. Fanáticos religiosos que me tentam converter à religião deles à lei da bala com discursos fofinhos como: Ai o Armagedão. Ai o pecado. Ai que é feio.
Feio é o catano.

Pronto. E era isto.

13.1.10

Mau feitio? Nós?



Nunca aborreçam uma gaja pela manhã.
A sério. Palavra de amiga.
A bem dizer o nosso acordar já não é caracteristicamente de princesa - embora muitas o neguem veementemente, nas quais me insiro como é óbvio.
Atentem, nisto somos um bocadinho gajos, porque o nosso primeiro pensamento é: deixa-te estar aí quietinho filho, que eu tenho de ir tratar de tudo, menos de ti. Tomar banhinho, pôr o creminho, o anti-olheiras, mudar os sapatos que se tinha escolhido, fazer umas torradinhas, qualquer que seja a ordem e o ritual, o essencial aqui é não sermos incomodadas.

Que é um conceito que o meu gato, em específico, desconhece, e que equivale, tenho em crer, ao sentimento que partilho aqui com vocês face aos machos que têm lá por casa a adornar a mobília.
Ora, eu hoje devo ter dormido umas 3 horinhas se tanto - insónias, insónias - eram 5h e tal e eu de olhos postos nos vernizes a pensar que era uma óptima e perfeitamente decente hora para as pintar. Adormeci com este pensamento, apenas para acordar às 7:30h com o meu gato a passear os ditos vernizes pelo chão.
Pensei que a coisa se resolvia com mimo e um sssshhh está sossegadinho - que é como me disseram que se deve fazer com os gajos se queremos chegar a horas para o trabalho - mas fui terminantemente ignorada e a saga de deitar-coisas-pelo-chão-a-ver-se-és-parva-e-as-apanhas-bem-como-contabilizar-durante-quanto-tempo-o-farás continuou.
Basicamente a historinha acabou com o meu gato a comer as minhas torradas e eu a suspirar.
Isto tudo - e obrigadinha por aguentarem ler até ao fim - para dizer que estou com mau feitio. Hoje. No resto do ano sou um amor. Hoje menos. Muito menos.

12.1.10

Momentos É-de-homem

Momentos em que os homens revelam a sua faceta que nos faz gostar tanto deles. Aquelas coisinhas adoravelmente estúpidas em que pensamos: mas porquê? A sério...

Apanhar bebedeiras em dias estúpidos da semana.

Curar a ressaca a comer chocapic e a ver a Ana Malhoa na tv porque entretanto era uma Segunda-feira e faltou-se ao trabalho.

Misturar géneros alimentícios de carácter duvidoso sob o argumento: há falta de melhor, come-se isto.

Imitar os pontapés fantásticos do Chuck Norris em cima do sofá e torcer um pé.

Lavar os dentes com a pasta para a dentadura da avó e dizer à mãe para comprar mais.

Comportamento tipicamente troglodita em grupo com outros machos que resulta em serem apanhados flagrantemente pelas meninas a verbalizar coisas comprometedoras.

E perguntam vocês, mas RC, há mesmo gajos que fazem estás coisas?
Há.
Mas conheces algum?
Conheço vários.

E não se acanhem malta, que eu tenho um feeling que vocês conseguem ajudar a aumentar esta lista bem depressa..

11.1.10

Sexo chato

Isto é uma coisa que me preocupa.
Estou a falar com um ar grave e sério, de quem não entende muito bem como se consegue corromper uma coisa tão agradável.

Não sei se já perceberam, mas eu tenho a mania que tenho uma teoria sobre tudo e se já falei no sexo óptimo que as pessoas feias têm, verdade é que acho que as pessoas extraordinariamente bonitas (e cândidas) - não o têm.

Isto acontece ainda mais com as mulheres, é a básica teoria do esforço 0 - sou tão boa, vou esforçar-me para quê? Só tenho de existir e soltar uns "ai, sim" de 2 em 2 minutos e fazer um sorrisinho de lado quando se impuser a famosa pergunta do "Gostasteses?!".


Não vamos já censurar a malta que pergunta. Verdade seja dita, que com esta gente nunca se sabe muito bem se gostaram ou não, tal é o entusiasmo de múmia que aparentam.

Homens deste Portugal, insurjam-se contra os pãezinhos sem sal com cara de porcelana. Isso ou expliquem-me o fascínio de partilhar uma cama (sim, porque fora daqui dificilmente orientam grande coisa) com meninas destas?

10.1.10

Estamos sempre de saída. Estamos sempre de chegada.



Subia aquelas escadas com o coração em crescendo. O som dos saltos a cada passo. Aconchegava melhor o casaco branco, a destoar da noite que já se fazia sentir. Com os olhos postos no relógio a contar os segundos que faltavam para te ver, agradecia em silêncio o quão bem sabes tomar conta de mim. Mordia o lábio com o semi-sorriso que me assoma sempre que a cada quilómetro que passa estás mais perto.

O vento gelado na cara, o cabelo a perder a impecabilidade que gosta de ter, os olhos alternando entre as linhas dos carris e o relógio a assinalar-me o teu regresso iminente.

Trrriiiiiimmmmmm. Trrrrrrrrrriiiiiiiimmmmmmmmmmmmmm.
Trrrrrrrrrriiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.

O comboio passava-me à frente do olhar e eu demorei-me em milissegundos a correr as carruagens na esperança de ver o teu sorriso pela janela. De te marcar o lugar onde largos minutos antes permanecias e me fazias permanecer no teu pensamento.

Burburinhos. Chegadas. Abraços alheios. E eu ali. A olhar cada cara na esperança de te reconhecer. A correr cada pessoa que pisava a plataforma quantas vezes fosse preciso. Ali. Com o melhor ar de menina que ficou escolhida em último.

Pouco a pouco esvaziava-se a estação e olhava eu agora para o horizonte oposto, vislumbrando se no meio de pessoas e malas te poderia ter perdido. Se por um qualquer acaso não teria sentido eu a indiferença de te deixar escapar.

Senti um arrepio e virei-me para trás. Cruzei o olhar com o teu e foi como se chegasse, finalmente, a casa.
Sorri devagar, nem espelhando a alegria que me corre sempre que te vejo.
Sempre que te vi. Desde que te vi.

À medida que colocaste os braços à minha volta só pude ouvir:

Tum-tum, tum-tum.
Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.
Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.
Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.Tum-tum, tum-tum.


Já nem sabendo se o meu batia, senti, enfim, que o teu batia por mim.

*estrategicamente ficcionado por Rosa Cueca a um Domingo à noite.

6.1.10

Piores indumentárias de sempre

Hoje - e creio que se irá repetir mais algumas vezes - venho falar-vos de algo que me perturba relativamente a indumentárias masculinas.

Assim é que, uma coisa que me causa alguma impressãozinha são homens com camisolinha justa de gola alta.
É uma espécie a abater - digo desde já. Não só existe algo de muito panisgas nessa opção de vestuário, como minimiza todo e qualquer potencial de macho sensual.

Existe, aliás, um único exemplo que se me assoma à memória como válido no que a camisolas de gola alta diz respeito - que é o Jude Law. Sendo que este não é um bom exemplo dada a inclinação inevitável para que tudo lhe caia bem - especialmente a nudez.



O Hans e o Sven mal podem esperar pela chegada do friínho do Inverno para ostentar as suas camisolinhas matchy-matchy enquanto desfrutam do seu chocolatinho quente nas mantinhas.

5.1.10

Assim começa bem o dia..

...Notícias destas animam a escrava laboral que há em mim:

Ryanair disponibiliza um milhão de lugares a 4 euros




A Ryanair vai disponibilizar, a partir das 24h00 de segunda-feira, um milhão de lugares a 4 euros para mais de 400 rotas europeias.
Os lugares terão de ser reservados antes da meia-noite (24h00) de quinta-feira (7 de Janeiro) e as tarifas incluem todas as taxas e encargos.

Malta, eu cá vocês não sei, mas eu estou tentada a mandar os papéis que tenho na secretária ao ar, fazer uma carinha empertigada, meter trapinhos numa malinha e siga.

4.1.10



Lisboa vê-se com uma lente especial. Daquelas que desfocam a envolvência, que mexe com as luzes, com os cheiros, connosco. Procuramos na multidão de caras o único rosto que nos parece familiar, que mesmo quando ainda não está perto, está em nós, que pressentimos a cada chegada 50m atrás, que esperamos como quem passa o dia à espera que nos venham buscar ao último sítio onde nos deixaram.


E baralha-se em nós aquele que é o cheiro da cidade e a inspiração das vidas que chocam com a nossa, com a perfeição do contentamento de estar. Simplesmente estar.

É uma cidade cheia de curiosidade, de interrogações, de formulação de perguntas – mais ou menos – lógicas e, invariavelmente, de respostas contraditórias às quais não nos podemos escusar de responder para nós.



Quando se vai, vai-se a caminho do resto dos dias, do agarrar do tempo com as duas mãos, do conforto de quem chega a algo que se assemelha como uma casa.

Enche-se o peito de ar, para não perder nada, para não deixar escapar nenhum segundo, no encanto do imprevisto, do que não se espera, do que nem se queria, do que nem se sabe.



Construímo-nos na inexplicabilidade de deixar de pensar, corremos as ruas sem fixar o seu nome – porque não interessa.

Podia ser um sítio qualquer. Mas não é.
É apenas o local onde a espera é uma contagem decrescente até um regresso anunciado.

2.1.10

Top Vamos-lá-meter-nojinho da Cueca

Existe por aí uma qualquer demanda que envolve meter nojinho em espaços públicos com tongue action e muito mel. Bonito é quando se olha em volta e se consegue notar o excelso ar de nojo das pessoas envolventes que alternam em pensamento entre o get a room e o please die now/burn in hell you fuckers.

Aqui ficam umas dicas valiosas para todos vocês que pretendem espalhar a magia do refluxo gástrico alheio:

1. Fila do Macdonald's.
Isto envolve agarrarem-se que nem lapa à vossa companhia e ir proferindo de tempos a tempos (qual airwick ambientador para a casa) coisas como: xuxuzinho / gostas de mim amor? / és a minha borreguinha.

2. Escadas rolantes.
Tropeçar tanto no início como no final das escadas porque entretanto se perdeu a noção de espaço e tempo, bem como o decoro, atrapalhando as pessoas que tentam efectivamente chegar a algum lado.

3. Cinema.
Palminhas para os sonzinhos de sucção no escurinho do cinema, qual desentupidor de canos.

4. Táxi
Há lá melhor que alimentar o imaginário de um taxista solitário dando dicas acerca das actuações que poderiam ser realizadas num banco de trás de um mercedes de bancos roçados?

5. Loja de lingerie
Aqui aprecia-se alguma verbalização erotico-sensual com olhinhos de carneiro rebarbado a acompanhar, simultaneamente pegando na melhor tanguinha tigresse tamanho xxxl e um lamber de lábios como quem acabou de degustar uma coxinha de frango.

6. Paragem de autocarro
Alvíssaras a quem conseguir o feito de criar um fio de baba visível aos demais e manter um ar simultaneamente luxuriante enquanto se apalpa a fruta por cima da roupinha - prémio especial se a menina estiver ao colo do rapazinho e envergar um fato de treino ardidas cor de rosinha com o belo do ténis branco.

Maltinha, já sabem, e acrescentar itens a esta lista. Eu vou continuar ali na minha busca *coff* sociológica`*coff* acerca desta temática.

E óptimo 2010 ;)