29.9.10

Esta "Luta" é só minha?

Para já informo que estou no preciso momento na figura ridícula de estar a escrever com uma mão e a comer uma banana com a outra. Embora pudesse ser algo fálico na mente de muita gente, confesso que trata-se apenas de Cueca aproximando-se do seu estado símio - o necessário para escrever este post.

Depois, e porque isto tem sido algo que me vem crescentemente a perturbar, venho falar-vos desse programinha radiofónico que dá pelo nome d'Os homens da luta.

Na viagem de manhã para o trabalho é certinho que o gajo quer ouvir isso, perante a minha total frustação e verbalização de "isso é horrível", "não tem piada nenhuma" e "isso não é humor inteligente" entre outras coisas que envolvem uma menina delicodoce a dizer impropérios.

Dane-se. Não suporto aquelas vozinhas a roçar o panasquinha em que a ideia de piada naquelas mentes é repetir a mesma frase 4 ou 5 vezes em modo de canção da mesma graçola que - pasmem-se - não teve piada nem na primeira vez.

Não sei o que é pior, se é dar um toque de "ya, somos uns rebeldes do caraças, olha para nós a tentar cantar algo parecido com música de intervenção, mas má" ou o "pratico 2h por dia a voz do Sócrates ao espelho e depois tento fazer essa vozinha em todo e qualquer sketch achando que, talvez assim, tenha piada".

Como eles dizem e muito bem (coff) "A vida é cheia de precalços, há que encará-los, ser honesto e nunca esquecer... que A Luta continua!". O que eu gostava era que para além de umas aulas de português eles continuassem a luta fora do rádio do meu carro, portanto, excelso namorado: os dias de Luta acabaram lá no bólide!


P.S. No entando, muita saudade para o antigo "Carlinhos Gay".

28.9.10

Coisas que me irritam

Irritam-me as pessoas que mandam "beijikitos", "bejokas", "bjuuuus", "beijokas grandes".
Comigo ou é beijo ou beijinhos. Não há cá essa mariquice, a Cueca não é mulher de pagode.
(bem a Cueca já dançou o pagode com um senhor num restaurante brasileiro, mas isso é daquelas coisas degradantes que vocês não tinham necessidade de saber sobre a minha pessoa, mas eu quis à mesma contar)

Irrita-me igualmente quando pessoas que mal me conhecem me chamam de "linda", "queridinha", "fofa" ou similares. Não é que eu não seja uma pessoa afectuosa, mas é apenas para quem tem esse privilégio. Para além de que cada vez que sinto que me chamam linda pela frente estão a espetar-me 100 alfinetinhos pelo corpinho fora por trás.

Por falar em irritações, quem é que aguenta os TPM's sincronizados? Parece que é um relógio, uma pessoa não tem descanso, não tem "chill", tudo é um drama. Claro que também tenho os meus momentos, mas vou tentando ser light com os que me rodeiam, ou tudo era motivo de chatice. Não há quem aguente.

Outra coisa que me transcende é a dita conversa-de-gaja, mas sem o contexto de amizade. Ou seja, ter de fazer um ar interessadíssimo quando me falam em cremes, lojas de roupa, nos ex-maridos, no gato e no periquito and so on. Fico, honestamente, pouco à vontade e não devo parecer o normal bichinho social que sou. Principalmente quando a dita conversa-de-gaja vem acompanhada de um Q.I. semelhante ao Mr T com progesterona.

24.9.10

Eu, daqui a 10 anos.

Se há coisa que me faz espécie é pensar se a pessoa que vou ser amanhã vai ser uma tipa muito diferente daquela que sou hoje.
Daqui a 10 anos vou ter 35 e o meu pavor é ter 35 anos e viver acostumada.
Na minha cabeça uma das piores coisas é contentarmo-nos. Obviamente que penso: tenho uma vida boa? Tenho. Falta-me alguma coisa essencial? Não. Tenho capacidades? Tenho. Tenho saúde? Tenho.
Mas depois de cobrirmos o essencial, e porque no fundo somos todos um bocadinho ambiciosos, tentamos ir sempre mais além e colmatar o que falta para termos "uma vida feliz".

Um carro melhor, uma casa melhor, um homem melhor, um emprego melhor, um corpo melhor, férias melhores...
E agora pergunto eu: porque não uma atitude melhor?

22.9.10

Our way or no way!

É frequente querermos ter sempre razão. Com maior ou menor poder de argumentação, muitas vezes o "ter razão" e fazer os outros dar o braço a torcer torna-se um objectivo.

Há uns tempos ouvi a frase "é melhor ser feliz, que ter razão" e é bem verdade. Ter razão a qualquer custo, independentemente de estarmos certos ou errados, é desperdiçar esforço e energias que deviam ser gastas noutras coisas.

Por isso respeito tanto a técnica do contar até 10. Isso e pensar muito bem no que se quer dizer, antes de abrir a boca.

21.9.10

5 Estatutos da Gaja.

1. Podemos sempre alegar que não temos nada para vestir, enquanto empurramos a roupa para dentro do armário.

2. Usamos saltos porque sim, porque ficamos mais giras e sentimos-nos mais on-top-of-the-world. Não interessa se vamos ficar com olhos de bambi lacrimejantes de dor. O pior que vos pode acontecer é voltar para casa descalças depois de sair à noite. (Nem sei quem será a tipa que faz coisas dessas, mas só pode ser uma provinciana)

3. Temos, no mínimo, 7 dias por mês para estar sob a desculpa hormonal. Eu sei que é chato, mas é mesmo assim. Experimentem começar a chorar a ver as manhãs com o Goucha e tinham bem mais simpatia pela nossa causa.

4. O nosso multitasking é impressionante, mas não significa que consigamos tratar sempre de tudo ao mesmo tempo. Façam calma. Somos super muita coisa, mas não somos super mulheres.

5. Nós somos boas a tomar decisões. Aceitem isso. Se pensarem bem, passámos horas a pensar sobre as coisas, a ver todos os prismas, causas & consequências e, no fundo, acabamos por ser mais racionais porque já hiper-ventilámos mentalmente.

E é assim, por hoje é isto.

8.9.10

Olá mundo cruel.

Ando aqui que nem posso, a verter quase lágrimas agarrada ao meu PC sem internet e torna-se triste ter de vir a casa do papá para escrever um mísero post. Está bem que podia escrever no telemóvel, mas entre bricolage&construção, Mestre Cueca tem tido muito com que se ocupar.
Querido, vês que lindo furinho? Até quase que vemos a TV Cabo dos vizinhos.

Ninguém me disse que isto de se ser adulta custa, ou não estivesse eu ontem a montar uma cama de casal em modo charme-camionista tais eram os impropérios que me saíam pela boca. Ou do grande malho que ia dando a colocar a cortina de banho na banheira. Ou a montar o candeeiro do quarto em que vi a vidinha a andar para trás quando vi aquilo a fazer faísca. Ou esquecer-me do quão provinciana sou por nem me aperceber que o estacionamento sem cobertura do Cascais Shopping é enorme e não um bom sítio para se esquecer onde se deixou o carro enquanto chove e empurramos lamentavelmente um carrinho cheio de compras. Ou a depressão que se abate sobre nós quando vemos os euros a ir pelo ralo do cano enquanto lhes acenamos ao de longe, esperando pelo melhor dia do mês: o ultimo dia útil.

Hoje que me livrei por um bocadinho de pensar nestas lides domésticas - dada a inexperiência ainda é coisa para demorar um bocado - a primeira coisa em que pensei foi: porra, hoje uso saltos! Chega de cabelo atado e sapatilha!

P.S. O que vale é que ao fim do dia lá chega o rapaz e tudo fica melhor.
P.S.2 Eu sei que ando uma desnaturada com todos, blog incluído, mas assim que passar esta fase prometo desdobrar-me em duas para compensar, sim?

3.9.10

15 Coisas importantes mais ou menos aleatórias agora que se saiu de casa.

1. Andar pelo menos um dia por semana, sem roupa, lá por casa. Anos e anos à espera de poder andar à vontade sem o olhar parental alheio. (Recomendo no entanto ficar longe de janelas)

2. Demorar eternidades no banho. (Claro que o impacto financeiro agora é repensado, mas pelo menos até cair a primeira factura uma pessoa anda contente)

3. Comer o que se quiser. Quando? Quando se tiver fome.

4. Aprender que fazer limpezas é uma óptima maneira de descarregar o stress. Exorcismo de esfregona na mão com cheirinho a lava-tudo.

5. Ter as coisas "à nossa maneira". Só "porque sim".

6. Dizer adeus aos cães de loiça, naprons, atoalhados, móveis pesados.

7. Poder simplesmente "existir". E se apetecer ficar meia hora na varanda a contar o número de varandas dos prédios à volta, fica-se. Válido também para visualizações de rachas na parede.

8. Ser-se dono do controlo remoto.

9. Perceber que há um alinhamento cósmico - que não devemos contrariar - dedicado aos aparelhos eléctricos em que quando um morre, os outros vão atrás. E se há um cano que entope, também a cozinha pode ostentar uma afluência de H2O significativa. São as leis de Murphy aplicadas ao: minha filha, agora desenrasca-te.

10. Poder ter a fama de casalinho tarado do prédio. Coisa que só é chata quando são outras pessoas a sê-lo que não nós.

11. Sentirmos que agora é que é: somos adultos, oficialmente. Só dependemos de nós.

12. Morrer de saudades daquilo que sempre conhecemos (e de quem) e tomámos como o nosso porto de abrigo.

13. Fazer novas amizades, conhecer sítios diferentes, fazer coisas que nunca fizemos.

14. Chegar a casa à hora que nos apetecer, fazer os jantares lá em casa que quisermos, dar uma festa e também poder estar sossegado, na casa que é a nossa casa.

15. Ter toda a liberdade e ao mesmo tempo toda a responsabilidade. Ter todos os objectivos e ir cumprindo cada um passo-a-passo.

1.9.10

Uma lufada de ar fresco na categoria do lar.

Numa incursão pelo maravilhoso mundo do sofatame dei de caras com um objecto que penso que irá revolucionar muito lar.


Eu gostava de estar a brincar. Mas não, é mesmo assim, podem ver aqui.