27.8.10

Os olhos de carneirinho mal morto.

...ou o equivalente deles ao nosso já aclamado "beicinho".
Deve haver algo no nosso código genético que não nos permite resistir àqueles olhinhos doces e meigos de menino polido. Resultam igualmente numa perda temporária de memória acerca das coisas que fizeram mal/nos irritaram/estragaram o auge do nosso TPM e afins...uma pessoa perde-se ali e só com muito boa vontade, frieza e calculismo, é que nos conseguimos desviar daquele arzinho de "leva-me para casa".

Mas se para muitas mulheres o importante é ter um homem que é uma rocha (não confundir com esse mítico senhor The Rock que preencheu o imaginário de muita quarentona solitária no Scorpion King), eu diria que para quase todas é bom que tenha um lado mais sensível. Não ao ponto de chorar a ver o Marley&Eu, mas um tipo que consiga entender o nosso lado lunar. Se no processo nos levar na boa com o dito olhar de carneirinho, verdade seja dita, nós até apreciamos.
Faz-nos sentir ainda mais indispensáveis e não há mulher que não goste disso.
(Bem, a menos que seja o vosso pai a choramingar pelos cantos que quer uma mota. Tenho para mim que esta coisa do carneirinho-mal-morto não resulta lá muito bem em relações parentais.)

Vá lá xuxu, quero mesmo uma PS3.

26.8.10

Declarações de amor.

Todos os dias devem ser uma declaração de amor.
Ponto.
Caso contrário vai chegar o dia em que se sente que tudo está subentendido, que não é preciso reforçar o que se sente, que a outra pessoa sabe. que não é preciso dizer/fazer mais nada.

É suposto divertirmo-nos, jogarmos, desafiar, ou de que outra forma podemos ser felizes? A vida já é uma rotina suficiente. É óbvio que dá trabalho e que no meio de tanta coisa e tanta preocupação facilmente damos por nós a recostar-nos no sofá do comodismo, mas não podemos contentar-nos e temos de ser exigentes, principalmente connosco.

Uma declaração tem sempre de ser uma coisa pessoal e personalizada. Podemos ir buscar inspiração a coisas que vimos em filmes ou em livros, ou até coisas que nos atrevemos a "sonhar" por nossa inspiração. O essencial é termos em mente o que a pessoa desperta em nós, as coisas pelas quais nos apaixonámos, os detalhes que adoramos...e deixar a imaginação funcionar.

Quando me dizem "ahhh e tal não sou uma pessoa muito criativa" - treta. Se não se é naturalmente uma pessoa tão expansiva e criativa, o que conta aqui é a intenção, é o esforço em fazer algo para que a outra pessoa se sinta especial.

Ninguém gosta de se sentir garantido. Pensem na última vez em que fizeram uma surpresa só porque sim. Nós adoramos ser "estragadas" com mimos e é um incentivo a fazermos o mesmo.
Sempre acreditei que nestas coisas quanto mais se dá, mais se tem vontade de dar, principalmente se sentirmos que também estamos a receber de volta.


25.8.10

Ahhhh e se...



...eu estivesse agora com este ar feliz e relaxado, de dever cumprido no meio de caixas e caixas de tralha todas imaculadamente arrumadinhas e etiquetadas. Era bom. Que era.

Questão existencial: como é eu fui acumulando tanta coisa ao longo dos anos??
Aceitam-se duendes trabalhadores. Ofereço bom ambiente, panquecas e uma palmadinha nas costas no final.

24.8.10

Os agentes de imobiliária (da Cueca).

Sei que tenho estado desaparecida em combate, mas andei na recente saga encontrar um poiso que possa transformar em casa a um custo ridículo e sem uma família de baratas agregada e fiquei a conhecer aquela que é uma amostra muito sui generis da classe dos agentes de imobiliária.

Não sei se sou eu que atraio os espécimes errados, mas cruzei-me com alguma malta que não estava a contar, ora atentai:
  • A brasileira 50 anos e meio metro com um decote até ao umbigo que gaguejava.
  • A senhora cougar pouco púdica versão maquilhagem miúda de 5 anos a brincar com as coisas da mãe.
  • O senhor estive-o-tempo-todo-ao-telemóvel-mas-vejá-lá-isso-que-tenho-coisas-para-fazer-e-isto-de-trabalhar-custa-portanto-2-minutinhos-dá-bem-para-ver-tudo-toca-lá-a-despachar. 
  • A tenho uma queda para a dança exótica e gosto de trazer um pouco desse mundo para a minha indumentária do dia-a-dia no trabalho.
  • A tive-problemas-com-droga-mas-agora-estou-muito-melhor-deixe-me-só-contar-lhe-a-minha-vida-toda-que ver-a-casa-é-o-menos-importante-e-pode-ser-que-não-repare-nos-rodapés-roídos. 
Mas, no meio disto tudo, foram todos muito simpáticos, há que ressalvar que todos tinham empenho em trabalhar, havia já 10 interessados naquele imóvel, estavam todos em perfeito estado e totalmente remodelados na semana antes - coincidência - os senhorios eram todos uns porreiros, as paredes iam ser pintadas, a loiça estilo penico-de-baptismo que ainda andava pela casa podia ir toda embora, pode mudar-se já amanhã se quiser, isso do gás/luz/água é de somenos importância.


Agora, mais a sério, nunca tinha tido a experiência de procurar casa, nem imaginei que fosse tão complicado, pelo menos se não queremos vender os nossos pais no processo, ou comprometer vivermos num sítio que não nos sintamos bem.
Mas sim, Cueca já tem lar!

16.8.10

Nota de Segunda-feira: From boys to toys.

Sou só eu que acho ridículo que se trate o respectivo como um brinquedinho à nossa mercê?
Ou que acha que isso a receita mais rápida que pizza pronta em 5m no microondas para o falhanço?

12.8.10

Coisas que me chateiam: versão casal.

Confesso que me faz imensa confusão aqueles casais tácitos, de sorriso meio amarelo, do beijo na testa, do "você", da distância das mãos que deveriam estar coladas.
Faz-me confusão porque é suposto estarmos numa relação apaixonada.
Obviamente que nem todos os casais apaixonados andam a esfregar vergonhosamente na cara dos outros isso na rua (apesar de não me incluir aqui), mas soa-me sempre a pouco que eles e elas aceitem tão pacificamente estar morno.
As pessoas merecem estar apaixonadas, merecem agarrar-se, merecem ser ridículas, merecem causar inveja, merecem ser felizes, merecem rir-se das mesmas piadas, merecem bem mais que a distância que parece que se cola a estes casais que não são mais do que chatos. São cinzentos, são amorfos, são pão do dia de ontem.

Nem falo naquele tipo de casal que um dia já foi feliz e teve todas as borboletas do mundo no estômago, esses apesar de tudo consigo compreender. Falo daqueles que nunca vão ter, desde o momento zero, a ilusão de ser um só. Vão ser sempre só duas pessoas que estão juntas sabe-se lá porquê.


Sempre com o livro atrás. Já nem gostas de mim. Não me vês como uma mulher!
Posso nem fazer a depilação, não vais notar a diferença!

Oi? Estou aqui, ó palhaço!
Possui-me minha besta!





Uma gaja chega do trabalho cansada, vai tomar um banhinho, meter uma lingerie jeitosa, perfurmar-se e este frouxo não me pega?!

Desisto.


Uma palavra para ti: manso!




Não sei se é do tempo estar cinzento, mas se há coisa que me chateia são casais sem cor!

9.8.10

Ólho desafio frrrrreeesssshhhhhkinho.

Minha malta, dado que existe todo um olhar de bambi inerente à minha pessoa, tá tudo de férias, tudo abandonou a pobre Cuequinha, e como eu sei que vocês são uns fofinhos e umas queridas, deixo-vos aqui um desafio:

Dedicar uma música à Cueca.
Jobém, é a tua oportunidade de dizeres o que te apetece à Cueca em forma de música. Alegra o dia à miúda e diverte-te a ver vídeos no youtube! Depois coloca aqui o link, a letra, se quiseres, e fica com aquele sentimento porreiro de dever cumprido!

Se forem fofinhos eu retribuo simpaticamente com musiquinhas para vocês, sim?

6.8.10

O que é o Amor afinal? - inserir música de fundo "I wanna knoooow what loooove iiiiis"

Muitos tentam defini-lo numa daily basis. Outros reflectem sobre ele quando ele deixa de existir. Outros ainda (ou nós todos) perguntam-se se alguma vez o chegaram a sentir e se sabem o que é o Amor.

O Capitão do Aquecimento Global, presente em todos esses lares por aí fora, tem dissertado na temática aqui. E como hoje me apetece falar sobre isso, sabendo que nunca se diz o suficiente, cá vamos:

O Amor é talvez o sentimento que mais queremos omnipresente na nossa vida, em cada fase. Independentemente do tipo de Amor, chega a fase do domínio do Amor Romântico. De encontrarmos a "tal" pessoa, de descobrirmos os seus quês e porquês, de nos iludirmos e..desiludirmos. De sabermos que afinal a "tal" pessoa era apenas "mais uma pessoa", com a sua devida importância e contexto.
Talvez por isso seja tão frequente avaliarmos os nossos sentimentos em retrospectiva e sermos subjectivos na hora de avaliar o que sentimos no momento.

Amar, aprendi eu, não tem nada a ver com o que se faz por alguém. O pressuposto errado está logo aí. É o caminho mais que certo para cobrar algo a alguém de forma injusta. Não nos podemos anular enquanto pessoa, pelo que não podemos decidir em nome de outro. As decisões que tomamos, temos de tomar por nós. Admiração, respeito, atracção, cumplicidade, intimidade, paciência, química, uma dose q.b. de orgulho e nunca, independentemente do contexto, perder de vista o que é essencial: o que se sente.
Amar é saber que se está todos os dias a escrever uma história a dois.Amar é ao fim do dia sabermos que nada abala o sentimento. Que a nossa vida faz sentido com esse alguém, com todas as suas coisas boas e menos boas. Que o futuro tem um lugar reservado para nós

5.8.10

São estas as mais sexy deste Portugal?

Que me desculpem as meninas das fotos - se bem que quando uma pessoa se mete nestas coisas tem de estar disposto a ouvir críticas - mas é isto que está actualmente no top do concurso Miss MaxMen?


Isto são só algumas amostras..

Ainda não decidi do que gosto mais, se da botinha tigresse, o síndrome Sininho, o ar mature-and-liking ou a cuidado-hérnia-discal?

Nós que até temos tantas mulheres bonitas, não sei o que se passou aqui.

4.8.10

Pequeninos pormenores da vida que me levam a acreditar que não, não sou uma pessoa normal.

Hoje sonhei que estava alegremente a tirar fotos ao seguinte belíssimo cenário:

Casa de banho pública+João Manzarra+Ana, Dona do Café+Máquina de depilação+Risos até às lágrimas.

Pois que enquanto eu me partia a rir, Ana tentava prostar o menino Manzarra no lavatório, depilando-o nas costas e parte traseira, enquanto eu tirava fotos para colocar no facebook.
Acho que isto diz muito de uma pessoa.

E por falar em Mesa de café, vão dar os parabéns à menina, que 6 anos de blogue é obra! :)

Quando eles deitam o olho à moçoila do lado.

Eu sei que muitas de nós acham que é meio insultuoso quando eles olham para outras mulheres connosco ali ao ladinho. A verdade é que a conversa do "está no nosso código genético, querida" ou o "eu?! não!  nunca, jamais!" também já é chão que deu uvas.

Embora não nos agrade muito, temos de assimilar que sim, há por aí muita mulher mais gira que nós. Mas isso não significa que o nosso respectivo queira ter a atitude de um caniche à descoberta da sexualidade em qualquer perna alheia.

Da nossa parte não deixa de ser uma prova de insegurança chamá-los à atenção.
Por muito que achemos que o nosso orgulho de gaja está em causa e que devem ter algum respeito quando estamos presentes, fazer cenas é mesmo o pior.

Olhar para mulheres não é desporto, para isso já têm a bola.
Maaaassss...
Será que também queremos que eles sintam que só podem fazer isso à frente dos amigos? E será que também não acaba por ser saudável que olhem, desde que nos dêem a atenção que merecemos e nos façam sentir especiais? Será que quando passa um gajo giro vocês também não olham?

Pessoalmente só acho inapropriado quando é aquele olhar em que se vira rapidamente a cabeça a 90º, qual abutre, deixando pousar os olhos na parte traseira ou dianteira de outra moçoila bem parecida, sem qualquer tentativa de se ser discreto.


Geri, filha, nem com esse vestido transparente lá vais.


Nota pessoal: Esse flagrantismo, no entanto, deve ser levado à punição, nomeadamente às portas fechadas, como pequeno souvenir da razão pela qual eles estão connosco - e estão muito bem assim ;). Ao invés de se fazerem cenas desnecessárias.

2.8.10

Gervásio 1on1 - Reciclas tu e reciclo eu.

A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto.

Só recentemente se começou a cultivar lá em casa a prática de reciclar.
Confesso que apesar do Gervásio ser um macaco bem parecido, devido à minha dislexia profunda, muitas vezes tinha aquela paragem cerebral do: "e agora?" perante os diferentes recipientes coloridos. Algum retardismo psicológico depois, lá relembrava:
Azul: papel/papelão

Verde: vidro/vidrão

Amarelo: Embalagens de metal e plástico

No fundo é uma questão de hábito.