28.4.10

E nós, queremos o quê?

Há dias em que percebo os homens: não é fácil entender as mulheres.

Na verdade nunca sabemos muito bem o que queremos: queremos um homem seguro de si, mas que admita as suas inseguranças e medos; queremos um homem bonito, mas não queremos meio mundo a jogar-se aos pés dele, ou que seja convencido; queremos um homem cavalheiro, mas não suportamos que faça uma birra porque ganhamos mais que ele; queremos amor&carinho, mas um igualmente um homem que saiba mostrar que nos come na cama; queremos que seja aventureiro, mas que consiga assentar;...
Somos cheias de dicotomias.
No fundo, perdemos muito tempo à procura das pequeninas coisas que não temos, ou que a outra pessoa não nos dá e ninguém gosta de ser lembrado constantemente disso.

27.4.10

Nãaaa, jura?! Como é que pode?!

Músico de reggae acusado de tráfico

Sou só eu que não estou surpreendida?
Primeiro, antes de começar a cascar no moço, uma palavra de simpatia: Não é fácil, não senhor, viver uma vida inteira com o nome Romano Rafael. Ponto. A minha simpatia acaba aqui.

Começo já por dizer que se há tipo de música que não suporto é reggae. Nem no Verão, nas festas de branco, com uma ganza e um bronze derivado de vários festivais de música.
Não. Não dá, já tentei, não aguento.
O Jah ou Yah ou lá o raio que o valha, não anima a moça libertina que há em mim, portanto nunca me verão adoradora de rastafári à beira da praia a "existir" com os meus amigos Lucas, Banzé e a família de lêndias.

Pior que reggae só mesmo reggaeton - aquilo já não bastava ser mau, ainda tinham de piorar?

Pois que a Cueca também suspeita que quando se fale em reggae se fale em drogas leves, não é preconceito, até porque sou toda Paz&Amor, mas que há um rácio elevado de sincronismo, há.
O que me leva de certa forma a simpatizar com o Romano Rafel, no fundo a culpa nem é dele, jovem percussionista brulhante, adorador de reggae.

24.4.10

Cuekoska

Meus meninos e minhas meninas (não, não vou falar do circo Chen), querem saber qual é uma coisa bem sopimpa? (especialmente se não trabalharem no dia seguinte)

As minhas Morangoskas. É bem verdade.
Querem a receita?

  • Morangos fuuuuskinhos com fartura
  • 70grs de açúcar mascavado
  • 4 pedrinhas de gelo partido
  • Um petit peu de sumo de lima
  • Vodka a dar com pau

...e a mão de fada do lar aqui da yours truly.

23.4.10

Sextas são dias de desafios...São, sããããoooo.


Já sabem que as Sextas são dias de desafios.
Hoje fala-se por aqui de good fuck gone wrong. E o que é quero que me contem?! Simples:
episódios em que com a melhor das intenções e empenho acabaram por arruinar qualquer ambiente de cama.

Assim:

Estavam a experimentar  aquela posição gira que viram nas Tardes da Júlia que garantidamente salva qualquer casamento, mas nem sequer conseguiram chegar a vias de facto porque tiveram um torcicólogo?

Deram uma joelhada nas partes baixas do moço hora H?

Foram apanhados com as calcinhas na mão pelo tio-avô?

Entusiasmaram-se e quase que sufocavam a moça naquele fellatio/cunnilingus fantástico (pelo menos para uma das partes)?

Experimentaram aquele óleo de massagem, mas entusiasmaram-se e colocaram aquilo onde não deviam, resultando em ardores vários pelos piores motivos?


Contem-me tudo.

22.4.10

Spotted...

A primeira coisa que faço quando chego a casa é espetar um bruto abraço ao meu gato. E ainda lhe dou um beijinho e digo qualquer coisa como "és o gatinho lindo da dona".
E eu sei que isto é a modos que meio ridículo, mas quem é gaja e tem gatos sabe do que eu falo.


Aquela utilidade masculina que eu tanto aprecio...

...abrir garrafas de água.
Primeiro, que ideia foi essa de reduzir a porcaria da parte plástica das garrafas de água? Também gosto muito do ambiente, mas para além de fazer uma total figura autista a tentar abrir aquilo, fico numa dicotomia horrível que envolve ponderar colocar os meus caninos em torno da garrafa e abri-la, já que à la mano, no can do.

Posto isto, estava eu ontem a lanchar com a Suricat - e a dividirmos qual casalinho sapatono uma fatia de bolo de brigadeiro - quando me acometi da necessidade de uma água geladinha.
Ora eu rodava para a esquerda, rodava para a direita, inclusivamente dei à Suricat a ver se ela fazia melhor trabalho que eu...
Já com um olhar algo assassino em direcção à dita garrafa, um jovem moço aproximou-se da mesa e gentilmente perguntou:

Posso abrir a garrafa se quiser

Oraaaaaa, música para os meus ouvidos. Soltei o digníssimo obrigada e os meus olhos devem ter cintilado de agradecimento, pelo menos durante uns 5s. Depois assomou-se-me no espírito a gaja-a-atirar-para-o-independente que habita em mim e restou-me apenas a vergonha de precisar que venha um homem abrir-me uma mísera garrafa de água.

20.4.10

De valor.

Vocês sabem que são uma gaja ridícula quando:

1. Se oferecem para mudar o template ao blog do gajo-com-quem-se-dão-e-do-qual-não-tencionam-descolar.
2. Criam um blog alternativo com um nome inteligente como testeaomeunamorado onde experimentar "html&cenas"
3. Se esquecem de carregar naquela cena gira que diz "ocultar" o blog.

Posto isto, a modos que o balanço que faço não é muito positivo:

...o ponto número 1 está em modo espera (vergonhosamente) /me açoita-se só um bocadinho pelo desleixe, o ponto número 2 ilustra que a) revelo tendência a dar nomes maus a cenas várias e b) que o nome do blog que criei para o disposto acima poderia muito bem ser o novo programa do Kléber.
Assim chegamos ao ponto 3 em que eu vejo que ninguém me ama-e o mundo está contra mim-e aposto que ninguém quer saber da Cueca porque ninguém me avisou disto.
Aquela cena está lá há semanas. Tsk.

16.4.10

Sextas são dias de desafios e hoje falamos de realidades laborais

Pois é meus xuxus, a seguir a males do coração, familiares ou saúdinha, a coisa que mais nos aflige a moleirinha é mesmo o mal laboral.

Ou é por falta de emprego, ou por trabalho a mais, ou é a remuneração que é má, ou são os pagamentos em atraso, ou é a colega que ganha mais, ou são as horas extra...há sempre qualquer coisa.
A verdade é que quando sentamos o rabinho na cadeira com um entrevistador à frente aquela oportunidade de emprego é a última coca-cola no deserto e mal podemos esperar para arregaçar as mangas e vender-nos qual Miss Mundo nas perguntas finais.
Mas nem sempre resulta da maneira que queremos, assim, vocês:


Já mentiram numa entrevista de emprego?
Disseram que sim a tudo, mas faziam "não's" mentais?
Já foram enganados?
Usaram o vosso charme para tentar ficar com um lugar?
Pediram um valor mais alto só para não vos chamarem de novo?

Já sabem, contem-me tudo.

15.4.10

Exercícios da minha mente. 1.0

Sou a única que...

Imagina aqueles grandes Gerentes/Administradores/Directores/Senhores-Engenheiros/Ilustres-Magistrados/Figuras-da-nossa-Praça a ter taras e manias sexuais várias em poses menos próprias quando estou em salas de espera?

(Bem me parecia que eu não sou normal)

14.4.10

Os nossos fantasmas

Todos temos os nossos fantasmas, aquelas coisas que não conseguimos contar por mais que até queiramos. No fundo porque temos medo da reacção, do que podem pensar de nós, de como vão reagir. No fundo exageramos, porque até são coisas que nada têm de mal, simplesmente personificam a nossa natureza tendencialmente frágil.
E calamo-nos.

Ao longo do tempo tornei-me expert em ouvir mais e falar menos das minhas coisas. Praticamente saiem-me com uma ou duas pessoas "importantes" da minha vida e sempre quando as coisas "já passaram" e as nuvens foram-se sumindo. É um handicap meu. Não são esqueletos no armário, ou histórias proibidas, ou acções incorrectas. Mas são macaquinhos no sótão. E mesmo os macaquinhos, quando são muitos, fazem estragos. Hoje estou assim, uma verdadeira domadora de circo a mãos com fantasmas símios.
Mas como eu costumo dizer ainda antes de ter passado, "já passou".

Juro que estou magoada com vocês

Eu que sou tão querida convosco, que não bastava o meu FCP me dar desgostos, que ando aqui que nem um coelhinho na Páscoa a pedinchar fotinhas de cuecas rosas para comemorar as 100.000 visitas que - by the way - já foram (pronto sim, gosto de vos ter por cá, mas vamos concentrar no essencial!) e vocês nada!

Outra gaja mentia e dizia que tinha recebido milhõoooes de fotos a concurso, pedindo depois ao extremoso namorado que tirasse uma por misericórdia e lhe desse uma prendinha - provavelmente com alguma forma de compensação no calor do lar. Eu admito que vocês não quiseram participar. E 'tou de birra.

(mas passa-me depressa.)


(Atentem ao golpe baixo da foto do bebé, ein?! :D)

13.4.10

Como imaginas a Cueca?

Malta, alguma vez pensaram em como é a Cueca?


Baixa, alta, magra, cheíinha, de óculos, nariz batata, estrábica, pindérica, betinha, simpática, arrogante, acessível?

Contem-me tudo na caixinha dos comentários e eu vou responder a cada um como é que eu vos imagino :)
Se nunca pensaram nisso, percam 2 minutos do vosso tempo - os quais nunca mais irão recuperar.

(No caso de me conhecerem, oooobviamente começo por vos dar os meus pêsames, em segundo, se me conheceram já depois de ter o blog, como é que me imaginavam?)

Mitologia dos gajos.

Ouço vezes e vezes que uma miúda quer é um deus grego.
Ai é?
Têm a certeza?



Hades - Este gajo providencia o calor necessário, mas faz-nos a vida num inferno.
Zeus - É o maior lá do bairro, mas ninguém aguenta a mania dele.
Poseídon - o gajo da onda, traiçoeiro como o mar, uma miúda nunca sabe se pode confiar nele.
Cronos - É querido, mas nunca se pode combinar nada, que o gajo vem sempre atrasado.
Hermes - Aquele tipo com quem podemos ter uma conversa, mas tudo acaba demasiado rápido if you know what I mean.
Dionísio - Pode ser muito bom na cama, mas está sempre com os copos.
Ares - Com este é tudo intenso sim senhora, mas está sempre pronto para mais uma discussão...
Eros - É tudo de bom, mas não consegue perder a mania da sedução, sendo conhecido pela prática de salta-cerquismo.

Como vêm os nossos meninos até podem não ser um deus grego, mas estão bem melhores para nós.

12.4.10

Tipos de choro feminino.

Que as gajas choram que se fartam toda a gente já sabe. Mas há choros e choros. Há birras e birras. Há choradinhos e choradinhos.

Assim, especifico alguns, mais para avaliação-de-estragos do nosso público masculino aqui do tasco em diferentes contextos relacionais:

1. E tudo o vento levou - este choro é do catano. Mete quase um fio de baba a escorrer, olhos vermelhos que dói, lágrimas a cair quatro a quatro e "tu não gostas de miiiiiimmmm". Se é chato? É. Mas prova um ponto de vista. E costuma ser como aquela música dos Papa Roach - Last Resort.

2. Casablanca - Este é aquele tipo de choradinho com olhos de foca com que presenteamos frequentemente o homem que amamos quando queremos algo, por exemplo, diante de uma qualquer ourivesaria. Sim meus meninos, leram bem, se levarem com o choradinho e olhinhos de menina-cigana-mas-limpinha-que-não-come-há-3-dias-e-precisa-de-umas-moedinhas-por-favor, estão oficial e irrevogavelmente lixados.

3. As Pontes de Madison County - Este estilo é poderoso, mas inofensivo. Embora sintam que estão perante duas torneiras abertas, nada temam. Um bom abraço, um "sei que fui estúpido, mas não posso viver sem ti" resolve a coisa geralmente.

4. Tempos Modernos - sabem aquela coisa irritante que vocês fazem quando estamos a tentar explicar-vos uma coisa entre lágrimas? Sim, aquilo de acharem oportuno o vosso sentido de humor? Pooois. Fazer-nos rir sim, mas nessas alturas é como jogar na Bolsa meus queridos, por muito que sejam bons e já estejam atentos, vão sempre perder de quando em quando.

9.4.10

Sextas são dias de desafios ou Let's geeeetttt iiit ooooon

Sextas são dias de desafios amassos.
Todos os dias são dias de amasso, mas há algo nas Sextas-feiras que sim senhor, mais não seja para podermos exorcizar a semana de caca que tivémos e comemorar a entrada no fim-de-semana.

Neste espírito, e porque qualquer moça gosta de um acompanhamento musical de qualidade, digam aqui à menina, quais são as vossas músicas turn-on?

E pelo amor da santa, não me coloquem aqui Marvin Gaye. Eu não ia resistir.

8.4.10

Na carteira de uma mulher...

...estão sempre presentes momentos.

Aqueles pedacinhos de vida que ficaram de dias e noites vividos.
É verdade que guardo coisas a mais, tenho tralha a mais, papéis a mais.

Mas tenho também os tickets das portagens da A1, o recibo da dívida de vodka raspberry saldada, tenho bilhetes de concerto, tenho uma lista de desejos para 2010 (os nossos desejos), o primeiro cartão que me deste, um papel que já passou as ruas do Bairro Alto, o recibo daquele MacDonald's em Lisboa, as confirmações do nosso vôo, o cartão que puseste no meu guardanapo quando decidiste ficar até mais tarde para almoçar, o recibo do lanche no Cup&cinno, a gelatina no Saldanha, das Margueritas no La Siesta, da entrada no BBC, a foto de quando tinhas 4 aninhos, o cartão escrito do Capricciosa, no dia em que até pragas te roguei...

...E é impossível ver estas coisas e não me lembrar de todos os momentos contigo.

(Onde não consigo contabilizar um só que não tenha sido feliz ao teu lado. )

Peço desculpa, mas vai ter de ser.


Ando há tempos para abordar esta temática, mas, no fundo, temo represálias severas, nomeadamente pelas meninas com quem convivo diariamente que adoram o quê? A sua Pandora.
É ver toda a gente com a sua pandorinha a comparar penduricalhinhos e "o meu homem deu-me esta no Natal" e "esta é para me lembrar do meu bóbi" e "no dia da mãe o meu filho ofereceu-me esta".
Sim, é verdade, não suporto. É que podiam ao menos guardar esta troca faço-parte-do-mundo-da-pandora-e-gosto para elas, mas não, é como uma seita - se não pertences, há olhares que matam.

Peço desculpa, mas a ideia de ter pendentes que nos relembrem momentos especiais e únicos é apenas uma boa ideia de marketing. Torna-se difícil para mim entender que esses momentos se resumam a uma bolinha de bijoux que arrecada de 50€ para cima.
Torna-se igualmente giro imaginar-me naquela viagem ao Brasil e perder ali num instantinho uma jóíinha de 500€, mas isso são pormenores.

Vá, os meus momentos são bons, mas prefiro arrecadar esse aérios e ir beber umas valentes Margueritas (e por valentes pressupõem-se várias, ali no La Siesta, salvo a publicidade, que não me pagam para isso) do que ouvir o chocalhar metálico no pulso a lembrar-me do quão in eu sou por ter a minha Pandora.
Por outro lado, a minha teoria é que estas pulseiras são feitas para pais e maridos que não sabem o que ofertar. Como eu até nisto tenho mau feitio adoro dificultar a vida à malta, assim, no can do.

7.4.10

Eles e o tamanho do Zézinho

Uma ideia de final de dia:

Porque é que os homens insistem, por tudo e por nada, em publicitar o tamanho dos ditos cujos?
Estou para me cruzar com o gajo que diga que a dele é pequena.

(Correcção, agora que penso sobre isso, recordo-me de um estimado colega que sim senhora, foi honesto. Lá está, já não se fazem homens alcoolicamente honestos como antigamente)

Porque deixamos de gostar.

Ninguém gosta de admitir fracassos. Acho mesmo que ninguém escolhe não gostar.
Deixamos de gostar porque nos deixamos desgastar. É daquelas coisas que acontece. 

Gastamos a vontade em conhecer o outro e depois gastamos os tostões atrás de fins-de-semana a dois no Wellness Center porque não reconhecemos a pessoa com que acordamos. Gastamos a confiança com medos ridículos e gastamos a paciência em sequer continuar a querer aquela pessoa só para nós. Gastamo-nos em discussões sobre quem deixou a luz acesa e depois gastamos-nos a desligar a luz o mais depressa possível para se poder ir dormir. Gastamos os programas a dois e gastamos-nos em desculpas para não admitir os silêncios constrangedores.

Deixamos de gostar porque nos esquecemos de olhar para a outra pessoa como se fosse a primeira vez. Deixamos de tentar imaginar ao que saberá o beijo. Deixamos de pensar se a outra pessoa pensa em nós também quando ouve aquela música. Deixamos de mal poder esperar para poder dar-lhe um abraço. Deixamos muita coisa lá atrás.
E há um dia em que se joga a toalha ao chão, porque sabemos que temos culpa no cartório. Porque sabemos que desistimos ou que há muito desistiram de nós - e nós deixámos.

6.4.10

Cueca e a Operação Páscoa.

Confesso: tenho a mania da rebeldia. Detesto figuras de autoridade, que querem?
Desde pequena que tive dificuldade em acatar bem ordens e a coisa tem vindo a piorar com estes autênticos braços direitos da lei. Durante o fim-de-semana vi as ruas pejadinhas destes senhores simpáticos. (e senhoras, pronto, que também as há)

Eu até entendo a necessidade disto tudo e nhinhinhi e operações e lalalala segurança rodoviária pfifififif, mas há lá pior coisa que sentir os olharezinhos de tara acompanhados do arzinho de superioridade só porque se tem uma farda?

Admito sim senhora: faço o meu melhor ar de gaja snob. Mostro os documentos com o nariz empinado e, ao contrário do normal, não me esforço minimamente por ser simpática.
É das poucas coisas que me dá vontade de praguejar e me insurgir mentalmente para com estes senhores que, cooffff, tornam as nossas estradas seguras. E já que estamos numa de confissões, eu também faço parte daquelas pessoas que fazem sinal de luzes quando há operações stop.

Resumindo? A polícia está para mim como os legumes, lá porque são essenciais não quer dizer que goste deles.

(Claro que no dia em que tiver a ser assaltada na Damaia por um grupo de malta porreira e os senhores da lei me vierem defender vou gostar muito mais deles.)

5.4.10

Sou só eu?

De vez em quando sinto-me acometida por uns laivos de gaja e dá-me para colocar em repeat todas aquelas músicas brasileiras de puxar ao xuxu.
E canto. E lembro-me de tudo o que é suposto lembrar quando se gosta de alguém.
E no fundo? Isso é que importa. Qualquer que seja o som que ouçamos, ao menos que seja aquele que nos lembra de quem gostamos. Que nos leva ao lugar onde somos felizes.

3.4.10

Impressões Pascais

É de mim ou este ano toda a gente deseja "Boa Páscoa"?
Desligo o telemóvel "Boa Páscoa". SMS's? "Boa Páscoa". No trabalho? "Boa Páscoa". Pffff. Sinto-me quase no Natal.

Adiante. Nunca achei grande piada à Pàscoa, tendo, enquanto pequena Cuequinha, criado uma aversão a borrego, cordeiro e todo o tipo de amêndoas, logo, não me restava muita margem de manobra e no fundo acabava por ficar à margem dos índices de obesidade infantil, o que também anima.
Quando os outros putos ganhavam ovinhos de chocolate, saudades para aqueles enormes da Kinder, a minha surpresa era sempre ridícula. Nunca em, vá, 12 anos de existência, fazendo as contas por alto, ganhei uma surpresa de jeito. Resultado? Abandonei a Kinder e criei reactância a ovos de chocolate.

Outra coisa da Páscoa que não me falava muito ao coração era ver a casa da minha avó invadida pelos senhores da visita pascal. Não me levem a mal, mas um grupo de senhores que em todas as casas dá o Senhor a beijar a todas as pessoas não me parece muito higiénico. Ao longo do tempo desenvolvi a técnica que consiste em simular um esticar de beiços tímido, que em momento algum toca sequer os pézinhos do JC. A parte gira de observação social ocorre aquando o estado de alcoolemia total em que costumam chegar a casa da minha avó a malta da visita - verdadeiros bastiões dos exemplos morais e dos níveis de bochecha-rosada que um qualquer senhor de 45 anos pode atingir.

Presentes dos padrinhos? Nunca foi um departamento muito estimulante (ajuda eu não ligar muito ao facto). Além disso, ao longo dos anos acumulei um interessante número de jogos de toalhas e naprons, que ficarão imensamente giros no meu futuro lar.

Mas nem tudo é mau...
Há arroz doce.

1.4.10

Coisas que não entendo.

Agora o Facebook tem um grupo de apoio para o violador de Telheiras.
A sério. Existem mesmo 7 pessoas fãs do grupo "Pessoas que acreditam que o Henrique merece uma oportunidade"?
Eu sou a favor da reinserção social, mas de um violador de, supostamente, 40 mulheres? 
É só a mim que isto revolta? Eu acredito que o Henrique merece, quanto muito, uma oportunidade de utilizarem sabonete líquido na prisão. Mais que isso já é apelar em demasia à minha boa vontade.

"Em primeiro de Abril vão os burros onde não devem ir".

Hoje é daqueles dias em que podia dizer que me pediram em casamento, que vou ter um filho, que vou viver para a Patagónia, que afinal sou um senhor de 55 anos com problemas urinários, que descobri aos 24 anos que gosto é de mulheres, que sou pro em salto em altura e ando a ver se tento os Jogos Olímpicos, que fui despedida, que fui multada hoje de manhã por desacato à autoridade, que sou filha ilegítima do José Cid.

Podia. Mas nunca gostei do Dia das Mentiras.
Primeiro detesto mentiras, segundo ando o dia todo de "pé atrás" e com atitudezinha quando me contam qualquer coisa e terceiro, a verdade é que não tenho jeito para mentir, sou daquelas que começa a gaguejar, a corar e a olhar para o lado a tentar disfarçar.

Ainda assim, já pregaram alguma valente peta?