Não consigo conceber muito bem a tendência feminina para a tacanhez relacional. Juro que não.
Se há coisa que me afecta o TicoTico são mulheres que não fazem nada pela relação que têm e esperam que sejam sempre eles a chegar-se à frente.
Esperam receber flores por nada, esperam férias na Polinésia francesa, esperam que ele perceba porque estão amuadas, esperam que eles compreendam o TPM, esperam que eles cozinhem para elas e as esperem com um massajador de pés, esperam que eles lhes ofereçam presentes por tudo, esperam que eles peçam sempre desculpa, esperam ter sempre razão.
E há aqui alguma coisa de errado? Não necessariamente de errado. Contudo, o mal não está em esperar estas coisas, está mesmo na incapacidade de retribuir. Sabem, essa coisa gira que se chama ter iniciativa?
Eu entendo muito homem que olha para uma mulher bonita e faz trinta por uma linha para a arrebatar, para a conquistar todos os dias, porque nem acredita na sorte que tem em a ter. Acredito. Acredito também que não dure.
Não há ninguém que goste só de dar. Não há ninguém que não goste de ser surpreendido. E aqui a questão ultrapassa largamente o eterno eles&elas, somos apenas seres humanos que, não obstante adorarem mostrar o quanto gostam, também esperam receber.
Por isso pensem um bocadinho na última vez que fizeram uma surpresa e, nem que seja fazer-lhe o prato preferido, deixar-lhe um bilhetinho no casaco, comprar uma lingerie nova, levar umas brochuras de agências de viagem para casa, comprar dois bilhetes para um concerto, deixar-lhe um beijo a batôn no espelho da casa-de-banho, arrisquem.
(pronto e se sentirem menos inspirados eu posso dar uma ou outra sugestão..e isto é válido para elas e para eles)
29.3.10
27.3.10
O ser humano e a flatulência
Acho que já é tempo de uma mulher se pronunciar sobre isto. É, afinal, o peido uma forma qualquer de afirmação?
É que, convenhamos, não há cu para isso - salvo seja. Adoro os homens da minha vida e adoro essencialmente aquela fase bonita igualmente da relação amorosa em que o único tabu existente - e bem - é exactamente nesta temática, que, lá está, espero vir a manter por um bom tempo de parte a parte.
Já com o meu pai não tenho tanta sorte. Anos e anos de convívio levaram a um à-vontade e um à-vontadinha que resulta numa orquestra bastante "bonita" especialmente pela manhãzinha e ao deitar, quando o senhor pensa que eu não estou a ouvir.
E os amigos parvinhos que até concursos fazem? Eu pensava que isso tinha ficado lá atrás no tempo, mas pelos vistos perdura e dá azo a risinhos e male bonding.
Qual é a mística, a sério?
...
É que, convenhamos, não há cu para isso - salvo seja. Adoro os homens da minha vida e adoro essencialmente aquela fase bonita igualmente da relação amorosa em que o único tabu existente - e bem - é exactamente nesta temática, que, lá está, espero vir a manter por um bom tempo de parte a parte.
Já com o meu pai não tenho tanta sorte. Anos e anos de convívio levaram a um à-vontade e um à-vontadinha que resulta numa orquestra bastante "bonita" especialmente pela manhãzinha e ao deitar, quando o senhor pensa que eu não estou a ouvir.
E os amigos parvinhos que até concursos fazem? Eu pensava que isso tinha ficado lá atrás no tempo, mas pelos vistos perdura e dá azo a risinhos e male bonding.
Qual é a mística, a sério?
...
26.3.10
O ciúme e o habitual desafio das Sextas.
De menos cansa, demais estraga.
Eu desafio qualquer um a negar que tem uma listinha própria (mental, espero) com as pessoas de quem tem ciúmes. Ou é aquela ex-namorada, uma curte antiga do namorado, aquela melhor amiga que não descola ou a colega de trabalho cúmplice demais. Existe sempre alguém.
Senão existe, é porque não se gosta, não me venham cá com coisas.
Ciuminho é sinal de que se quer, de que se tem medo de perder a outra pessoa, que se tem atenção. É sinal de picardias e mini-ressabiamentos, de pôr os pontos nos i's.
Mas...há limites.
Quem nunca passou uma cena de outro mundo de ciúmes? Quem nunca se sentiu ridículo ao ponto de dizer interiormente "Nãaaoooo, eu não posso estar com ciúmes daquele trambolho".
Assim, e como já sabem que Sextas são dias de desafios:
Qual a pior cena de ciúmes que fizeram, vos fizeram e/ou presenciaram?
Eu desafio qualquer um a negar que tem uma listinha própria (mental, espero) com as pessoas de quem tem ciúmes. Ou é aquela ex-namorada, uma curte antiga do namorado, aquela melhor amiga que não descola ou a colega de trabalho cúmplice demais. Existe sempre alguém.
Senão existe, é porque não se gosta, não me venham cá com coisas.
Ciuminho é sinal de que se quer, de que se tem medo de perder a outra pessoa, que se tem atenção. É sinal de picardias e mini-ressabiamentos, de pôr os pontos nos i's.
Mas...há limites.
Quem nunca passou uma cena de outro mundo de ciúmes? Quem nunca se sentiu ridículo ao ponto de dizer interiormente "Nãaaoooo, eu não posso estar com ciúmes daquele trambolho".
Assim, e como já sabem que Sextas são dias de desafios:
Qual a pior cena de ciúmes que fizeram, vos fizeram e/ou presenciaram?
25.3.10
5 Confissões random da Cueca
1. Sempre quis falar bem espanhol, mas na realidade a única coisa que arranho são imitações de actrizes espanholas duvidosas.
2. Sempre quis ter um bom cu. Verdade. Não é dos meus atributos mais prementes, vamos colocar assim.
3. Tinha alguma inveja das miúdas marronas que tiravam melhores notas que eu. Nunca consegui deixar de fazer outras coisas para ir estudar. Mas, then again, também sempre fui boa aluna, apenas não era "a" melhor.
4. Abomino pessoas que fazem sapateado. Cada vez que ouço um clack metalizado seguido por outros mini-clack's até me arrepio e tenho tendência a fugir para o lado oposto do som.
5. Consigo manter uma conversa extensiva acerca de jogos de computador, com muitos "ahh e lembraste do ...?" ou "nunca achei piada ao..." ou até o "ninguém me batia no ..." - nerd ao máximo.
2. Sempre quis ter um bom cu. Verdade. Não é dos meus atributos mais prementes, vamos colocar assim.
3. Tinha alguma inveja das miúdas marronas que tiravam melhores notas que eu. Nunca consegui deixar de fazer outras coisas para ir estudar. Mas, then again, também sempre fui boa aluna, apenas não era "a" melhor.
4. Abomino pessoas que fazem sapateado. Cada vez que ouço um clack metalizado seguido por outros mini-clack's até me arrepio e tenho tendência a fugir para o lado oposto do som.
5. Consigo manter uma conversa extensiva acerca de jogos de computador, com muitos "ahh e lembraste do ...?" ou "nunca achei piada ao..." ou até o "ninguém me batia no ..." - nerd ao máximo.
Malta deste Portugal
Esclareçam-me.
Qual é a razão do meu MEO estar sempre na FashionTv quando eu o ligo, mesmo quando não o deixei nesse canal:
a) a Cueca adora moda e não vive sem a sua dose diária de FashionTv clicando no botão inconscientemente quando adormece a ver tv.
b) é uma pré-definição e um complot mundial, no fundo.
c) o Pai Cueca gosta de estar a par das tendências.
d) à noitinha o FashionTv tem concerteza uma programação "mais interessante" - a qual a Cueca não vê, portanto é apenas uma wild guess.
Pois. Se me souberem informar, agradeço.
Qual é a razão do meu MEO estar sempre na FashionTv quando eu o ligo, mesmo quando não o deixei nesse canal:
a) a Cueca adora moda e não vive sem a sua dose diária de FashionTv clicando no botão inconscientemente quando adormece a ver tv.
b) é uma pré-definição e um complot mundial, no fundo.
c) o Pai Cueca gosta de estar a par das tendências.
d) à noitinha o FashionTv tem concerteza uma programação "mais interessante" - a qual a Cueca não vê, portanto é apenas uma wild guess.
Pois. Se me souberem informar, agradeço.
21.3.10
Regozijos de Gaja
1. O ex-namorado ficar mais feio/parvo/diminuído intelectualmente depois de o deixarmos.
2. A nova namorada do gajo ser feia/estrábica/burra/badalhoca ou coisa que o valha. Em suma: pior que nós.
3. Aquela colega cabra que nos lixou a faculdade toda ter um emprego de caganita à data de hoje.
4. Estarmos mais giras do que a coleguinha que dizia que vocês eram feias no liceu. (sim, nós lembramo-nos destas coisas, são recalcamentos e coiso! O liceu era um tempo complicado, tá bem?)
5. O filho da amiga-parva-que-vocês-tinham que a vossa m~e insistia que queria que vocês fossem iguaizinhas a elas é um gremlin. (Eu sei que os bebés são lindos todos e uma benção e tal e tal. Mas o puto é mesmo muito feio.)
E perguntam vocês, homens, porque é que estas coisas sequer interessam?
Interessam muito. O nosso dia-a-dia é tão merdoso quanto o vosso e ao passo que vocês têm o Sporting, nós temos estes pequenos prazeres mundanos que libertam a gaja cabra que há em nós.
Não é bonito, mas é melhor que descarregar o TPM em vocês, sim?
2. A nova namorada do gajo ser feia/estrábica/burra/badalhoca ou coisa que o valha. Em suma: pior que nós.
3. Aquela colega cabra que nos lixou a faculdade toda ter um emprego de caganita à data de hoje.
4. Estarmos mais giras do que a coleguinha que dizia que vocês eram feias no liceu. (sim, nós lembramo-nos destas coisas, são recalcamentos e coiso! O liceu era um tempo complicado, tá bem?)
5. O filho da amiga-parva-que-vocês-tinham que a vossa m~e insistia que queria que vocês fossem iguaizinhas a elas é um gremlin. (Eu sei que os bebés são lindos todos e uma benção e tal e tal. Mas o puto é mesmo muito feio.)
E perguntam vocês, homens, porque é que estas coisas sequer interessam?
Interessam muito. O nosso dia-a-dia é tão merdoso quanto o vosso e ao passo que vocês têm o Sporting, nós temos estes pequenos prazeres mundanos que libertam a gaja cabra que há em nós.
Não é bonito, mas é melhor que descarregar o TPM em vocês, sim?
18.3.10
Eles e a auto-promoção.
Há uma coisa que sempre admirei (e por admirei devem ler causou-me cócegas intelectuais) foi os homens com capacidade de se vender na cama.
Não, não estou a falar dos modelos da Pikolin estendidos nas palhinhas que passavam na Tv.
É todo um je ne sais quoi que envolve eles estarem perante a miúda, com todos os sinais de "epá, nem vás por aí" e mesmo assim eles dão a estocada final (salvo seja) agarrando-se à tábua de salvação da melhor verbalização do "na cama ninguém me pára", "já viste o tamanho das minhas mãos?", and so on, and so on.
É sempre, sempre, de desconfiar de um gajo que enche o peito para dizer que é óptimo na cama.
E isto é a primeira lição que as mulheres comentam umas com as outras. Sim, porque desenganem-se se pensam que nós não discutimos estas temáticas até à exaustão. E sim, as amigas todas vão saber se vocês não forem lá grande coisa, depois de terem andado a gabar-se.
Chamar a nossa atenção? Sim senhora.
Cativar com algum teasing? De acordo.
Dar a entender que se a menina deixasse ia acabar num motel com lençóis de cetim tigresse, chicote e o primo português do Rocco Siffredi em cima dela como se não houvesse amanhã? Menos. Muito menos.
Menos, regra geral é mais. As mulheres gostam de coisas sugeridas. De sugestionamentos. De subtilezas.
Depois sim, incorporem o orgásmico Don Juan que têm vontade de mostrar que são, sim?
Não, não estou a falar dos modelos da Pikolin estendidos nas palhinhas que passavam na Tv.
É todo um je ne sais quoi que envolve eles estarem perante a miúda, com todos os sinais de "epá, nem vás por aí" e mesmo assim eles dão a estocada final (salvo seja) agarrando-se à tábua de salvação da melhor verbalização do "na cama ninguém me pára", "já viste o tamanho das minhas mãos?", and so on, and so on.
É sempre, sempre, de desconfiar de um gajo que enche o peito para dizer que é óptimo na cama.
E isto é a primeira lição que as mulheres comentam umas com as outras. Sim, porque desenganem-se se pensam que nós não discutimos estas temáticas até à exaustão. E sim, as amigas todas vão saber se vocês não forem lá grande coisa, depois de terem andado a gabar-se.
Chamar a nossa atenção? Sim senhora.
Cativar com algum teasing? De acordo.
Dar a entender que se a menina deixasse ia acabar num motel com lençóis de cetim tigresse, chicote e o primo português do Rocco Siffredi em cima dela como se não houvesse amanhã? Menos. Muito menos.
Menos, regra geral é mais. As mulheres gostam de coisas sugeridas. De sugestionamentos. De subtilezas.
Depois sim, incorporem o orgásmico Don Juan que têm vontade de mostrar que são, sim?
17.3.10
Ensinamento da Cueca: A vida é feita de experiências.
...que podem acontecer a todo e qualquer momento.
Como por exemplo, hoje de manhã, há coisa de uma horita, onde, depois da viagem de ontem para ir ver o tal concerto de Florence & The machine, cheguei já bastante tarde e com o popó na reserva a dar de si.
Pensei, minha menina, tu estás a precisar mas é de ir dormir, amanhã antes de ires para o trabalho pões gasóleo.
Pequeno aparte: o meu cartão está desmagnetizado. Logo, enquanto espero pelo novo, procedo àquela prática tão típica dos reformados de Portugal, que é levantar dinheiro com a caderneta.
Ocorre que hoje isso revelou-se impossível de acontecer.
Rezando para os santinhos para o bicho se aguentar até casa novamente e de novo até à bomba de gasolina, vasculhei, qual especialista de pequenos furtos, a minha casa toda na vã procura de encontrar algo mais do que trocos.
Fiquei orgulhosa de mim quando consegui reunir a quantia de 13€, depois de cerca de 25m nesta empreitada matinal
Orgulhosa do meu cascalho monetário, dirigi-me até à bomba, fazendo a promessa de que se o carro lá chegasse não deixava mais o bichinho ir aos arames.
Disse ao Sr da bomba, que queria 13€ de gasóleo. Em numerário. Falando numa voz algo lenta e típica daqueles senhores do anúncio da Vodafone (ou, se não estiverem a ver o que é, é semelhante aos senhores que aterram o dia inteiro no café da Bomba e pedem um cheirinho para a desenjoa), sendo que o diálogo foi algo como:
Então menina, não me diga que assaltou as alminhas?
(De facto é ridículo efectuar uma troca comercial deste género em moedas de 1€ e 50cênt - a minha dignidade pessoal resume-se a não ter efectuado esta transacção em moedas de 20.)
Sim. Se o Padre Pinho por aí aparecer, não diga nada, sim?
Realmente a menina vem com cara de quem precisa de ir à confissão.
-> Inserir silêncio prolongado, um lento estender de mão que culminou no som de moedinhas a chocalhar na bolsinha do senhor e um ar entre o dama ofendida e o eu-sei-que-o-senhor-até-tem-alguma-razão-mas-para-a-próxima-não-venho-aqui. Terminando tudo num "humpft".
E sim, sou uma pessoa triste, com episódios vários compilados ao longo dos anos relacionados com bombas de combustível, tais como: colocar gasolina em vez de gasóleo (mas apercebi-me logo, nada temam), sair com a tampa de combustível do carro aberta e o gasóleo alegremente a espalhar-se pelo ar da A1, assédio pelo senhor que "me queria atestar", figuras de ursa a perceber como é que raio se programa o pagamento automático, tentar colocar o "coisinho" do gasóleo vocacionado para camiões, no meu boguinhas (era de noite...).
Ainda têm a certeza que depois disto querem votar numa pessoa assim para os SuperBlog Awards? É que a brincar a brincar já estou em sétimo...
Como por exemplo, hoje de manhã, há coisa de uma horita, onde, depois da viagem de ontem para ir ver o tal concerto de Florence & The machine, cheguei já bastante tarde e com o popó na reserva a dar de si.
Pensei, minha menina, tu estás a precisar mas é de ir dormir, amanhã antes de ires para o trabalho pões gasóleo.
Pequeno aparte: o meu cartão está desmagnetizado. Logo, enquanto espero pelo novo, procedo àquela prática tão típica dos reformados de Portugal, que é levantar dinheiro com a caderneta.
Ocorre que hoje isso revelou-se impossível de acontecer.
Rezando para os santinhos para o bicho se aguentar até casa novamente e de novo até à bomba de gasolina, vasculhei, qual especialista de pequenos furtos, a minha casa toda na vã procura de encontrar algo mais do que trocos.
Fiquei orgulhosa de mim quando consegui reunir a quantia de 13€, depois de cerca de 25m nesta empreitada matinal
Orgulhosa do meu cascalho monetário, dirigi-me até à bomba, fazendo a promessa de que se o carro lá chegasse não deixava mais o bichinho ir aos arames.
Disse ao Sr da bomba, que queria 13€ de gasóleo. Em numerário. Falando numa voz algo lenta e típica daqueles senhores do anúncio da Vodafone (ou, se não estiverem a ver o que é, é semelhante aos senhores que aterram o dia inteiro no café da Bomba e pedem um cheirinho para a desenjoa), sendo que o diálogo foi algo como:
Então menina, não me diga que assaltou as alminhas?
(De facto é ridículo efectuar uma troca comercial deste género em moedas de 1€ e 50cênt - a minha dignidade pessoal resume-se a não ter efectuado esta transacção em moedas de 20.)
Sim. Se o Padre Pinho por aí aparecer, não diga nada, sim?
Realmente a menina vem com cara de quem precisa de ir à confissão.
-> Inserir silêncio prolongado, um lento estender de mão que culminou no som de moedinhas a chocalhar na bolsinha do senhor e um ar entre o dama ofendida e o eu-sei-que-o-senhor-até-tem-alguma-razão-mas-para-a-próxima-não-venho-aqui. Terminando tudo num "humpft".
E sim, sou uma pessoa triste, com episódios vários compilados ao longo dos anos relacionados com bombas de combustível, tais como: colocar gasolina em vez de gasóleo (mas apercebi-me logo, nada temam), sair com a tampa de combustível do carro aberta e o gasóleo alegremente a espalhar-se pelo ar da A1, assédio pelo senhor que "me queria atestar", figuras de ursa a perceber como é que raio se programa o pagamento automático, tentar colocar o "coisinho" do gasóleo vocacionado para camiões, no meu boguinhas (era de noite...).
Ainda têm a certeza que depois disto querem votar numa pessoa assim para os SuperBlog Awards? É que a brincar a brincar já estou em sétimo...
16.3.10
Ele&Ela Antes&Depois
Há coisas que nas relações nunca deviam mudar, mas, ainda assim, muitas alteram-se. As coisas que antes adorávamos, passámos a não suportar.
A saber:
Antes se fosse preciso dormiam numa cama de solteiro um quase em cima do outro.
Agora dormem numa cama de 1.90x2.00m e mesmo assim reclamam do ressonar, da unha no pé a roçar a perna, que se mexe muito ou discutem quem é que se vai levantar para apagar a luz.
Antes ele deixava-lhe recadinhos de amor e um ou outro convite mais picante.
Agora deixa a lista das compras com itens bastante sexy's como "ração para o Bobby".
Antes arranjavam-se todos, aspiravam o carro, compravam-lhe flores.
Agora vestem o fato de treino, dizem para desligar o aspirador porque sobrepõe-se ao som da tv e a única flor lá em casa é a erva daninha no jardim que eles andam há um mês para tratar.
Antes perguntavam "o que é que te está a apetecer jantar amorzinho?
Agora é "vai fazê-lo tu".
Antes iam às compras com ela ver lingerie, soltavam o mítico "ficavas mesmo bem dentro disto" e se fosse preciso ainda se chegavam à frente na caixa registadora.
Agora perguntam que raio de pijama é esse no qual tão confortavelmente se enfiam desde que põem pé no lar.
Antes era "não precisas de me oferecer nada fofinho"
Agora é "só compras jogos para a PS3!".
Antes era sexo na praia, no carro, na cama, na funerária se fosse preciso.
Agora é o abraçar da fé cristã que não sai de cima missionariamente.
...Se há coisa que eu não suporto, neles e nelas, é comodismo.
15.3.10
Os pen friends.
Os pen friends sempre foram coisinha para me irritar.
Primeiro nunca percebi como as minhas colegas apareciam lá na escola com aquelas cartinhas vindas da Venezuela e a minha casa só vinham ter aquelas cartas aleatórias com a moedinha de prata e a promessa de que se não passasse aquilo a 15 amiguinhas coisas muito más me aconteceriam. E efectivamente é verdade, porque eu, obviamente, nunca mandei nada e a minha capacidade cerebral à data de hoje é a tristeza que se vê.
Havia ali algum ressabiamento meu pelo facto de uma qualquer menina não ter tido a iniciativa de contactar comigo. Eu juro que nessa altura era uma pessoa bem mais agradável e dada ao convívio social e cheia de gracinha. Até fazia covinhas. Desculpem lá, mas se isso não é adorável, não sei o que é.
Adiante. Nunca percebi porque é que as cartas se faziam acompanhar de foto de rosto e corpo inteiro. Especialmente em momentos solenes como a primeira comunhão ou a foto tipo-passe que se tirava na escola.
Depois eram as roupas. As poupas no cabelo seguras a laca l’Oreal da tia-avó. Os sapatos brancos de verniz. Os vestidos com flores. Tudo muito mau. Tudo k’orrore.
Lindo era o meu visual alternativo na altura, que envolvia um macacão horroroso cor de burro quando foge largeirão com as alças caídas e o topzinho justo. (Sim, uma visão infernal e logo ali uma atitudezinha de rebeldia para com as minhas coleguinhas algo betas).
Voltando aos pen friends, quem eram as meninas da escola que tinham pen friends? Pooooois. Eram as coleguinhas “estranhas”. Que, curiosamente, andavam bastante sozinhas. Huuumm especialmente quando o “slogan” associado aos pen friends é “a melhor receita para a solidão”. Pooooois.
Se a troca intercultural é uma coisa gira? é.
Se fazer novos amigos independentemente de como são ou onde vivem é porreiro? é.
Mas pen friens é coisa que não anima.
Um bom substituto dos pen friends são os couchsurfers. Isso sim.
Depois não digam que não vos mostro coisas úteis:
Couch Surfing
Há lá melhor que assentar arraiais no sofá alheio? O pior que pode acontecer é perder um órgão. Nada com que não consigam viver.
(é desta que a Miss vai perceber o carácter inovador do sofá que possui)
[..e a pedido da nCoisas:
Primeiro nunca percebi como as minhas colegas apareciam lá na escola com aquelas cartinhas vindas da Venezuela e a minha casa só vinham ter aquelas cartas aleatórias com a moedinha de prata e a promessa de que se não passasse aquilo a 15 amiguinhas coisas muito más me aconteceriam. E efectivamente é verdade, porque eu, obviamente, nunca mandei nada e a minha capacidade cerebral à data de hoje é a tristeza que se vê.
Havia ali algum ressabiamento meu pelo facto de uma qualquer menina não ter tido a iniciativa de contactar comigo. Eu juro que nessa altura era uma pessoa bem mais agradável e dada ao convívio social e cheia de gracinha. Até fazia covinhas. Desculpem lá, mas se isso não é adorável, não sei o que é.
Adiante. Nunca percebi porque é que as cartas se faziam acompanhar de foto de rosto e corpo inteiro. Especialmente em momentos solenes como a primeira comunhão ou a foto tipo-passe que se tirava na escola.
Depois eram as roupas. As poupas no cabelo seguras a laca l’Oreal da tia-avó. Os sapatos brancos de verniz. Os vestidos com flores. Tudo muito mau. Tudo k’orrore.
Lindo era o meu visual alternativo na altura, que envolvia um macacão horroroso cor de burro quando foge largeirão com as alças caídas e o topzinho justo. (Sim, uma visão infernal e logo ali uma atitudezinha de rebeldia para com as minhas coleguinhas algo betas).
Voltando aos pen friends, quem eram as meninas da escola que tinham pen friends? Pooooois. Eram as coleguinhas “estranhas”. Que, curiosamente, andavam bastante sozinhas. Huuumm especialmente quando o “slogan” associado aos pen friends é “a melhor receita para a solidão”. Pooooois.
Se a troca intercultural é uma coisa gira? é.
Se fazer novos amigos independentemente de como são ou onde vivem é porreiro? é.
Mas pen friens é coisa que não anima.
Um bom substituto dos pen friends são os couchsurfers. Isso sim.
Depois não digam que não vos mostro coisas úteis:
Couch Surfing
Há lá melhor que assentar arraiais no sofá alheio? O pior que pode acontecer é perder um órgão. Nada com que não consigam viver.
(é desta que a Miss vai perceber o carácter inovador do sofá que possui)
[..e a pedido da nCoisas:
Miss Teen Anzoátegui - um dos Estados da Venezuela - e depois dizem que não aprendem nada comigo. Pffff.]
9.3.10
Sai uma cervejinha para comemorar?
...amanhã já nem lá estou, mas dei uma de cusca e fui dar comigo em décimo lugar.
eu vocês não sei, mas no meio de tanto blog bom...fico toda armada ao pingarelho.
obrigada malta, cá beijinho :)
parece que ainda há mais uns, vá, 15 diazinhos para votar.
(desta vez até usei uma foto com uma SuperBock - sou tão vendida)
eu vocês não sei, mas no meio de tanto blog bom...fico toda armada ao pingarelho.
obrigada malta, cá beijinho :)
parece que ainda há mais uns, vá, 15 diazinhos para votar.
(desta vez até usei uma foto com uma SuperBock - sou tão vendida)
Porque é que eles nunca nos ouvem?
Há lá coisa mais irritante que sabermos que estamos a falar da mesma coisa, over and over e eles continuam com aquele ar posto no vazio, como se estivessem efectivamente a ouvir-nos?
Convenhamos que nós somos chatinhas - admitam pá - sempre nhenhe estou gorda, nhenhenhe olhaste para a gaja boa, nhenhenhe não sou bonita, nhenhenhe nunca me levas a passear.
Eu se fosse gajo também me chateava. Também clicava no botão off mental. Também começava a simular todo um discurso mental que envolve a tipologia de resposta que-eles-acham-aceitável, com muitos huhum's, tens razão, às vezes sou mesmo parvo.
São eles que perdem o espírito de querer explicar-se, somos nós que falamos e falamos sem parar até nos virem as lágrimas aos olhos, são eles a achar que não existem respostas que nos satisfaçam e somos nós às vezes apenas a pedir atenção. Acima de tudo, o que falta a muita gente é saber falar. E mais que saber falar, saber ouvir - que é diferente de escutar.
3.3.10
O Festival da Canção..
Ontem dediquei alguns minutos preciosos da minha vida - e que jamais irei recuperar - a deixar cair os olhos no Festival da Canção.
1. Porque é que a Claudisabel, que tanto velhinho encantou nas demais romarias, quis ir mostrar a última rinoplastia à tv?
(Sempre pode por a culpa da má respiração enquanto cantava nisso)
2. Quem é o Jorge Guerreiro e onde é que ele mora, porque vou pedi-lo -seriamente- em casamento.
Um homem que me puxa uma bandeira de Portugal do colete brilhante é homem que mostra que sabe surpreender, que é coisa para animar qualquer casamento. Já o imagino a cantar aos petizes "Ai Lisboa" enquanto sacava da fralda dodot da sacola.
3. O que é que aconteceu à Sílvia Alberto?
Juro que a convivência dos últimos tempos com o João baião tem arruinado a menina. Eu que até gostava bastante dela, constatei que não obstante a bela indumentária e o corpinho danone, a moça está com um timbre a cair no histerismo e umas piadas de palco de quem andou a dar no pó lá atrás.
E a modos que era isto para já.
1. Porque é que a Claudisabel, que tanto velhinho encantou nas demais romarias, quis ir mostrar a última rinoplastia à tv?
(Sempre pode por a culpa da má respiração enquanto cantava nisso)
2. Quem é o Jorge Guerreiro e onde é que ele mora, porque vou pedi-lo -seriamente- em casamento.
Um homem que me puxa uma bandeira de Portugal do colete brilhante é homem que mostra que sabe surpreender, que é coisa para animar qualquer casamento. Já o imagino a cantar aos petizes "Ai Lisboa" enquanto sacava da fralda dodot da sacola.
3. O que é que aconteceu à Sílvia Alberto?
Juro que a convivência dos últimos tempos com o João baião tem arruinado a menina. Eu que até gostava bastante dela, constatei que não obstante a bela indumentária e o corpinho danone, a moça está com um timbre a cair no histerismo e umas piadas de palco de quem andou a dar no pó lá atrás.
E a modos que era isto para já.
2.3.10
O femeeiro português - essa bela espécie.
O femeeiro português é uma raça com representatividade substancial no nosso país. Mais conhecida por "garanhão", tem pululado por aí, arrancando suspiros à sua passagem. Não fosse o cérebro de ervilha e a queda para a fraca moral e bons costumes, era ver todas nós atrás de um assim.
Ele é o que fica conhecido como o "c%$#"=" que nos lixou a vidinha, que nos deixou dias a fio agarradas à almofada de rímel a escorrer pela cara, que foi tópico de inúmeras conversas com as nossas amigas, aquele que tentámos compreender até à exaustão e que desculpámos por tudo e mais alguma coisa.
No final, foi aquele que nos marcou, que nos deixou a sentir a pior alminha do mundo e que trucidou a nossa auto-estima.
Mas foi também o que nos fez ser mais racionais, o que nos fez ponderar antes de dar tudo, o que nos fez ficar de pé atrás perante palavras e nos fez ver bem as acções.
Foi quem nos preparou para quem realmente merece.
O António Lobo Antunes tem muita razão
“As pessoas são como os arco-íris, nós nunca nos entendemos nas sete cores mas se nos entendermos em três ou quatro já é muito bom.”
E é nisto que eu acredito. Não acredito nas pessoas que dizem entender-se em todas as cores, faz-me falta a discussão dos anis e dos laranjas. Gosto de ser contrariada, de ter de argumentar e chegar a um entendimento cromático.
E é nisto que eu acredito. Não acredito nas pessoas que dizem entender-se em todas as cores, faz-me falta a discussão dos anis e dos laranjas. Gosto de ser contrariada, de ter de argumentar e chegar a um entendimento cromático.
1.3.10
As badalhocas - Cueca responde.
Rosa Cueca, há homens autênticos boçais?
Há.
O meu homem é um perfeito gentlemen, ele gosta de badalhocas?
Não só, mas também.
Rosa Cueca, eu não sou badalhoca, será que o meu gajo/namorado/amante/marido/amantizado/amigo-colorido vai gostar de mim à mesma?
Vai. Mas podiam reter uma ou duas coisinhas para exercitar em casa em relação a essa classe
(ou falta dela)
Rosa Cueca, eles querem é uma mulher com quem possam conversar, não é?
Querem. Mas só para olhar já é outra história.
Rosa Cueca, a minha música preferida é a Princesa (Beija-me outra vez), serei badalhoca?
Não. Mas tens gosto duvidoso.
Rosa Cueca, saí à rua com uma mini-saia de 5cm e um decote de 15, posso ir a um almoço de família dele sem que pensem que não sou uma boa moça?
Pelo menos o avô vai gostar.
Rosa Cueca, estive tentada a comprar umas botas brancas de salto alto, como a Sheila - a vizinha que o meu marido passa o dia a olhar - o que pensas disso?
Que se calhar é melhor investir antes numa lingerie nova.
Há.
O meu homem é um perfeito gentlemen, ele gosta de badalhocas?
Não só, mas também.
Rosa Cueca, eu não sou badalhoca, será que o meu gajo/namorado/amante/marido/amantizado/amigo-colorido vai gostar de mim à mesma?
Vai. Mas podiam reter uma ou duas coisinhas para exercitar em casa em relação a essa classe
(ou falta dela)
Rosa Cueca, eles querem é uma mulher com quem possam conversar, não é?
Querem. Mas só para olhar já é outra história.
Rosa Cueca, a minha música preferida é a Princesa (Beija-me outra vez), serei badalhoca?
Não. Mas tens gosto duvidoso.
Rosa Cueca, saí à rua com uma mini-saia de 5cm e um decote de 15, posso ir a um almoço de família dele sem que pensem que não sou uma boa moça?
Pelo menos o avô vai gostar.
Rosa Cueca, estive tentada a comprar umas botas brancas de salto alto, como a Sheila - a vizinha que o meu marido passa o dia a olhar - o que pensas disso?
Que se calhar é melhor investir antes numa lingerie nova.
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