29.9.09

Do flirt, das meninas, do toma-lá-dá-cá

Há uma coisa que me irrita solenemente, que é as despedidas que amorosamente colocamos quando dizemos um xauzinho ao menino ou menina que nos enche o olho.

Primeiro detesto expressões como beijiticos, beijufas, beijokinhas.
O resto até passa, mas aquelas três fazem-me alguma espécie.

É isso e uma pessoa nunca saber como se despedir, manda um beijo, manda dois, manda três? manda beijos no diminutivo? no superlativo? não manda?
Quando as pessoas não se conhecem bem é coisa para deixar uma impressão.
Ainda assim, eu cá não sou menina de despedidas, prefiro bem mais um abraço do encontro.

Pronto, podem voltar a fazer algo útil.

27.9.09

Sometimes the heart skips a beat.



Respirar fundo até o ouvir bater de novo.
Não é preciso que bata no compasso, mas precisa bater.

E para ir ali pôr as ideias em ordem, deixo-vos com música, pode ser?

22.9.09

Cueca TwilightZone

A Cueca é uma mocinha que de quando em quando acha piadinha a andar pipi e de saltinhos.
Hoje achei que era giro trazer os sapatinhos rosinha de salto para trabalhar, até porque não ia andar mais que o normal.
Mas Jesus ri-se na cara da Cueca, essa é que é essa.
Então não foi ver a menina a ir desmontar uma feira. 11 carrinhos. De saltos. Desmontar estruturas metálicas.
Aturar pessoas esquisitas e muito estranhas que andavam lá embora a feira já tivesse acabado. Explicar a uma família cigana com ar ameaçador que não sou vendedora automóvel, embora eles gostassem muito de comprar um monovolume. Perder 20m com um velhinho de Santarém que insistia que eu era a cara chapada da neta.

(!?)

Eu até estaria com bom humor à mesma, não fosse andar por aí uma vaga: oferece doces à Cueca.
Eu gosto de miminhos, pois que sim. Eu gosto de doces, sim senhor. Ainda assim: senhor que abasteceu a minha viatura, senhor esquisito da feira, senhor da caixa do supermercado e senhor transportador de automóveis -> são uns amores, mas eu não aceito coisas de estranhos. Foi o meu paizinho que ensinou.
Pode ter droga, sim?

(Num espaço de tempo de 24horas, 4 perfeitos desconhecidos me oferecerem rebuçados, é dose, ou como tenho um íman para coisas, pessoas e situações, todas elas esquisitas)

16.9.09

O Beicinho - post assumidamente estúpido



O Beicinho é um forte aliado a qualquer discussão, especialmente quando utilizado posteriormente àquele momento chato que se chama: falta de argumentos.
(Poderiam dizer que uma mulher nunca fica sem argumentos, que é verdade, quando perdemos o argumento que tínhamos arranjamos outro qualquer, mas suponhamos que é possível ficar sem argumentos)

Sabem aquele silêncio incómodo que se instala basicamente no momento em que já dissemos o que queríamos e simplesmente já só estamos a provar um ponto de vista?
Esse é o momento do Beicinho.
O Beicinho existe para dizer "ok, já consigo brincar e fazer um ar parvinho", "já está a passar o efeito da borrada que fizeste", "ok, deixa cá ver se ele já está em modo de desculpar a borrada que fiz".

E o Beicinho resulta, porque das duas uma: ou ele se ri na vossa cara, vocês balbuciam estúpido e acabam a fazer alegremente as pazes ou apelam ao lado sensivelzinho dele e acaba em mimo e ohhh, minha pequenina lalala.
(também podem vê-lo ir-se embora porque acha que uma gaja de 30 anos a fazer beicinho é estúpido. e é legítimo.)

O Beicinho é equivalente (ou é suposto ser), enquanto factor de reacção, a cãezinhos pequeninos, bebés, gatinhos, casalinhos mimosos e tudo quanto vos faça emitir intimamente um "ohhhh, tão fofinho" (menos golfinhos. isso é foleiro).

De notar que o Beicinho é uma arte que se inicia enquanto somos seres púberes e acompanha a vida de uma gaja. Claro que quando chegamos a velhas o Beicinho que tanto gostávamos de fazer chama-se agora "movimentos involuntários", mas isso são pormenores.

A essência do Beicinho basicamente é tentar dar um toque amaricado e sensível ao que pretendemos de vocês: seja perdão, o cartão de crédito, ou a vossa atenção.